Ao longo do século XX,
estima-se que 60 milhões de
seres humanos perderam a
vida. Mas essa contagem é,
por muitas vezes,
controversa.
É feita por dois métodos que
variam de acordo com a
situação.
Se for até alguns meses após
a guerra, governos e
organizações
não-governamentais buscam
informações em serviços de
emergência e na mídia local
para estimar o total de
vítimas.
Se for bem depois do
cessar-fogo, uma equipe de
pesquisadores visita a
região e entrevista os
sobreviventes para reunir
dados sobre desaparecidos.
"O primeiro método é o mais
confiável. Nas pesquisas
feitas muito tempo depois
das batalhas, os habitantes
locais podem deixar a área,
e muitos dos que ficam não
falam sobre os confrontos
devido a algum trauma",
afirma o economista Marc
Herold, da Universidade de
New Hampshire, nos Estados
Unidos. Ele é autor de um
detalhado estudo que apontou
que mais de 3 mil pessoas
morreram na invasão militar
americana ao Afeganistão, em
2001, número muito superior
às poucas dezenas de vítimas
que constam das estatísticas
oficiais do governo
americano. A existência de
versões conflitantes, aliás,
é uma situação bastante
comum.
O exército em desvantagem
tende a exagerar o número de
baixas do inimigo para
tentar desmoralizá-lo, e o
outro lado camufla dados
sobre vítimas civis para
preservar sua imagem. Além
disso, muitas pesquisas
ignoram as chamadas baixas
indiretas do conflito,
pessoas que morrem por causa
de um sistema de saúde em
frangalhos ou por disputas
internas, por exemplo. Ao
considerar essa variável, a
socióloga Beth Daponte, da
Universidade Carnegie Mellon,
nos Estados Unidos, avaliou
que o número de mortos da
primeira Guerra do Golfo, em
1991, pode ter sido superior
a 200 mil, um contraste
brutal com as 1 500 baixas
anunciadas pelo Exército
americano. Após revelar suas
estimativas, ela quase foi
demitida do Departamento de
Comércio de seu país, onde
trabalhava como demógrafa.
Porque, em russo, esse
sufixo indica a que família
a pessoa pertence.
Gorbachov, por exemplo, faz
parte da família Gorbach
(Mikhail de Gorbach). E não
é só o "ov" que indica a
origem fami-liar. "Os
sobrenomes masculinos
terminam com ‘ov’ ou ‘ev’.
Já os femininos terminam com
‘ova’, ‘eva’", diz a
professora de russo Elena
Vassina Nikolaevna, da USP.
É o caso da tenista Maria
Sharapova - pertencente à
família Sharap. Além dos "ov",
"ev", "ova" e "eva", também
são comuns, em russo, os
sufixos "itch", "ovna" e "evna".
"São sufixos do nome
patronímico. Por exemplo,
sou Elena Nikolaevna, quer
dizer, Elena filha de
Nikolai", diz a professora
da USP.
A formação de sobrenomes de
acordo com o patriarca é
comum em vários idiomas, até
mesmo em português:
Rodrigues, por exemplo,
indica os filhos de Rodrigo,
e Gonçalves diz respeito aos
filhos de Gonçalo. Apesar de
que no Brasil, devido à
intensa miscigenação, essa
linhagem de nomes parecidos
é rara.
Em inglês, ocorre a mesma
coisa com o sufixo "son",
que significa literalmente
"filho": os Jackson são os
filhos de Jack, assim como
os Gibson são os filhos de
Gib.
Na Escócia, o sufixo que
indica filiação é o Mac -
MacGregor, filho de Gregor
-, enquanto na Irlanda é
comum a designação O’ -
O’Malleys, filho do Malleys.
Veja outros radicais comuns
ao redor do mundo:
PAÍS - Rússia
SUFIXO - OV
SIGNIFICADO - "de"
NOME FAMOSO - Maria
Sharapova (tenista)
PAÍS - Grécia
SUFIXO - POULOS
SIGNIFICADO - "filho de"
NOME FAMOSO -
Constantino
Stephanopoulos
(ex-presidente da
Grécia)
PAÍS - Suécia
SUFIXO - SON
SIGNIFICADO - "filho de"
NOME FAMOSO - Sven-Goran
Eriksson (ex-treinador
da seleção inglesa de
futebol)
PAÍS - China
SUFIXO - LI
SIGNIFICADO - Cerejeira
NOME FAMOSO - Bruce Lee*
(ator)
PAÍS - Polônia
PAÍS - Japão
SUFIXO - MURA
SIGNIFICADO - Vila
NOME FAMOSO - Nakamura
(jogador da seleção
japonesa de futebol)
PAÍS - Itália
SUFIXO - UCCI
SIGNIFICADO -
"descendente de"
NOME FAMOSO - Monica
Bellucci (atriz)
PAÍS - Escócia
SUFIXO - MC
SIGNIFICADO - "de"
NOME FAMOSO - Nick
McCarthy (guitarrista da
banda Franz Ferdinand)
PAÍS - Espanha
SUFIXO - EZ
SIGNIFICADO - "filho de"
NOME FAMOSO - Hugo
Chávez (presidente da
Venezuela)
SUFIXO - SKI ou OWSKI
SIGNIFICADO - "de"
NOME FAMOSO - Roman Polanski
(cineasta)
* nos EUA, o sobrenome LI
transformou-se em lee
"Quase todos os materiais de
nosso cotidiano empregam alguma
tecnologia bélica", afirma o
engenheiro João Luiz Hanriot
Selasco, diretor do Instituto
Nacional de Tecnologia, no Rio
de Janeiro. Faz sentido - e se
pensarmos bem, vamos encontrar o
tempo todo produtos usados tanto
na guerra quanto na paz. "Na
cozinha, encontramos
imediatamente a faca, que pode
matar alguém ou só cortar um
legume. É uma via de mão dupla -
há passagens constantes do civil
para o militar e vice-versa",
diz o historiador Gildo
Magalhães, da Universidade de
São Paulo
Forno de microondas
INVENTOR
- Percy Spencer
PAÍS
- Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU
- Guerra fria (1945-1991)
Quando a Segunda Guerra estava
no fim, um funcionário da
fornecedora militar Raytheon, o
engenheiro Percy Spencer, notou
que um chocolate em seu bolso
derreteu quando ele inspecionava
magnétrons, componentes usados
em radares. Deduzindo que a
meleca havia sido causada pelo
calor gerado pelos magnétrons,
Percy criou um aparelho para
aquecer comida usando esse
princípio. A Raytheon comprou a
idéia e lançou o microondas.
