ATUALIZAÇÃO
domingo, 10 de outubro de 2010
   
   
 
CURIOSIDADES

 

 

Quem conta o número de mortos em guerras?

 
Ao longo do século XX, estima-se que 60 milhões de seres humanos perderam a vida. Mas essa contagem é, por muitas vezes, controversa.

É feita por dois métodos que variam de acordo com a situação.

Se for até alguns meses após a guerra, governos e organizações não-governamentais buscam informações em serviços de emergência e na mídia local para estimar o total de vítimas.

Se for bem depois do cessar-fogo, uma equipe de pesquisadores visita a região e entrevista os sobreviventes para reunir dados sobre desaparecidos.

"O primeiro método é o mais confiável. Nas pesquisas feitas muito tempo depois das batalhas, os habitantes locais podem deixar a área, e muitos dos que ficam não falam sobre os confrontos devido a algum trauma", afirma o economista Marc Herold, da Universidade de New Hampshire, nos Estados Unidos. Ele é autor de um detalhado estudo que apontou que mais de 3 mil pessoas morreram na invasão militar americana ao Afeganistão, em 2001, número muito superior às poucas dezenas de vítimas que constam das estatísticas oficiais do governo americano. A existência de versões conflitantes, aliás, é uma situação bastante comum.

O exército em desvantagem tende a exagerar o número de baixas do inimigo para tentar desmoralizá-lo, e o outro lado camufla dados sobre vítimas civis para preservar sua imagem. Além disso, muitas pesquisas ignoram as chamadas baixas indiretas do conflito, pessoas que morrem por causa de um sistema de saúde em frangalhos ou por disputas internas, por exemplo. Ao considerar essa variável, a socióloga Beth Daponte, da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, avaliou que o número de mortos da primeira Guerra do Golfo, em 1991, pode ter sido superior a 200 mil, um contraste brutal com as 1 500 baixas anunciadas pelo Exército americano. Após revelar suas estimativas, ela quase foi demitida do Departamento de Comércio de seu país, onde trabalhava como demógrafa.
 

Por que muitos russos tem o nome terminado em "ov"?

 
Porque, em russo, esse sufixo indica a que família a pessoa pertence.

Gorbachov, por exemplo, faz parte da família Gorbach (Mikhail de Gorbach). E não é só o "ov" que indica a origem fami-liar. "Os sobrenomes masculinos terminam com ‘ov’ ou ‘ev’. Já os femininos terminam com ‘ova’, ‘eva’", diz a professora de russo Elena Vassina Nikolaevna, da USP.

É o caso da tenista Maria Sharapova - pertencente à família Sharap. Além dos "ov", "ev", "ova" e "eva", também são comuns, em russo, os sufixos "itch", "ovna" e "evna". "São sufixos do nome patronímico. Por exemplo, sou Elena Nikolaevna, quer dizer, Elena filha de Nikolai", diz a professora da USP.

A formação de sobrenomes de acordo com o patriarca é comum em vários idiomas, até mesmo em português: Rodrigues, por exemplo, indica os filhos de Rodrigo, e Gonçalves diz respeito aos filhos de Gonçalo. Apesar de que no Brasil, devido à intensa miscigenação, essa linhagem de nomes parecidos é rara.

Em inglês, ocorre a mesma coisa com o sufixo "son", que significa literalmente "filho": os Jackson são os filhos de Jack, assim como os Gibson são os filhos de Gib.

Na Escócia, o sufixo que indica filiação é o Mac - MacGregor, filho de Gregor -, enquanto na Irlanda é comum a designação O’ - O’Malleys, filho do Malleys.

Veja outros radicais comuns ao redor do mundo:


 
PAÍS - Rússia
SUFIXO - OV
SIGNIFICADO - "de"
NOME FAMOSO - Maria Sharapova (tenista)

PAÍS - Grécia
SUFIXO - POULOS
SIGNIFICADO - "filho de"
NOME FAMOSO - Constantino Stephanopoulos (ex-presidente da Grécia)

PAÍS - Suécia
SUFIXO - SON
SIGNIFICADO - "filho de"
NOME FAMOSO - Sven-Goran Eriksson (ex-treinador da seleção inglesa de futebol)

PAÍS - China
SUFIXO - LI
SIGNIFICADO - Cerejeira
NOME FAMOSO - Bruce Lee* (ator)

PAÍS - Polônia

 
PAÍS - Japão
SUFIXO - MURA
SIGNIFICADO - Vila
NOME FAMOSO - Nakamura (jogador da seleção japonesa de futebol)

PAÍS - Itália
SUFIXO - UCCI
SIGNIFICADO - "descendente de"
NOME FAMOSO - Monica Bellucci (atriz)

PAÍS - Escócia
SUFIXO - MC
SIGNIFICADO - "de"
NOME FAMOSO - Nick McCarthy (guitarrista da banda Franz Ferdinand)

PAÍS - Espanha

SUFIXO - EZ
SIGNIFICADO - "filho de"
NOME FAMOSO - Hugo Chávez (presidente da Venezuela)



 


SUFIXO - SKI ou OWSKI
SIGNIFICADO - "de"
NOME FAMOSO - Roman Polanski (cineasta)
* nos EUA, o sobrenome LI transformou-se em lee
 

