Corrupção no Banco
Central
Prof. Marcelo
-
Luiz
e Sérgio Bragança – Irmãos e sócios da empresa Macrométrica
-
Araci
Pugliese (Ciça) – mulher de Chico Lopes
-
Salvatore
Alberto Cacciola – Dono do Banco Marka
Já
estão confirmadas as suspeitas graves levantadas até agora sobre a conduta
incompatível do Professor Francisco
Lopes, diretor e, mais tarde,
presidente do Banco Central do Brasil.
A
algumas semanas atras, soube-se que o economista Sérgio Bragança (sócio de
Chico Lopes numa empresa de consultoria, a Macrométrica) redigiu um bilhete, em
4 de agosto de 1996, dizendo que Chico Lopes tem, sob sua custódia, 1675 milhão
de dólares depositados em contas no exterior. Nessa data, Chico Lopes já estava
no Banco Central, e nas declarações de renda de Chico Lopes, referentes aos anos de 1995, 1996 e 1997 não constam
dados referentes a estes créditos. Se este fosse um país sério somente isto seria
motivo para demitir e trancafiar o ilustre Presidente do Banco Central, de quem
“se espera” honestidade absoluta.
Só
neste episódio encontra-se três crimes: Formação de caixa dois, evasão de
divisas e sonegação fiscal. E isso tudo feito por um homem que dirigia o Banco
Central do Brasil.
Outro detalha macabro dessa
história vergonhosa, é o de que durante os mais de quatro anos em que esteve no
Banco Central, Chico Lopes, efetivamente não se desligou da Macrométrica
(empresa que é sócio). Na prática, sabia de tudo o que acontecia e iria acontecer
no mercado financeiro antecipadamente e "“pasmem", usava estas informações
para enriquecer sua empresa. Nesta história o economista Luiz Fernando de Souza
Maia, funcionava como uma espécie de laranja. Ao final de cada mês, Souza Maia
recebia da empresa numa conta bancária do Itaú e repassava o dinheiro à mulher
de Chico Lopes, Araci Pugliese, cujo apelido é Ciça. Os extratos da desta conta
foram apreendidos na casa de Chico Lopes.
Outro
fato “estranho”, é que Ciça está na lista de sócios de uma empresa do mercado financeiro
que dá consultoria muito especializada, ainda que ela jamais tenha estudado
economia (inteligente não ?). Ela apenas fez cursos de teatro.
A
empresa Macrométrica oferecia no mercado financeiro, aos seus clientes,
serviços a “risco zero” e cobrava 30% do lucro que o cliente obtivesse com a
operação. Agora, fica fácil entender como a Macrométrica tinha tanta certeza de
suas aplicações no mercado, pois seu principal proprietário era o Presidente do
Banco Central, pessoa que controla antecipadamente todas as movimentações
financeiras do país.
Há
outras ligações incestuosas aparecendo, como é o caso de Luiz Augusto Bragança,
irmão de Sérgio. No dia 13 de janeiro, quando a política cambial mudou, o banqueiro Salvatore
Cacciola, do Marka, alugou um jatinho para ir a Brasília falar com Chico Lopes.
No dia seguinte o Banco Central “resolveu ajudar” o Banco Marka, vendendo
dólares por 1,27 real, cotação abaixo da praticada no mercado daquele dia.
O
banco central ainda “apura” o que aconteceu com uma meia dúzia de bancos que,
na virada cambial, ganharam fortunas. (eles devem Ter uma bola de cristal !!!).
Fato
“muito estranho”, foi a conduta do Presidente da República, quando reprovou
veementemente a atuação da Polícia Federal, que segundo ele, invadiu a casa de
Chico Lopes para procurar documentos comprometedores. O que deve ficar bem
claro, é que a Polícia Federal fez uma atuação absolutamente legítima e dentro
da lei, pois estavam de posse de um mandado judicial. Isso acontece todos os
dias centenas de vezes pelo Brasil. A diferença neste caso, é que o acusado é
rico e amigo do presidente.
Logo
que a notícia se espalhou, o presidente mudou seu discurso e declarou: “Se por acaso ele tiver alguma culpa no
cartório, deve pagar por ela” (muito
estranho não ?).
O
investidor que tenha um informante no Banco Central leva vantagens sobre os
outros. Ele fica sabendo antecipadamente, como vão evoluir os indicadores da
economia e aposta neles, da mesma forma que um apostador do jóquei faria se
soubesse de antemão que cavalo vai ganhar cada páreo. (Assim até Eu !!!!).
Segundo
os operadores do mercado financeiro, casos de corrupção com fornecimento de
informações privilegiadas supostamente sempre ocorreram. Isso explica o
enriquecimento rápido e enorme de alguns neobanqueiros que tinham amizades
óbvias em gabinetes privilegiados do poder.
Nos
últimos seis meses, pressionado pela crise russa e pela desconfiança dos
investidores internacionais, o Brasil perdeu 40 bilhões de suas reservas. Uma
fortuna muitíssimo maior do que qualquer ato de corrupção.
A
corrupção realmente rentável hoje em dia está ligada ao sistema financeiro. O
conhecimento de uma mudança na política de juros ou de câmbio pode fazer um
milionário em pouco tempo. O desconhecimento da mudança pode arruinar outro num
único dia, como acaba de acontecer com vários bancos brasileiros.
Olhando
essa paisagem com frieza e distanciamento, um
cínico poderia dizer que antes, havia uma espécie de “corrupção produtiva”.
As empreiteiras e dirigentes públicos se envolviam em operações inconfessáveis aqui
ou ali, mas deixavam plantadas no chão a rodovia, a hidroelétrica ou a ponte.
Agora, na era em que reina solitário o sistema financeiro, se poderia dizer que
a corrupção piorou. Além de criminosa, tornou-se improdutiva. Nada constrói a não
ser fortunas privadas.