CURIOSIDADE
- O primeiro microondas pesava
340 quilos e custava de 2 mil a
3 mil dólares!
Chocolate M&M'S
INVENTOR
- Forrest Edward Mars
PAÍS
- Espanha / Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU
- Guerra Civil Espanhola
(1936-1939)
O empresário americano Forrest
Mars ficou sabendo que tropas da
Guerra Civil Espanhola comiam
pelotas de chocolate envolvidas
numa casca dura açucarada, que
impedia o calor de derreter a
guloseima. Inspirado na idéia,
Mars criou os confeitos M&M’s,
nome originado das iniciais dos
sobrenomes de Mars e de seu
sócio, Bruce Murrie.
CURIOSIDADE
- Em 1941, o produto já estava
no mercado, mas ganhou impulso
quando o Exército americano
passou a incluir os M&M’s na
ração dos soldados que foram à
Segunda Guerra. Em 1948, a
embalagem de cartolina foi
trocada pelo saquinho plástico
que conhecemos hoje.
Panela de teflon
INVENTOR
- Roy J. Plunkett
PAÍS
- Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU
- Segunda Guerra (1939-1945)
Em 1938, o químico Roy Plunkett
realizava experiências com gases
para refrigeração. Por acaso,
uma amostra virou uma substância
viscosa, em que quase nada
grudava. Em 1945, a invenção
recebeu o nome de teflon. Os
primeiros usuários do novo
produto foram os militares
americanos, que aplicaram o
teflon para revestir tubos e
vedações na produção de material
radioativo para a primeira bomba
atômica.
CURIOSIDADE
- Depois do fim da Segunda
Guerra, a empresa em que
Plunkett trabalhava encontrou
diversas aplicações para o
teflon, como o revestimento não
adesivo para panelas.
Leite condensado
INVENTOR
- Gail Borden
PAÍS
- Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU
- Guerra de Secessão (1861-1865)
Procurando uma forma de
prolongar o armazenamento do
leite, reduzir seu volume e
contornar a falta de
refrigeração, o inventor
americano Gail Borden patenteou
um método para fabricar leite
condensado em 1856. A novidade
ficou meio esquecida até o
início da Guerra de Secessão,
quando o exército dos estados do
Norte incluiu o produto na ração
das tropas, comprando grande
quantidade de leite condensado.
CURIOSIDADE
- Quando voltavam para casa de
licença, os soldados contavam às
famílias sobre o novo tipo de
leite. O produto bombou tanto
que a fábrica de Borden mal
conseguia atender às encomendas.
Computador
INVENTOR
- Engenheiros da Universidade da
Pensilvânia
PAÍS
- Estados Unidos
GUERRA EM QUE SURGIU
- Guerra fria (1945-1991)
O primeiro computador, chamado
de Eniac, surgiu nos Estados
Unidos. Projetado para o
Exército americano, o aparelho
servia para ajudar nos cálculos
de artilharia. O bichão ficou
pronto em 1946 e ajudou nos
cálculos para construir a bomba
de hidrogênio, testada pelos
Estados Unidos em 1952.
CURIOSIDADE
- A máquina tinha mais de 2
metros de altura e ocupava uma
área de 15 por 9 metros - algo
como um armário gigante. Custou
em torno de 400 mil dólares.
Margarina
INVENTOR
-Hippolyte Mège-Mouriès
PAÍS
- França
GUERRA EM QUE SURGIU
- Guerra Franco-Prussiana
(1870-1871)
Na década de 1860, o imperador
francês Napoleão III, sobrinho
de Napoleão Bonaparte, ofereceu
um prêmio a quem descobrisse uma
alternativa barata para a
manteiga - na época, um produto
caro e escasso. Até hoje os
historiadores discutem se o
imperador fez isso para
facilitar a vida dos franceses
pobres ou para abastecer suas
forças armadas, às vésperas da
Guerra Franco-Prussiana.
CURIOSIDADE
- Seja como for, o químico
Mège-Mouriès apresentou a
margarina, em 1869, levando o
prêmio de Napoleão III.
I. Ivan, o Terrível
Quando viveu
- 1530-1584
Onde reinou
- Rússia
Desde pequeno, Ivan já mostrava
sua natureza "dócil", fazendo
jus ao seu apelido atirando cães
e gatos das muralhas do
Kremlin... Quando sua mulher
morreu, Ivan achou que ela tinha
sido envenenada e passou a matar
nobres russos. Seu tesoureiro
foi cozido num caldeirão! Depois
das crueldades, Ivan batia a
cabeça no chão em penitência...
Maior loucura
- Um dia, Ivan espancou sua nora
porque não gostou das roupas
dela. Seu único filho vivo
discutiu com o psicopata.
Péssima idéia! O velho maluco
bateu com um cetro de ferro na
cabeça do coitado e o matou!