Arsenal caseiro: Utensílios militares usados no nosso dia-a-dia

 
"Quase todos os materiais de nosso cotidiano empregam alguma tecnologia bélica", afirma o engenheiro João Luiz Hanriot Selasco, diretor do Instituto Nacional de Tecnologia, no Rio de Janeiro. Faz sentido - e se pensarmos bem, vamos encontrar o tempo todo produtos usados tanto na guerra quanto na paz. "Na cozinha, encontramos imediatamente a faca, que pode matar alguém ou só cortar um legume. É uma via de mão dupla - há passagens constantes do civil para o militar e vice-versa", diz o historiador Gildo Magalhães, da Universidade de São Paulo


Forno de microondas
INVENTOR - Percy Spencer
PAÍS - Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU - Guerra fria (1945-1991)

Quando a Segunda Guerra estava no fim, um funcionário da fornecedora militar Raytheon, o engenheiro Percy Spencer, notou que um chocolate em seu bolso derreteu quando ele inspecionava magnétrons, componentes usados em radares. Deduzindo que a meleca havia sido causada pelo calor gerado pelos magnétrons, Percy criou um aparelho para aquecer comida usando esse princípio. A Raytheon comprou a idéia e lançou o microondas.

CURIOSIDADE - O primeiro microondas pesava 340 quilos e custava de 2 mil a 3 mil dólares!



Chocolate M&M'S
INVENTOR - Forrest Edward Mars
PAÍS - Espanha / Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU - Guerra Civil Espanhola (1936-1939)

O empresário americano Forrest Mars ficou sabendo que tropas da Guerra Civil Espanhola comiam pelotas de chocolate envolvidas numa casca dura açucarada, que impedia o calor de derreter a guloseima. Inspirado na idéia, Mars criou os confeitos M&M’s, nome originado das iniciais dos sobrenomes de Mars e de seu sócio, Bruce Murrie.

CURIOSIDADE - Em 1941, o produto já estava no mercado, mas ganhou impulso quando o Exército americano passou a incluir os M&M’s na ração dos soldados que foram à Segunda Guerra. Em 1948, a embalagem de cartolina foi trocada pelo saquinho plástico que conhecemos hoje.



Panela de teflon
INVENTOR - Roy J. Plunkett
PAÍS - Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU - Segunda Guerra (1939-1945)

Em 1938, o químico Roy Plunkett realizava experiências com gases para refrigeração. Por acaso, uma amostra virou uma substância viscosa, em que quase nada grudava. Em 1945, a invenção recebeu o nome de teflon. Os primeiros usuários do novo produto foram os militares americanos, que aplicaram o teflon para revestir tubos e vedações na produção de material radioativo para a primeira bomba atômica.

CURIOSIDADE - Depois do fim da Segunda Guerra, a empresa em que Plunkett trabalhava encontrou diversas aplicações para o teflon, como o revestimento não adesivo para panelas.



Leite condensado
INVENTOR - Gail Borden
PAÍS - Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU - Guerra de Secessão (1861-1865)

Procurando uma forma de prolongar o armazenamento do leite, reduzir seu volume e contornar a falta de refrigeração, o inventor americano Gail Borden patenteou um método para fabricar leite condensado em 1856. A novidade ficou meio esquecida até o início da Guerra de Secessão, quando o exército dos estados do Norte incluiu o produto na ração das tropas, comprando grande quantidade de leite condensado.

CURIOSIDADE - Quando voltavam para casa de licença, os soldados contavam às famílias sobre o novo tipo de leite. O produto bombou tanto que a fábrica de Borden mal conseguia atender às encomendas.

Computador
INVENTOR - Engenheiros da Universidade da Pensilvânia
PAÍS - Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU - Guerra fria (1945-1991)

O primeiro computador, chamado de Eniac, surgiu nos Estados Unidos. Projetado para o Exército americano, o aparelho servia para ajudar nos cálculos de artilharia. O bichão ficou pronto em 1946 e ajudou nos cálculos para construir a bomba de hidrogênio, testada pelos Estados Unidos em 1952.

CURIOSIDADE - A máquina tinha mais de 2 metros de altura e ocupava uma área de 15 por 9 metros - algo como um armário gigante. Custou em torno de 400 mil dólares.



Margarina
INVENTOR -Hippolyte Mège-Mouriès
PAÍS - França
GUERRA EM QUE SURGIU - Guerra Franco-Prussiana (1870-1871)

Na década de 1860, o imperador francês Napoleão III, sobrinho de Napoleão Bonaparte, ofereceu um prêmio a quem descobrisse uma alternativa barata para a manteiga - na época, um produto caro e escasso. Até hoje os historiadores discutem se o imperador fez isso para facilitar a vida dos franceses pobres ou para abastecer suas forças armadas, às vésperas da Guerra Franco-Prussiana.

CURIOSIDADE - Seja como for, o químico Mège-Mouriès apresentou a margarina, em 1869, levando o prêmio de Napoleão III.
 

Os quatro reis mais loucos da história

 
I. Ivan, o Terrível
Quando viveu - 1530-1584
Onde reinou - Rússia

Desde pequeno, Ivan já mostrava sua natureza "dócil", fazendo jus ao seu apelido atirando cães e gatos das muralhas do Kremlin... Quando sua mulher morreu, Ivan achou que ela tinha sido envenenada e passou a matar nobres russos. Seu tesoureiro foi cozido num caldeirão! Depois das crueldades, Ivan batia a cabeça no chão em penitência...