II. George III
Quando viveu
- 1738-1820
Onde reinou
- Inglaterra
Aos 50 anos,George III começou a
ter violentos delírios. Agitado,
suava em bicas e tirava as
roupas onde estivesse. Após ir
para um hospício, ele até se
recuperou, reinando por mais 20
anos antes de ficar doente de
novo. Nos últimos momentos de
vida, conversou sozinho durante
58 horas até o coma final!
Maior loucura
- Certo dia, George se aproximou
de uma árvore e lhe deu um
vigoroso "aperto de mão". Quando
perguntaram se ele estava bem,
ele disse:
"Não me interrompa! Estou
conversando com o rei da
Prússia"...
III. Ibrahim, o louco
Quando viveu
- 1616-1648
Onde reinou
- Império Otomano
Ibrahim levava uma vida de luxos
e orgias. Uma vez, curioso com o
órgão sexual de uma vaca, fez um
molde das "partes" da bichinha.
Com ele na mão, rodou o reino
até arrumar uma amante com as
partes "idênticas". Achou
Sechir Para,
que pesava 150 quilos! Após
afundar o reino em dívidas, foi
deposto e enjaulado.
Maior loucura
- Uma vez, a amante gordinha
contou que uma das 280
concubinas do rei havia pulado a
cerca, mas não disse quem era
ela. Ibrahim mandou pôr as 280
mulheres em sacos cheios de
pedras e afogá-las no mar!
III.Frederico I
Quando viveu
- 1657-1713
Onde reinou
- Prússia
Frederico I era totalmente
obsessivo. Certa vez, resolveu
detalhar como os funcionários
públicos deveriam se comportar.
Resultado: escreveu um calhamaço
com 35 capítulos e 297
parágrafos! Acabaram sobrando
regras rígidas até para seu
filho. Desde os 6 anos, o
coitado era acordado às 6 da
matina ao som de canhões! Só
para acostumar com a guerra!
Maior loucura
- Frederico amava a sua guarda
imperial, formada só por caras
acima de 1,80 m. A França quase
declarou guerra à Prússia após
Frederico mandar seqüestrar uns
franceses altos...
"Seca todo o humor frio,
fortifica o fígado,
alivia os hidrópicos pela
sua qualidade
purificante, igualmente
soberana contra sarna e a
corrupção do sangue,
refresca o coração
e o bater vital dele, alivia
aqueles que tem
dores de estômago e que tem
falta de apetite,
é igualmente bom para as
disposições
frias, úmidas e pesadas do
cérebro [...]"
(Anúncio parisiense do
século XVIII)
Apesar de toda essa
propaganda positiva
atribuída ao café, sua
aceitação nos centros
europeus não foi fácil.
A começar pela sua
procedência: Região de
Kaffa, na atual
Etiópia, a qual
batizou o grão.
O café era identificado
como provindo do lado
herege do mundo,
associado a um
"estimulante pecaminoso",
consumido por elementos
pagãos, que se
opunham à religião
católica.
Além das razões
religiosas, era temido
pela ameaça econômica
que representava, pois
também os mercadores de
vinho viam no café um
forte concorrente,
passando, por isso, a
tentar desacreditá-lo.
Toda contra propaganda
foi em vão.
O café era gostoso
mesmo e a
sementinha vermelha
vinha com outros
atrativos: Era exótico
como as drogas
orientais, como uma
especiaria, o que
acabava pro torná-la uma
bebida rara, encontrada
em poucas mesas, chique,
cobiçada e muito
apreciada. Era o
licor do oriente.
A porta de entrada do
café na Europa foi
Veneza, o grande
mercado de especiarias e
artigos de luxo. Em
seguida, países que
dispunham de frota naval
passaram a trazê-lo
diretamente das regiões
produtoras.
Particularmente em
Londres, foi tão
grande sua aceitação que
deu origem às famosas
coffee-houses,
ponto de encontro de
altos comerciantes,
banqueiros, políticos e
intelectuais.
E foi assim também na
Itália, França e
Portugal, onde se tem
notícia dos cafés mais
famosos do mundo, como o
Café Procope, de
Paris, ponto de reunião
dos célebres
revolucionários
franceses. Na Alemanha,
o compositor
Bach compôs, em
1732, a
A Cantata do Café,
em que exaltava as
qualidades da bebida.
Tão requintado era seu
consumo, que as
sementes, tratada como
"pedras preciosas",
passaram a ser
presentadas entre
pessoas de fino trato e
bom gosto. Era um luxo!
E foi um desses
presentes que chegou ao
Brasil em 1727,
originando, mais tarde,
o
Ciclo do Café.
Adaptado de: Império do
Café. Ana Luiza Martins
7ªEd. Atual Editora
LTDA., 1993
Sem dúvida a
Grande Muralha da China
é a mais incrível edificação
militar da história. Sua
construção foi levada durante
1900 anos. As primeiras
barreiras surgiram antes da
unificação dos sete impérios que
originaram a China, em 221 a.C.
Ao transformar os sete reinos em
um país, o imperador
Qin Shihuangdi
começou a ligar suas muralhas,
formando uma só. Foi ampliada
nas dinastias seguintes até
1677.
A Grande Muralha atingiu seu
auge no século XV, durante a
dinastia
Ming.
Especula-se que milhões de
soldados viviam ao longo dos
8.850 quilômetros
do muro. A partir de 1664,
quando o território chinês foi
expandido na direção do norte, a
obra perdeu utilidade, e em
1677, uma ordem do imperador
Kangxi
pôs um fim definitivo à longa
saga da construção da barreira.
A faixa de muro era intercalada
por torres que serviam como
depósito de mantimentos, abrigo
para até 50 militares e base
para observação de movimentos
inimigos. As distâncias entre as
torres variava, mas seguia
sempre um critério: cada uma
tinha que visualizar os sinais
de fumaça emitidos pela vizinha.
Cada torre tem, em média, 12
metros de altura e 8 de largura,
enquanto as passarelas entre
elas tinham 6 metros de largura,
mais que suficiente para uma
rápida movimentação de tropas em
caso de ataques.
A obra foi construída por
milhares de camponeses que, em
troca do trabalho, eram
liberados do pagamento de
impostos. Há registros que dizem
que, por causa da má alimentação
e do frio, até 80% dos operários
morriam trabalhando. Além de
ampliar a barreira, a dinastia
Ming (1368-1644) criou tijolos
mais resistentes, feitos de
barro aquecido a 1150ºC. Saindo
dos fornos, os tijolos eram
levados em carroças por uma
distância de até 80km da
construção. A argamassa era
feita com barro e farinha de
arroz.
A construção foi posta à prova
diversas vezes. Em 1211, o líder
Mongol Gêngis Khan venceu os
chineses que se defendiam na
área leste da construção. Mas
salvou o país em 1482, quando os
mongóis ficaram presos contra as
fortificações.
Adaptado de: Revista Mundo
Estranho. ed.088 - junho 2009
Na
Mesopotâmia,
Grécia e
Roma Antiga já existiam
boatos sobre sugadores de
sangue, porém, foi na
Europa
Moderna que a história
ganhou força. O pavor era tanto
que muitos foram assassinados
sob acusação de ser uma dessas
criaturas.
Essa histeria residia,
sobretudo, na ignorância sobre o
ciclo de decomposição do corpo
humano e no fato de que algumas
doenças podem originar
comportamento e aparência
vampirescos:
Exumação: Se um caixão
fosse aberto e o corpo estivesse
preservado, retorcido, ou se
houvesse presença de sangue na
boca e nariz do morto, não havia
dúvida: tratava-se de um
vampiro. O que ninguém sabia é
que, dependendo da temperatura,
umidade e tipo de solo, os
corpos levam mais tempo para se
decompor; que por causa de erros
de diágnósticos comuns pelo
atraso na área da medicina da
época, as pessoas tentavam sair
do caixão após serem enterradas
vivas, como portadores de
catalepsia; e que durante
a decomposição, é possível que
sangue e outros fluidos sejam
expelidos pelas cavidades do
corpo.
Doenças: Certas pessoas
acusadas de vampirismo podiam,
no fundo, ser portadores de
porfiria, doença rara
catalogada apenas no fim do
século XIX. As vítimas são
altamente sensíveis à luz solar,
podem sofrer delírios e ter boca
e dentes avermelhados. Por não
saírem de dia, são pálidas como
vampiros. Além disso, mortes em
série atribuídas a vampiros
eram, na verdade, fruto de
epidemias, como raiva, cólera ou
a peste bubônica, pouco
conhecidas na época. Para
agravar, portadores da peste
bubônica podiam sangrar pela
boca e portadores da raiva são
sensíveis à luz.
Confira abaixo alguns
personagens históricos que eram
"vampiros na vida real":
Vlad III (1431-1476):
Nascido na região da
Transilvânia (atual
Romênia), o príncipe
Vlad III foi um guerreiro
implacável. Na defesa do seu
reino contra turcos-otomanos,
ele e seu exército mataram mais
de 40 mil invasores - boa parte
empalada viva!
Vlad era membro de um
grupo religioso chamado
Ordem do Dragão, onde
ficou conhecido por
Draculea (filho do
dragão). Não à toa, inspirou
Bram Stoker a criar o
personagem
Conde Drácula
Elizabeth Báthory (1560-1614):
Nascida na atual
Eslováquia, a
Condessa Báthory era
louca por um sanguinho alheio.
Sua maior obsessão era banhar-se
com sangue de
jovens virgens para
preservar sua juventude.
Estima-se que ela tenha
sacrificado mais de 600 pessoas
até ser condenada à prisão
perpétua em 1610.
Peter Plogojowitz (1666-1728):
Este foi um dos primeiros casos
supostamente reais de vampirismo
documentados. Rolou em
Kisolowa, vilarejo
sérvio. Segundo relatos, após
sua morte, em 1728,
Plogojowitz surgiu para
seu filho pedindo comida. O
pedido foi negado e o rapaz
apareceu morto. Depois, várias
pessoas morreram com sinais de
perda de sangue naquela região.
Quando o corpo de Plogojowitz
foi exumado, tinha os olhos
abertos e sangue na boca. Bastou
para que uma estaca fosse
gravada em seu peito e seu corpo
fosse queimado.
John George Haig (1909-1949):
A biografia desse inglês, o
Vampiro de Londres, é tão
assustadora que ele ganhou até
estátua no
Museu de Cera de Madame Tussauds,
em
Amsterdã. A coisa já
começou na infância, quando
Haig multilava seus
própios dedos para sorver o
sangue. Ele cortava o pescoço
das vítimas, bebia o sangue
delas e derretia os corpos numa
tina de ácido. Foi condenado à
forca pelo assassinato cruel de
9 pessoas. Na hora de sua
execução, em 1949, gritou:
"Deus, salve meu filho da
maldição do Drácula!".
Terras de Capitão:
Trinta e quatro anos após o
descobrimento, o litoral
brasileiro estava sendo saqueado
a torto e a direito por piratas
em busca de pedras preciosas e
madeiras raras. Para manter o
controle do território e tentar
conter os saques, a coroa
portuguesa decidiu criar as
Capitanias Hereditárias,
15 longas faixas de terra que se
estendiam da costa até a linha
imaginária do
Tratado de Tordesilhas.