Maior loucura - Um dia, Ivan espancou sua nora porque não gostou das roupas dela. Seu único filho vivo discutiu com o psicopata. Péssima idéia! O velho maluco bateu com um cetro de ferro na cabeça do coitado e o matou!


II. George III
Quando viveu - 1738-1820
Onde reinou - Inglaterra

Aos 50 anos,George III começou a ter violentos delírios. Agitado, suava em bicas e tirava as roupas onde estivesse. Após ir para um hospício, ele até se recuperou, reinando por mais 20 anos antes de ficar doente de novo. Nos últimos momentos de vida, conversou sozinho durante 58 horas até o coma final!

Maior loucura - Certo dia, George se aproximou de uma árvore e lhe deu um vigoroso "aperto de mão". Quando perguntaram se ele estava bem, ele disse: "Não me interrompa! Estou conversando com o rei da Prússia"...


III. Ibrahim, o louco
Quando viveu - 1616-1648
Onde reinou - Império Otomano

Ibrahim levava uma vida de luxos e orgias. Uma vez, curioso com o órgão sexual de uma vaca, fez um molde das "partes" da bichinha. Com ele na mão, rodou o reino até arrumar uma amante com as partes "idênticas". Achou Sechir Para, que pesava 150 quilos! Após afundar o reino em dívidas, foi deposto e enjaulado.

Maior loucura - Uma vez, a amante gordinha contou que uma das 280 concubinas do rei havia pulado a cerca, mas não disse quem era ela. Ibrahim mandou pôr as 280 mulheres em sacos cheios de pedras e afogá-las no mar!


III.Frederico I
Quando viveu - 1657-1713
Onde reinou - Prússia

Frederico I era totalmente obsessivo. Certa vez, resolveu detalhar como os funcionários públicos deveriam se comportar. Resultado: escreveu um calhamaço com 35 capítulos e 297 parágrafos! Acabaram sobrando regras rígidas até para seu filho. Desde os 6 anos, o coitado era acordado às 6 da matina ao som de canhões! Só para acostumar com a guerra!

Maior loucura - Frederico amava a sua guarda imperial, formada só por caras acima de 1,80 m. A França quase declarou guerra à Prússia após Frederico mandar seqüestrar uns franceses altos...

 

O Licor do Oriente

 
"Seca todo o humor frio, fortifica o fígado,
alivia os hidrópicos pela sua qualidade
purificante, igualmente soberana contra sarna e a
corrupção do sangue, refresca o coração
e o bater vital dele, alivia aqueles que tem
dores de estômago e que tem falta de apetite,
é igualmente bom para as disposições
frias, úmidas e pesadas do cérebro [...]"

(Anúncio parisiense do século XVIII)


 
Apesar de toda essa propaganda positiva atribuída ao café, sua aceitação nos centros europeus não foi fácil. A começar pela sua procedência: Região de Kaffa, na atual Etiópia, a qual batizou o grão.

O café era identificado como provindo do lado herege do mundo, associado a um "estimulante pecaminoso", consumido por elementos pagãos, que se opunham à religião católica.

Além das razões religiosas, era temido pela ameaça econômica que representava, pois também os mercadores de vinho viam no café um forte concorrente, passando, por isso, a tentar desacreditá-lo.

Toda contra propaganda foi em vão.

O café era gostoso mesmo e a sementinha vermelha vinha com outros atrativos: Era exótico como as drogas orientais, como uma especiaria, o que acabava pro torná-la uma bebida rara, encontrada em poucas mesas, chique, cobiçada e muito apreciada. Era o licor do oriente.

A porta de entrada do café na Europa foi Veneza, o grande mercado de especiarias e artigos de luxo. Em seguida, países que dispunham de frota naval passaram a trazê-lo diretamente das regiões produtoras.

Particularmente em Londres, foi tão grande sua aceitação que deu origem às famosas coffee-houses, ponto de encontro de altos comerciantes, banqueiros, políticos e intelectuais.

E foi assim também na Itália, França e Portugal, onde se tem notícia dos cafés mais famosos do mundo, como o Café Procope, de Paris, ponto de reunião dos célebres revolucionários franceses. Na Alemanha, o compositor Bach compôs, em 1732, a A Cantata do Café, em que exaltava as qualidades da bebida.

Tão requintado era seu consumo, que as sementes, tratada como "pedras preciosas", passaram a ser presentadas entre pessoas de fino trato e bom gosto. Era um luxo!

E foi um desses presentes que chegou ao Brasil em 1727, originando, mais tarde, o Ciclo do Café.


Adaptado de: Império do Café. Ana Luiza Martins 7ªEd. Atual Editora LTDA., 1993

A Grande Muralha da China

Sem dúvida a Grande Muralha da China é a mais incrível edificação militar da história. Sua construção foi levada durante 1900 anos. As primeiras barreiras surgiram antes da unificação dos sete impérios que originaram a China, em 221 a.C. Ao transformar os sete reinos em um país, o imperador Qin Shihuangdi começou a ligar suas muralhas, formando uma só. Foi ampliada nas dinastias seguintes até 1677.

A Grande Muralha atingiu seu auge no século XV, durante a dinastia
Ming. Especula-se que milhões de soldados viviam ao longo dos 8.850 quilômetros do muro. A partir de 1664, quando o território chinês foi expandido na direção do norte, a obra perdeu utilidade, e em 1677, uma ordem do imperador Kangxi pôs um fim definitivo à longa saga da construção da barreira.