A Casa das Sete Províncias:
Em 1709, os portugueses
resolveram reorganizar a colônia
em função dos benefícios e
especialidades econômicas de
cada região. Nasceram, então, as
sete províncias, imensas
extensões de terra com
fronteiras mais bem definidas.
Além dos aspectos econômicos, a
criação das províncias visava
obter um controle ainda maior do
território, ameaçado pela ação
de piratas e pelo "olho gordo"
dos espanhóis que colocava em
perigo a integridade do domínio
lusitano.
Rascunho Imperial:
Após a independência, em 1822, o
Brasil foi repartido em diversas
novas províncias, rascunhos do
que viriam a ser os atuais
estados. o mapa atual do nodeste,
por exemplo, já está quase todo
lá. No sul, contávamos ainda com
a privíncia da
Cisplatina
que pertenceu ao Brasil até
1829, quando um movimento
separatista obrigou o país a
reconhecer a independência da
região, que originou o vizinho
Uruguai.
Estados de Sítio:
Rolaram grandes mudanças no mapa
após a
Proclamação da República,
em 1889, como a adoção da
palavra
estado
para nomear as porções do
território. Em 1942, o Brasil
entrou na Segunda Guerra e, como
estratégia de defesa e
administração das fronteiras, o
governo desmembrou algumas áreas
criando novos territórios, como
o
Amapá e Guaporé,
no norte, e
Iguaçu,
no sul. Mais tarde, alguns
desses territótios viraram
estados e outros foram
reintegrados à sua região de
origem.
Depois da Plástica:
A partir de 1960, ano da
inauguração de
Brasília,
aconteceram as últimas mexidas
que deixaram o Brasil com a cara
que tem hoje, com seus 26
estados mais o
Distrito Federal,
que não é um Estado, mas um
território autônomo com regiões
administrativas. Além da
"promoção" de alguns territórios
com Acre e Rondônia, a estados,
Fernando de Noronha
que outrora deixou de ser um
estado brasileiro para servir de
base oficial dos
EUA
durante a
II Guerra Mundial,
voltou a fazer parte de
Pernambuco
e nasceram
Mato Grosso do Sul
(desmembrado de Mato Grosso) e
Tocantins (fatiado de Goiás).
Porém, até hoje tramitam
projetos de criação de novos
estados no Congresso! O
corta-corta está longe de
acabar...
Na China, existe uma espécie de
agência reguladora dos meios de
comunicação, é a
Xinhua News Agency,
o órgão de notícias oficial.
Além da cartilha oficial, a
Xinhua
produz matérias, e a maior parte
dos veículos simplesmente as
reproduz.
De modo geral, tudo que circula
de notícias na China é produzido
pelo governo, mas de forma que
ninguém perceba essa censura.
Um exemplo ocorreu no dia 24 de
março de 2008. A
ONG
Repórteres sem Fronteiras
organizou um protesto contra a
repressão chinesa no Tibete no
local da passagem da tocha
olímpica. Mas o que os chineses
viram pela televisão foi bem
diferente: como não existem
canais de TV não oficiais, todos
viram imagens de esculturas
gregas em vez do protesto!
•Controle
Moral:
A censura não barra apenas
críticas políticas. Temas
relacionados a sexo e questões
que possam gerar polêmicas, como
drogas e homossexualismo, também
são barrados. O governo proibiu,
por exemplo, entrevistas com uma
atriz que fez cenas de sexo em
um filme no país. A saída na
arte é fugir de críticas
explícitas.
•A
Grande Muralha:
A internet chinesa é controlada
através do "Escudo
Dourado",
um
firewall,
sistema de segurança que
bloqueia sites que contenham
certas palavras consideradas
"perigosas" pelo governo. Os
sites bloqueados entram para uma
espécie de lista negra e, a
partir deles, tenta-se chegar a
outras URLs "subversivas".
•30
mil algozes:
A
Xinhua News
é responsável por ditar as
regras da mídia. Existem cerca
de 30 mil censores contratados
para analisar o conteúdo de
textos, vídeos e áudios.
•Liberdade
Vigiada:
No sul do país, onde há grande
circulação estrangeira, há
algumas ilhas de liberdade. Nos
hotéis de mais de três estrelas,
em geral não há restrições para
jornais e canais de TV
estrangeiros.
Hong Kong
tem menos restrições, mas a
circulação de seus jornais é
barrada em outras regiões.
•Mídia
clandestina:
Por mais rigoroso que seja, o
governo não consegue controlar
trocas de informações entre
pessoas. Além de folhetins que
circulam de forma clandestina,
há também brechas digitais. Uma
dessas brechas é o envio de
textos, fotos e vídeos via
celular.
•Canal
fechado:
CCTV
é o canal de TV oficial. Além
dele, que é nacional, também há
estações regionais, mas todas
são do governo. Por isso, na
China não há transmissões ao
vivo. As coberturas supostamente
em tempo real têm um
delay
(atraso) de nove segundos, tempo
suficiente para cortar ou mudar
a imagem caso algo inesperado
aconteça.
A partir da
Idade Média, nenhuma
outra disputa entre dois povos
durou tanto quanto a
Guerra dos Cem Anos (Inglaterra
X França - 1337-1453).
Para se ter uma idéia da
organização dos Estados
envolvidos na batalha, países
hoje em dia mal conseguem
sustentar conflitos de 10 anos!
Imagine
116!
O troca-tapas começou em 1337,
quando o rei francês invadiu uma
região no atual sul da França,
que na época era pertencente à
Inglaterra. A resposta do
monarca britânico foi a invasão
do país rival, dando início à
disputa que quase não teve fim.
As duas monarquias queriam
expandir sua área de influência
sobre feudos que até então
tinham uma grande autonomia. Ou
seja, por trás da batalha estava
rolando um processo de
centralização nas mãos dos dois
reis e o início do processo de
formação dos dois Estados
Nacionais.
Vale lembrar que os combates
tiveram intervalos de trégua,
período usado apenas para
reorganizar as tropas para as
próximas batalhas. Apesar de os
ingleses terem levado a melhor
nas primeiras décadas, eles
terminaram perdendo os
territórios.
A
Batalha de Castillon,
vencida pelos franceses em 1453,
é considerada o marco histórico
final da
Guerra dos Cem Anos.
Alguns fatos curiosos que
aconteceram ao longo da guerra:
•Nova
Geração: O rei Henrique
VI, que estava no trono inglês
quando a guerra terminou, nem
havia nascido quando a disputa
teve início. Ele só veio ao
mundo 80 anos depois!
•Quinteto
Real: O arranca-rabo
durou tanto que no período a
Inglaterra e a França tiveram
cinco reis!
Na Inglaterra:
Eduardo III, Ricardo II,
Henrique IV, Henrique V e
Henrique VI.
Na França:
Felipe VI, João II, Carlos V,
Carlos VI e Carlos VII.
•Da
Flecha ao Canhão: No
ínício do conflito, os arqueiros
foram fundamentais para o
predomínio inglês. Já nas
décadas finais foram os canhões
que ajudaram a França a virar o
jogo!
A anedota "a
cor do cavalo branco de napoleão"
provavelmente foi inspirada em
uma das imagens mais famosas do
imperador francês, o quadro
Napoleão Cruzando os Alpes
(à direita) pintado por
Jacques Louis David.
Na tela, ele aparece todo
estiloso, com uma capa
vermelho-sangue empinando um
belo cavalo branco.
"O
quadro pretendia ressaltar suas
virtudes militares em uma
batalha contra a Áustria, em
1800" diz o historioador
João Paulo Streapco, da
USP.
Especialistas afirmam que, na
verdade, Napoleão voltou à
França depois dessa batalha
montado numa mula!
Imperador da França entre 1804 e
1815,
Bonaparte usou diversas
montarias e nunca teve um cavalo
predileto, como
Alexandre, o Grande e seu
famigerado
Bucéfalo.
No mundo existem, no mínimo,
duas bombas atômicas perdidas!
Durante a Guerra Fria,
americanos e soviéticos sempre
mantinham aviões carregados com
ogivas nucleares no ar para
alguma eventual "emergência".
Pelo menos duas dessas aeronaves
americanas tiveram problemas.
Em 1961, um bombardeiro
sobrevoava o estado americano da
Carolina do Norte quando teve
uma pane, pegou fogo e explodiu
soltando duas bombas atômicas.
Uma delas caiu sobre um campo
aberto, a outra mergulhou 45
metros num pântano e nunca pôde
ser removida.
Em 1968, outro avião com quatro
bombas caiu na Groenlândia. Três
delas foram achadas, mas até
hoje não se sabe onde foi parar
a quarta!
Agora imagine o que pode ter
acontecido no lado soviético...
Cuidado onde pisa!
Cessada a
Guerra Fria,
a
URSS
saiu como "perdedora". E como
todo perdedor tem medo de tomar
um pisão no rosto, a
Federação Russa
não baixou a guarda perante os
EUA.
No dia 25 de janeiro de 1995, o
presidente russo,
Boris Yeltsin,
é acordado com um alerta:
radares detectaram um míssil a
caminho de
Moscou!
Yeltsin chegou a pegar a maleta
usada para comandar o disparo de
mísseis nucleares.
Porém, momentos antes da decisão
drástica, o míssil mudou de
direção.
Mais tarde descobriu-se que ele
havia sido lançado de uma base
americana na Noruega para fazer
fotos aéreas do Pólo Norte.
Conforme manda a regra, os
americanos enviaram um
comunicado oficial avisando os
países que seriam sobrevoados
pelo míssil.
Por alguma razão, o comando
russo não recebeu a mensagem e a
Terceira Guerra Mundial quase
começou por uma simples falha de
comunicação!
27 de julho de 1956.
Acidentes de avião já são
bastante terríveis. Mas imagine
um avião caindo sobre um
depósito de armas nucleares!
Parece impossível, mas foi
realmente o que aconteceu.
Durante a Guerra Fria, os EUA
mantinham bombardeiros de médio
alcance próximos aos alvos na
antiga URSS. Um dos locais de
operação de aviões era a base de
Lakenheath, no leste da ilha
inglesa.
Nesse dia, durante um treino de
pouso e decolagem, um
B-47,
avião de médio porte, chocou-se
contra um paiol que guardava 3
bombas atômicas do tipo
Mark 6.
Cada uma delas tem poder dez
vezes maior do que a bomba de
Hiroxima!
Os tripulantes da aeronave
morreram na colisão e os
bombeiros correram para tentar
conter o incêndio, conseguindo
apagar o fogo antes que o calor
fizesse as bombas detonarem.
Num telegrama "top
secret",
o comandante da base afirma: "um
milagre que nenhuma das bombas
tenha explodido".
Quando o relatório veio à tona
em 1979, especialsitas estimaram
o estrago: A detonação poderia
destruir todo o leste da
Inglaterra!
Napoleão quase passou por aqui
no Século XIX durante a
Revolução Pernambucana de 1817!
Não, o imperador exilado não
estava de férias nem seu exílio
na ilha de
Santa Helena foi trocado.