A faixa de muro era intercalada por torres que serviam como depósito de mantimentos, abrigo para até 50 militares e base para observação de movimentos inimigos. As distâncias entre as torres variava, mas seguia sempre um critério: cada uma tinha que visualizar os sinais de fumaça emitidos pela vizinha. Cada torre tem, em média, 12 metros de altura e 8 de largura, enquanto as passarelas entre elas tinham 6 metros de largura, mais que suficiente para uma rápida movimentação de tropas em caso de ataques.

A obra foi construída por milhares de camponeses que, em troca do trabalho, eram liberados do pagamento de impostos. Há registros que dizem que, por causa da má alimentação e do frio, até 80% dos operários morriam trabalhando. Além de ampliar a barreira, a dinastia Ming (1368-1644) criou tijolos mais resistentes, feitos de barro aquecido a 1150ºC. Saindo dos fornos, os tijolos eram levados em carroças por uma distância de até 80km da construção. A argamassa era feita com barro e farinha de arroz.

A construção foi posta à prova diversas vezes. Em 1211, o líder Mongol Gêngis Khan venceu os chineses que se defendiam na área leste da construção. Mas salvou o país em 1482, quando os mongóis ficaram presos contra as fortificações.
Adaptado de: Revista Mundo Estranho. ed.088 - junho 2009

O mito dos Vampiros

 
Na Mesopotâmia, Grécia e Roma Antiga já existiam boatos sobre sugadores de sangue, porém, foi na Europa Moderna que a história ganhou força. O pavor era tanto que muitos foram assassinados sob acusação de ser uma dessas criaturas.

Essa histeria residia, sobretudo, na ignorância sobre o ciclo de decomposição do corpo humano e no fato de que algumas doenças podem originar comportamento e aparência vampirescos:

Exumação: Se um caixão fosse aberto e o corpo estivesse preservado, retorcido, ou se houvesse presença de sangue na boca e nariz do morto, não havia dúvida: tratava-se de um vampiro. O que ninguém sabia é que, dependendo da temperatura, umidade e tipo de solo, os corpos levam mais tempo para se decompor; que por causa de erros de diágnósticos comuns pelo atraso na área da medicina da época, as pessoas tentavam sair do caixão após serem enterradas vivas, como portadores de catalepsia; e que durante a decomposição, é possível que sangue e outros fluidos sejam expelidos pelas cavidades do corpo.

Doenças: Certas pessoas acusadas de vampirismo podiam, no fundo, ser portadores de porfiria, doença rara catalogada apenas no fim do século XIX. As vítimas são altamente sensíveis à luz solar, podem sofrer delírios e ter boca e dentes avermelhados. Por não saírem de dia, são pálidas como vampiros. Além disso, mortes em série atribuídas a vampiros eram, na verdade, fruto de epidemias, como raiva, cólera ou a peste bubônica, pouco conhecidas na época. Para agravar, portadores da peste bubônica podiam sangrar pela boca e portadores da raiva são sensíveis à luz.

Confira abaixo alguns personagens históricos que eram "vampiros na vida real":

Vlad III (1431-1476): Nascido na região da Transilvânia (atual Romênia), o príncipe Vlad III foi um guerreiro implacável. Na defesa do seu reino contra turcos-otomanos, ele e seu exército mataram mais de 40 mil invasores - boa parte empalada viva! Vlad era membro de um grupo religioso chamado Ordem do Dragão, onde ficou conhecido por Draculea (filho do dragão). Não à toa, inspirou Bram Stoker a criar o personagem Conde Drácula

Elizabeth Báthory (1560-1614): Nascida na atual Eslováquia, a Condessa Báthory era louca por um sanguinho alheio. Sua maior obsessão era banhar-se com sangue de jovens virgens para preservar sua juventude. Estima-se que ela tenha sacrificado mais de 600 pessoas até ser condenada à prisão perpétua em 1610.

Peter Plogojowitz (1666-1728): Este foi um dos primeiros casos supostamente reais de vampirismo documentados. Rolou em Kisolowa, vilarejo sérvio. Segundo relatos, após sua morte, em 1728, Plogojowitz surgiu para seu filho pedindo comida. O pedido foi negado e o rapaz apareceu morto. Depois, várias pessoas morreram com sinais de perda de sangue naquela região. Quando o corpo de Plogojowitz foi exumado, tinha os olhos abertos e sangue na boca. Bastou para que uma estaca fosse gravada em seu peito e seu corpo fosse queimado.

John George Haig (1909-1949): A biografia desse inglês, o Vampiro de Londres, é tão assustadora que ele ganhou até estátua no Museu de Cera de Madame Tussauds, em Amsterdã. A coisa já começou na infância, quando Haig multilava seus própios dedos para sorver o sangue. Ele cortava o pescoço das vítimas, bebia o sangue delas e derretia os corpos numa tina de ácido. Foi condenado à forca pelo assassinato cruel de 9 pessoas. Na hora de sua execução, em 1949, gritou: "Deus, salve meu filho da maldição do Drácula!".

Como surgiram os estados brasileiros?

Terras de Capitão: Trinta e quatro anos após o descobrimento, o litoral brasileiro estava sendo saqueado a torto e a direito por piratas em busca de pedras preciosas e madeiras raras. Para manter o controle do território e tentar conter os saques, a coroa portuguesa decidiu criar as Capitanias Hereditárias, 15 longas faixas de terra que se estendiam da costa até a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas.
 