Em 1817, uma certa figura andava
pelas ruas da então capital
norte-americana, Filadélfia. Tal
figura era o comerciante Antônio
Gonçalves Cruz, vulgo
Cabugá, o agente secreto
de uma conspiração fabulosa que
estava em andamento na capital
pernambucana. Levava na bagagem
800 mil dólares, uma quantia
absurda para a época. Hoje,
atualizada pelo valor de compra,
o montante chegaria a 12 milhões
de reais! (estima-se que 1 dólar
da época era o equivalente a 15
reais hoje em dia!).
Cabugá foi encarregado de
realizar três missões nos EUA. A
primeira era comprar armas para
combater as tropas do rei
D. João VI. A segunda,
convencer o governo americano a
apoiar a revolta republicana de
pernambuco, e a terceira
e mais espetacular missão era
recrutar alguns antigos
revolucionários franceses
exilados em território americano
para, com sua ajuda, libertarem
Napoleão Bonaparte em seu
exílio no atlântico sul.
Pelos planos de Cabugá, Napoleão
seria resgatado na calada da
noite e levado a Pernambuco para
liderar a revolução. Tendo esta
cessada, Napoleão voltaria para
a França e retomaria o poder!
Porém, como naquela época as
viagens duravam meses, quando
Cabugá conseguiu aportar em
Recife com os generais franceses
e com o armamento adquirido, o
movimento já estava quase
completamente suprimido. Todos
foram presos logo ao
desembarcarem na capital
pernambucana. Porém, não deixou
de ser um dos muitos capítulos
pitorescos da história do
Brasil!
A Guerra Fria configurou-se como
um período de intensa corrida
tecnológica entre os dois blocos
antagônicos do globo. Comunismo
e Capitalismo, interpretados por
EUA e URSS.
Porém, o auge do delírio
tecnológico aconteceria em 1983,
quando o presidente americano
Ronald Reagan
anunciou que os Estados Unidos
passariam a desenvolver a
Iniciativa de Defesa Estratégica,
ou popularmente, a
Guerra nas Estrelas.
A idéia maluca consistia em
construir um fantástico escudo
espacial contra mísseis lançados
de qualquer lugar do planeta -
ou mesmo por extraterrestres!
Para que levassem a sério a
ridícula idéia, Reagan
enfatizou-a, convidando a URSS
para participar da empreitada. O
custo inicial da primeira fase
era, nada mais nada menos que a
bagatela de 1,5 trilhão de
dólares. A URSS não aceitou. Ao
contrário, chamou carinhosamente
o programa de "delírio".
Com o tempo, o projeto seria
abandonado por ser caro e de
viabilidade duvidosa...
1. Barão de Münchausen
O
Barão de Münchausen
(1720-1797) era um militar
alemão que entrou, em algumas
campanhas, ao lado dos russos
contra os turcos. Na volta das
campanhas, começou a contar
histórias absurdas, como ter
viajado na bala de um canhão,
virado um lobo do avesso e ter
saído de um pântano puxando os
próprios cabelos!
A lorota foi tanta que
Münchausen deu nome a um desvio
psiquiátrico, a
Síndrome de Munchausen,
em que o paciente inventa
problemas para chamar atenção.
2. Pernas Curtas
Henri de Toulouse-Lautrec
(1864-1901), um dos maiores
pintores da história, também
entrou pra história por causa de
um dom menos nobre.
O artista mentia tanto, e com
tanta frequência, que nos bares
da boemia parisiense diziam que
seu talento com as lorotas era
tão grande quanto com os
pincéis.
A baixa estatura do pintor,
causada por um defeito que
prejudicou o crescimento das
pernas, somada às suas mentiras,
originou o famoso ditado
"mentira tem pernas curtas".
3. Imprensa Marrom
Janet Leslie Cooke
(1954-), escreveu uma série de
matérias para o jornal
Washington Post sobre
Jimmy, um menino de oito
anos viciado em heroína. A
história fez muito sucesso e ela
acabou ganhando o prestigioso
prêmio
Pulitzer. Detalhe: tudo
mentira.
A mentira foi descoberta quando
assistentes sociais comovidas
com a história procuraram a
criança, que não existia. Além
de demitida, a ex-jornalista
ainda perdeu o prêmio.
4. A arte de mentir
O artista plástico
Joey Skaggs (1945-)
decidiu que sua arte seria a
mentira e a sua tela seria a
mídia. Há várias décadas,
inventa "notícias", que são
engolidas por jornais. Como
simular uma passeta de ciganos
(todos atores) para protestar
contra o nome de uma mariposa
(mariposa-cigana), alegando que
o nome é preconceituoso.
Além de sempre conseguir que
algum jornal caia nas suas
lorotas, Joey viaja o mundo
dando palestras sobre o seu
"dom".
5. O filho do dono da Gol
Marcelo Nascimento da Rocha
(1976-), trabalhava como piloto
do tráfico drogas, quando, em
2001, resolveu deixar de ser
empregado para virar patrão.
Encantado com a figura de
Henrique Constantino,
filho do dono da
Gol, se mandou para
Recife, onde se fez passar pelo
jovem milionário para curtir um
carnaval com todas as regalias
possíveis.Já chegou esbanjando,
de helicóptero, que conseguiu
emprestado graças à boa lábia.
Saiu com muitas modelos
interesseiras, além de capas de
revistas e deu até entrevista ao
programa do
Amaury Jr., fazendo o
apresentador pagar o maior mico!
O malandro voltou à realidade
quando uma secretária da
Gol o viu e desmentiu a
história. Preso mais tarde por
crimes como estelionato e
associação com o tráfico, ele
agora conta suas histórias na
cadeia.
Literalmente:
Na prisão inventou ser chefe do
PCC de São Paulo e até
chefiou uma rebelião!