A Casa das Sete Províncias: Em 1709, os portugueses resolveram reorganizar a colônia em função dos benefícios e especialidades econômicas de cada região. Nasceram, então, as sete províncias, imensas extensões de terra com fronteiras mais bem definidas. Além dos aspectos econômicos, a criação das províncias visava obter um controle ainda maior do território, ameaçado pela ação de piratas e pelo "olho gordo" dos espanhóis que colocava em perigo a integridade do domínio lusitano.

Rascunho Imperial: Após a independência, em 1822, o Brasil foi repartido em diversas novas províncias, rascunhos do que viriam a ser os atuais estados. o mapa atual do nodeste, por exemplo, já está quase todo lá. No sul, contávamos ainda com a privíncia da Cisplatina que pertenceu ao Brasil até 1829, quando um movimento separatista obrigou o país a reconhecer a independência da região, que originou o vizinho Uruguai.

Estados de Sítio: Rolaram grandes mudanças no mapa após a Proclamação da República, em 1889, como a adoção da palavra estado para nomear as porções do território. Em 1942, o Brasil entrou na Segunda Guerra e, como estratégia de defesa e administração das fronteiras, o governo desmembrou algumas áreas criando novos territórios, como o Amapá e Guaporé, no norte, e Iguaçu, no sul. Mais tarde, alguns desses territótios viraram estados e outros foram reintegrados à sua região de origem.


Depois da Plástica: A partir de 1960, ano da inauguração de Brasília, aconteceram as últimas mexidas que deixaram o Brasil com a cara que tem hoje, com seus 26 estados mais o Distrito Federal, que não é um Estado, mas um território autônomo com regiões administrativas. Além da "promoção" de alguns territórios com Acre e Rondônia, a estados, Fernando de Noronha que outrora deixou de ser um estado brasileiro para servir de base oficial dos EUA durante a II Guerra Mundial, voltou a fazer parte de Pernambuco e nasceram Mato Grosso do Sul (desmembrado de Mato Grosso) e Tocantins (fatiado de Goiás). Porém, até hoje tramitam projetos de criação de novos estados no Congresso! O corta-corta está longe de acabar...

 

A censura chinesa

 
Na China, existe uma espécie de agência reguladora dos meios de comunicação, é a Xinhua News Agency, o órgão de notícias oficial.

Além da cartilha oficial, a Xinhua produz matérias, e a maior parte dos veículos simplesmente as reproduz.
De modo geral, tudo que circula de notícias na China é produzido pelo governo, mas de forma que ninguém perceba essa censura.

Um exemplo ocorreu no dia 24 de março de 2008. A ONG Repórteres sem Fronteiras organizou um protesto contra a repressão chinesa no Tibete no local da passagem da tocha olímpica. Mas o que os chineses viram pela televisão foi bem diferente: como não existem canais de TV não oficiais, todos viram imagens de esculturas gregas em vez do protesto!

Controle Moral: A censura não barra apenas críticas políticas. Temas relacionados a sexo e questões que possam gerar polêmicas, como drogas e homossexualismo, também são barrados. O governo proibiu, por exemplo, entrevistas com uma atriz que fez cenas de sexo em um filme no país. A saída na arte é fugir de críticas explícitas.

A Grande Muralha: A internet chinesa é controlada através do "Escudo Dourado", um firewall, sistema de segurança que bloqueia sites que contenham certas palavras consideradas "perigosas" pelo governo. Os sites bloqueados entram para uma espécie de lista negra e, a partir deles, tenta-se chegar a outras URLs "subversivas".

30 mil algozes: A Xinhua News é responsável por ditar as regras da mídia. Existem cerca de 30 mil censores contratados para analisar o conteúdo de textos, vídeos e áudios.

Liberdade Vigiada: No sul do país, onde há grande circulação estrangeira, há algumas ilhas de liberdade. Nos hotéis de mais de três estrelas, em geral não há restrições para jornais e canais de TV estrangeiros. Hong Kong tem menos restrições, mas a circulação de seus jornais é barrada em outras regiões.

Mídia clandestina: Por mais rigoroso que seja, o governo não consegue controlar trocas de informações entre pessoas. Além de folhetins que circulam de forma clandestina, há também brechas digitais. Uma dessas brechas é o envio de textos, fotos e vídeos via celular.

Canal fechado: CCTV é o canal de TV oficial. Além dele, que é nacional, também há estações regionais, mas todas são do governo. Por isso, na China não há transmissões ao vivo. As coberturas supostamente em tempo real têm um delay (atraso) de nove segundos, tempo suficiente para cortar ou mudar a imagem caso algo inesperado aconteça.
 

A guerra mais longa da história

 
A partir da Idade Média, nenhuma outra disputa entre dois povos durou tanto quanto a Guerra dos Cem Anos (Inglaterra X França - 1337-1453). Para se ter uma idéia da organização dos Estados envolvidos na batalha, países hoje em dia mal conseguem sustentar conflitos de 10 anos! Imagine 116!

O troca-tapas começou em 1337, quando o rei francês invadiu uma região no atual sul da França, que na época era pertencente à Inglaterra. A resposta do monarca britânico foi a invasão do país rival, dando início à disputa que quase não teve fim.

As duas monarquias queriam expandir sua área de influência sobre feudos que até então tinham uma grande autonomia. Ou seja, por trás da batalha estava rolando um processo de centralização nas mãos dos dois reis e o início do processo de formação dos dois Estados Nacionais.

Vale lembrar que os combates tiveram intervalos de trégua, período usado apenas para reorganizar as tropas para as próximas batalhas. Apesar de os ingleses terem levado a melhor nas primeiras décadas, eles terminaram perdendo os territórios.

A Batalha de Castillon, vencida pelos franceses em 1453, é considerada o marco histórico final da Guerra dos Cem Anos.

Alguns fatos curiosos que aconteceram ao longo da guerra:

Nova Geração: O rei Henrique VI, que estava no trono inglês quando a guerra terminou, nem havia nascido quando a disputa teve início. Ele só veio ao mundo 80 anos depois!

Quinteto Real: O arranca-rabo durou tanto que no período a Inglaterra e a França tiveram cinco reis!
Na Inglaterra: Eduardo III, Ricardo II, Henrique IV, Henrique V e Henrique VI.
Na França: Felipe VI, João II, Carlos V, Carlos VI e Carlos VII.


Da Flecha ao Canhão: No ínício do conflito, os arqueiros foram fundamentais para o predomínio inglês. Já nas décadas finais foram os canhões que ajudaram a França a virar o jogo!

 

 

Qual era a cor do cavalo de Napoleão?

 
A anedota "a cor do cavalo branco de napoleão" provavelmente foi inspirada em uma das imagens mais famosas do imperador francês, o quadro Napoleão Cruzando os Alpes (à direita) pintado por Jacques Louis David.

Na tela, ele aparece todo estiloso, com uma capa vermelho-sangue empinando um belo cavalo branco.

"O quadro pretendia ressaltar suas virtudes militares em uma batalha contra a Áustria, em 1800" diz o historioador João Paulo Streapco, da USP.

Especialistas afirmam que, na verdade, Napoleão voltou à França depois dessa batalha montado numa mula!

Imperador da França entre 1804 e 1815, Bonaparte usou diversas montarias e nunca teve um cavalo predileto, como Alexandre, o Grande e seu famigerado Bucéfalo.

 

 

As bombas atômicas perdidas

 
No mundo existem, no mínimo, duas bombas atômicas perdidas!

Durante a Guerra Fria, americanos e soviéticos sempre mantinham aviões carregados com ogivas nucleares no ar para alguma eventual "emergência".

Pelo menos duas dessas aeronaves americanas tiveram problemas.
Em 1961, um bombardeiro sobrevoava o estado americano da Carolina do Norte quando teve uma pane, pegou fogo e explodiu soltando duas bombas atômicas. Uma delas caiu sobre um campo aberto, a outra mergulhou 45 metros num pântano e nunca pôde ser removida.
Em 1968, outro avião com quatro bombas caiu na Groenlândia. Três delas foram achadas, mas até hoje não se sabe onde foi parar a quarta!

Agora imagine o que pode ter acontecido no lado soviético... Cuidado onde pisa!

 

A Terceira Guerra Mundial quase começou em 1995!

 
Cessada a Guerra Fria, a URSS saiu como "perdedora". E como todo perdedor tem medo de tomar um pisão no rosto, a Federação Russa não baixou a guarda perante os EUA.

No dia 25 de janeiro de 1995, o presidente russo, Boris Yeltsin, é acordado com um alerta: radares detectaram um míssil a caminho de Moscou! Yeltsin chegou a pegar a maleta usada para comandar o disparo de mísseis nucleares.

Porém, momentos antes da decisão drástica, o míssil mudou de direção.
Mais tarde descobriu-se que ele havia sido lançado de uma base americana na Noruega para fazer fotos aéreas do Pólo Norte. Conforme manda a regra, os americanos enviaram um comunicado oficial avisando os países que seriam sobrevoados pelo míssil.
Por alguma razão, o comando russo não recebeu a mensagem e a Terceira Guerra Mundial quase começou por uma simples falha de comunicação!

 

O dia em que a Inglaterra quase decolou

 
27 de julho de 1956.
Acidentes de avião já são bastante terríveis. Mas imagine um avião caindo sobre um depósito de armas nucleares!
Parece impossível, mas foi realmente o que aconteceu.

Durante a Guerra Fria, os EUA mantinham bombardeiros de médio alcance próximos aos alvos na antiga URSS. Um dos locais de operação de aviões era a base de Lakenheath, no leste da ilha inglesa. Nesse dia, durante um treino de pouso e decolagem, um B-47, avião de médio porte, chocou-se contra um paiol que guardava 3 bombas atômicas do tipo Mark 6. Cada uma delas tem poder dez vezes maior do que a bomba de Hiroxima!

Os tripulantes da aeronave morreram na colisão e os bombeiros correram para tentar conter o incêndio, conseguindo apagar o fogo antes que o calor fizesse as bombas detonarem.


Num telegrama "
top secret", o comandante da base afirma: "um milagre que nenhuma das bombas tenha explodido". Quando o relatório veio à tona em 1979, especialsitas estimaram o estrago: A detonação poderia destruir todo o leste da Inglaterra!

Napoleão Bonaparte no Brasil?

 
Napoleão quase passou por aqui no Século XIX durante a Revolução Pernambucana de 1817!

Não, o imperador exilado não estava de férias nem seu exílio na ilha de Santa Helena foi trocado.