No início de 2006,
Joya Williams,
então secretária de um alto
executivo da matriz da
Coca-Cola em Atlanta
(EUA), escondeu na bolsa
documentos
sigilosos sobre o
lançamento de um novo
refrigerante e um frasco com o
líquido que seria uma amostra do
tal
refri.
Em seguida, seus dois comparsas,
Ibrahim
Dimson e
Edmund
Duhaney, enviaram
uma carta à
Pepsi, oferecendo
segredos da rival em troca de
1,5 milhão de dólares.
A carta, enviada num envelope
oficial da Coca, era assinada
por um certo
Dirk, que se dizia ser do
alto escalão da firma.
Mas, ao receber a proposta, a
diretoria da
Pepsi decidiu não
aceitá-la. Na hora, enviou uma
cópia da carta à
direção da Coca.
"A competição deve ser muito
acirrada, mas deve ser justa e
leal", declarou, na
ocasião, um porta-voz da
Pepsi.
Acionados pela Coca,
agentes do FBI fizeram-se passar
por executivos da
Pepsi, iniciando uma
falsa
negociaçãocom os
conspiradores!
Um policial entregou a
Dimson 30 mil dólares
escondidos numa caixa de
biscoitos, dizendo que
depositaria o resto depois.
Um vacilo dos ladrões foi abrir
uma conta bancária com o
endereço de
Duhaney, em
Decatur, na Geórgia
(estado americano), para receber
o restante do pagamento.
Os agentes do FBI invadiram o
local e acharam uma caixa com os
documentos secretos e o frasco
contendo o líquido roubado.
Para saber quem seria o
contato dos dois
trambiqueiros na Coca,
policiais montaram escutas
telefônicas na empresa e
vasculharam as imagens de
segurança. Por fim, encontraram
a gravação em que
Joya aparecia com
a boca na
butija!
Os três comparsas foram presos e
acusados de conspiração
industrial. Em
janeiro de 2007,
Joya Williams, a
mentora do plano, foi
condenada a oito anos de prisão.
Os outros dois cúmplices
receberam pena de 5 anos de
reclusão cada um.
No auge da Guerra Fria, os
soviéticos supreenderam seus
rivais ocidentais (EUA, França e
Inglaterra) ,mais uma vez, com o
lançamento do supersônico
Tupolev TU-144, o
primeiro supersônico de
passageiros do mundo.
O jato, capaz de atingir
2500km/h fez seu vôo inaugural
em 31 de dezembro de 1968, dois
meses antes do
Concorde,
o supersônico construído por um
consórcio anglo-francês.
Contudo, um feito de tal
magnitude só poderia ser fruto
de alguma armação.
E tal armação só foi possível
graças a um magnífico esquema de
espionagem montado pela KGB, o
Serviço Secreto Soviético. Um
dos engenheiros que trabalhavam
no projeto do
Concorde
repassou aos soviéticos 90.000
páginas de informações sobre o
novo avião, que foram usadas
para construir o Tupolev.
Conhecido pelo codinome
Ace,
o espião morreu no início dos
anos 80 sem nunca ter sua
identidade revelada!
Desde que assumiu o poder pela
Revolução Cubana de 1959, Fidel
Castro já foi alvo de pelo menos
600 planos maquinados pela CIA,
a agência de inteligência
americana.
Alguns planos pretendiam apenas
desacreditar Fidel em público,
outros queriam realmente
matá-lo!
Vejamos abaixo alguns desses
planos:
•Molusco Explosivo
Essa ideia maluca da CIA
pretendia encher uma concha
marinha de dinamite e depois
pintá-la com cores chamativas e
introduzí-la no local de
mergulho favorito de Fidel. O
plano não deu certo pela
dificuldade em chegar até a esse
local com um artefato desse
porte camuflado.
•Baforada Assassina
Como grande apreciador de
charutos, Fidel quase morreu por
causa do vício.
A ideia era "presentear" o líder
cubano com charutos explosivos -
que detonariam ao serem acesos -
ou charutos envenenados com
toxina botulínica, que seria
injetada na boca por uma seringa
introduzida do cigarrão. O
plano, contudo, não saiu do
papel.
•Bombas no Palanque
Outra conspiração rolou em
novembro de 2000, no Panamá,
durante uma cúpula de países
ibero-americanos. O plano era
explodir um carro-bomba junto do
palanque onde Castro
discursaria. A ação, desbaratada
pela polícia local e pelo
Serviço Secreto de Cuba, havia
sido montada pelo exilado cubado
e agente da CIA Luis Posada, que
foi preso com outros comparsas.
•Spray Alucinógeno
Para baixar o moral do líder
socialista, a CIA pensou em
borrifar alguma substância
alucinógena no estúdio de rádio
usado por Fidel em seus
pronunciamentos à nação. Sob
efeito da droga, ele começaria a
falar bobagem, fragilizando-o
politicamente. O esquema foi
para o brejo por problemas de
logística.
•Sapatos Radioativos
Esta ação, também de efeito
moral, rolaria numa viagem de
Fidel ao exterior. À noite, um
agente da CIA se infiltraria no
hotel de Castro e iria
contaminar seus sapatos com
tálio, um material radioativo
com forte efeito depilatório - o
tálio faria cair os pelos da
barba, sombrancelhas e até da
região pubiana de Fidel!. Só que
ele desistiu de tal viagem.
•Amante Mortal
Este foi um dos planos levados a
cabo. Recrutada pela CIA, uma
amante de Fidel foi encarregada
de matá-lo após uma noite de
amor - ela colocaria pílulas com
veneno na bebida ou no café de
Castro. Para esconder as
cápsulas, a mulher as colocou
num pote de creme. Ela só não
contava que, em contato com o
cosmético, as pílulas
derretessem...
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