Em 1817, uma certa figura andava pelas ruas da então capital norte-americana, Filadélfia. Tal figura era o comerciante Antônio Gonçalves Cruz, vulgo Cabugá, o agente secreto de uma conspiração fabulosa que estava em andamento na capital pernambucana. Levava na bagagem 800 mil dólares, uma quantia absurda para a época. Hoje, atualizada pelo valor de compra, o montante chegaria a 12 milhões de reais! (estima-se que 1 dólar da época era o equivalente a 15 reais hoje em dia!)
.

Cabugá foi encarregado de realizar três missões nos EUA. A primeira era comprar armas para combater as tropas do rei D. João VI. A segunda, convencer o governo americano a apoiar a revolta republicana de pernambuco, e a terceira e mais espetacular missão era recrutar alguns antigos revolucionários franceses exilados em território americano para, com sua ajuda, libertarem Napoleão Bonaparte em seu exílio no atlântico sul.

Pelos planos de Cabugá, Napoleão seria resgatado na calada da noite e levado a Pernambuco para liderar a revolução. Tendo esta cessada, Napoleão voltaria para a França e retomaria o poder!

Porém, como naquela época as viagens duravam meses, quando Cabugá conseguiu aportar em Recife com os generais franceses e com o armamento adquirido, o movimento já estava quase completamente suprimido. Todos foram presos logo ao desembarcarem na capital pernambucana. Porém, não deixou de ser um dos muitos capítulos pitorescos da história do Brasil!

A Guerra nas Estrelas: O delírio de Reagan

 
A Guerra Fria configurou-se como um período de intensa corrida tecnológica entre os dois blocos antagônicos do globo. Comunismo e Capitalismo, interpretados por EUA e URSS.

Porém, o auge do delírio tecnológico aconteceria em 1983, quando o presidente americano
Ronald Reagan anunciou que os Estados Unidos passariam a desenvolver a Iniciativa de Defesa Estratégica, ou popularmente, a Guerra nas Estrelas.

A idéia maluca consistia em construir um fantástico escudo espacial contra mísseis lançados de qualquer lugar do planeta - ou mesmo por extraterrestres! Para que levassem a sério a ridícula idéia, Reagan enfatizou-a, convidando a URSS para participar da empreitada. O custo inicial da primeira fase era, nada mais nada menos que a bagatela de 1,5 trilhão de dólares. A URSS não aceitou. Ao contrário, chamou carinhosamente o programa de "delírio".

Com o tempo, o projeto seria abandonado por ser caro e de
viabilidade duvidosa...


 

Os maiores mentirosos da história

 
1. Barão de Münchausen

O Barão de Münchausen (1720-1797) era um militar alemão que entrou, em algumas campanhas, ao lado dos russos contra os turcos. Na volta das campanhas, começou a contar histórias absurdas, como ter viajado na bala de um canhão, virado um lobo do avesso e ter saído de um pântano puxando os próprios cabelos!

A lorota foi tanta que Münchausen deu nome a um desvio psiquiátrico, a Síndrome de Munchausen, em que o paciente inventa problemas para chamar atenção.

2. Pernas Curtas

Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901), um dos maiores pintores da história, também entrou pra história por causa de um dom menos nobre.
O artista mentia tanto, e com tanta frequência, que nos bares da boemia parisiense diziam que seu talento com as lorotas era tão grande quanto com os pincéis.

A baixa estatura do pintor, causada por um defeito que prejudicou o crescimento das pernas, somada às suas mentiras, originou o famoso ditado "mentira tem pernas curtas".


3. Imprensa Marrom

Janet Leslie Cooke (1954-), escreveu uma série de matérias para o jornal Washington Post sobre Jimmy, um menino de oito anos viciado em heroína. A história fez muito sucesso e ela acabou ganhando o prestigioso prêmio Pulitzer. Detalhe: tudo mentira.

A mentira foi descoberta quando assistentes sociais comovidas com a história procuraram a criança, que não existia. Além de demitida, a ex-jornalista ainda perdeu o prêmio.

4. A arte de mentir

O artista plástico Joey Skaggs (1945-) decidiu que sua arte seria a mentira e a sua tela seria a mídia. Há várias décadas, inventa "notícias", que são engolidas por jornais. Como simular uma passeta de ciganos (todos atores) para protestar contra o nome de uma mariposa (mariposa-cigana), alegando que o nome é preconceituoso.

Além de sempre conseguir que algum jornal caia nas suas lorotas, Joey viaja o mundo dando palestras sobre o seu "dom".

5. O filho do dono da Gol

Marcelo Nascimento da Rocha (1976-), trabalhava como piloto do tráfico drogas, quando, em 2001, resolveu deixar de ser empregado para virar patrão. Encantado com a figura de Henrique Constantino, filho do dono da Gol, se mandou para Recife, onde se fez passar pelo jovem milionário para curtir um carnaval com todas as regalias possíveis.Já chegou esbanjando, de helicóptero, que conseguiu emprestado graças à boa lábia. Saiu com muitas modelos interesseiras, além de capas de revistas e deu até entrevista ao programa do Amaury Jr., fazendo o apresentador pagar o maior mico!

O malandro voltou à realidade quando uma secretária da Gol o viu e desmentiu a história. Preso mais tarde por crimes como estelionato e associação com o tráfico, ele agora conta suas histórias na cadeia.
Literalmente:
Na prisão inventou ser chefe do PCC de São Paulo e até chefiou uma rebelião!

 

O roubo da Fórmula da Coca-Cola

 
No início de 2006, Joya Williams, então secretária de um alto executivo da matriz da Coca-Cola em Atlanta (EUA), escondeu na bolsa documentos sigilosos sobre o lançamento de um novo refrigerante e um frasco com o líquido que seria uma amostra do tal refri.
Em seguida, seus dois comparsas, Ibrahim Dimson e Edmund Duhaney, enviaram uma carta à Pepsi, oferecendo segredos da rival em troca de 1,5 milhão de dólares.
A carta, enviada num envelope oficial da Coca, era assinada por um certo Dirk, que se dizia ser do alto escalão da firma.

Mas, ao receber a proposta, a diretoria da Pepsi decidiu não aceitá-la. Na hora, enviou uma cópia da carta à direção da Coca.
"A competição deve ser muito acirrada, mas deve ser justa e leal", declarou, na ocasião, um porta-voz da Pepsi.

Acionados pela Coca, agentes do FBI fizeram-se passar por executivos da Pepsi, iniciando uma falsa negociaçãocom os conspiradores!
Um policial entregou a Dimson 30 mil dólares escondidos numa caixa de biscoitos, dizendo que depositaria o resto depois.
Um vacilo dos ladrões foi abrir uma conta bancária com o endereço de Duhaney, em Decatur, na Geórgia (estado americano), para receber o restante do pagamento.
Os agentes do FBI invadiram o local e acharam uma caixa com os documentos secretos e o frasco contendo o líquido roubado.
Para saber quem seria o contato dos dois trambiqueiros na Coca, policiais montaram escutas telefônicas na empresa e vasculharam as imagens de segurança. Por fim, encontraram a gravação em que Joya aparecia com a boca na butija!
Os três comparsas foram presos e acusados de conspiração industrial. Em janeiro de 2007, Joya Williams, a mentora do plano, foi condenada a oito anos de prisão. Os outros dois cúmplices receberam pena de 5 anos de reclusão cada um.

 

Espionagem nas Nuvens

 
No auge da Guerra Fria, os soviéticos supreenderam seus rivais ocidentais (EUA, França e Inglaterra) ,mais uma vez, com o lançamento do supersônico Tupolev TU-144, o primeiro supersônico de passageiros do mundo.
O jato, capaz de atingir 2500km/h fez seu vôo inaugural em 31 de dezembro de 1968, dois meses antes do Concorde, o supersônico construído por um consórcio anglo-francês.
Contudo, um feito de tal magnitude só poderia ser fruto de alguma armação.
E tal armação só foi possível graças a um magnífico esquema de espionagem montado pela KGB, o Serviço Secreto Soviético. Um dos engenheiros que trabalhavam no projeto do Concorde repassou aos soviéticos 90.000 páginas de informações sobre o novo avião, que foram usadas para construir o Tupolev.
Conhecido pelo codinome Ace, o espião morreu no início dos anos 80 sem nunca ter sua identidade revelada!

 

Operação Cubana

 
Desde que assumiu o poder pela Revolução Cubana de 1959, Fidel Castro já foi alvo de pelo menos 600 planos maquinados pela CIA, a agência de inteligência americana.

Alguns planos pretendiam apenas desacreditar Fidel em público, outros queriam realmente matá-lo!

Vejamos abaixo alguns desses planos:

•Molusco Explosivo
Essa ideia maluca da CIA pretendia encher uma concha marinha de dinamite e depois pintá-la com cores chamativas e introduzí-la no local de mergulho favorito de Fidel. O plano não deu certo pela dificuldade em chegar até a esse local com um artefato desse porte camuflado.

•Baforada Assassina
Como grande apreciador de charutos, Fidel quase morreu por causa do vício.
A ideia era "presentear" o líder cubano com charutos explosivos - que detonariam ao serem acesos - ou charutos envenenados com toxina botulínica, que seria injetada na boca por uma seringa introduzida do cigarrão. O plano, contudo, não saiu do papel.

•Bombas no Palanque
Outra conspiração rolou em novembro de 2000, no Panamá, durante uma cúpula de países ibero-americanos. O plano era explodir um carro-bomba junto do palanque onde Castro discursaria. A ação, desbaratada pela polícia local e pelo Serviço Secreto de Cuba, havia sido montada pelo exilado cubado e agente da CIA Luis Posada, que foi preso com outros comparsas.

•Spray Alucinógeno
Para baixar o moral do líder socialista, a CIA pensou em borrifar alguma substância alucinógena no estúdio de rádio usado por Fidel em seus pronunciamentos à nação. Sob efeito da droga, ele começaria a falar bobagem, fragilizando-o politicamente. O esquema foi para o brejo por problemas de logística.

•Sapatos Radioativos
Esta ação, também de efeito moral, rolaria numa viagem de Fidel ao exterior. À noite, um agente da CIA se infiltraria no hotel de Castro e iria contaminar seus sapatos com tálio, um material radioativo com forte efeito depilatório - o tálio faria cair os pelos da barba, sombrancelhas e até da região pubiana de Fidel!. Só que ele desistiu de tal viagem.

•Amante Mortal
Este foi um dos planos levados a cabo. Recrutada pela CIA, uma amante de Fidel foi encarregada de matá-lo após uma noite de amor - ela colocaria pílulas com veneno na bebida ou no café de Castro. Para esconder as cápsulas, a mulher as colocou num pote de creme. Ela só não contava que, em contato com o cosmético, as pílulas derretessem...