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MITOLOGIA NÓRDICA

Os povos nórdicos, chamados de escandinavos, são aqueles
que habitam os países hoje conhecidos como Suécia, Dinamarca, Noruega e
Islândia. As narrativas mitológicas dos povos nórdicos estão contidas em
duas coleções chamadas "Edas". A mais antiga é uma poesia que data de 1056 e
a mais moderna é uma prosa de 1640.
Segundo as Edas, no princípio, não havia nem céu em cima,
nem terra em baixo, mas apenas um abismo sem fundo e um mundo de valor no
qual flutuava uma fonte. Dessa fonte saíam doze rios, e depois deles terem
corrido até muito distante de sua origem, congelaram-se, e tendo uma camada
de gelo se acumulando sobre a outra, o grande abismo se encheu.
Ao sul do mundo de vapor havia um mundo de luz, do qual
uma vibração quente soprou sobre o gelo, derretendo-o. E os vapores
elevaram-se no ar formarando nuvens, das quais surgiram Ymir, o gelo gigante
e sua geração e a vaca Audumbla, cujo leite alimentou o gigante. Essa vaca
alimentava-se lambendo o gelo, de onde retirava água e sal. Certo dia,
quando estava lambendo as pedras de sal, surgiram os cabelos de um homem; no
segundo dia a cabeça e, no terceiro, todo o corpo, que tinha grande beleza,
agilidade e força. O novo ser era um deus e dele e de sua esposa, filha da
raça dos gigantes, nasceram os três irmãos: Odin, Vili e Ve, que mataram o
gigante Ymir, formando com seu corpo a terra, com seu sangue os mares, com
seus ossos as montanhas, com seus cabelos as árvores, com seu crânio o céu e
com seu cérebro as nuvens carregadas de neve e granizo. Com a testa de Ymir,
os deuses formaram Midgard (terra média), destinada a tornar-se a morada do
homem. Odin estabeleceu depois os períodos do dia e da noite e as estações,
colocando no céu o sol e a lua, determinando-lhes os respectivos cursos.
Logo que o sol começou a lançar seus raios sobre a terra fez brotar e
crescer os vegetais.
Pouco depois de terem criado o mundo, os deuses passearam
juntos ao mar, satisfeitos com sua obra recente, mas verificaram que ela
ainda estava incompleta, pois faltavam seres humanos. Tomaram então um freio
e dele fizeram um homem, e de um amieiro fizeram uma mulher, chamando-os de
Aske e Embla, respectivamente. Odin deu-lhes então a vida e a alma, Villi a
razão e o movimento e Ve, os sentidos, a fisionomia expressiva e o dom da
palavra. A Midgard foi-lhes então dada para moradia, e eles tornaram-se os
progenitores do gênero humano.
O martelo de Tor

Antes de o cristianismo chegar aos países nórdicos,
acreditava-se que Tor cruzava os céus numa carruagem puxada por dois bodes.
E quando ele agitava seu martelo, produziam-se raios e trovões. A palavra
trovão em norueguês (Thor-døn) quer dizer o "rugido Tor". Em sueco (åska)
quer dizer a jornada dos deuses no céu.
Quando troveja e relampeja, geralmente também chove. E
como a chuva era vital para os camponeses da era dos vikings, Tor era
adorado como o deus da fertilidade.
A resposta mitológica à questão de saber por que chovia
era de que Tor agitava seu martelo. E quando caía a chuva, as sementes
germinavam e as plantas cresciam nos campos.
Os camponeses não entendiam por que as plantas cresciam,
mas sabiam que tinha algo a ver com as chuvas. Além disso, todos acreditavam
que a chuva estava relacionada a Tor, que tornou-se um dos deuses mais
importantes do norte da Europa.
Os vikings imaginavam o mundo habitado como uma ilha,
constantemente ameaçada por perigos externos. Esta parte habitada do mundo
eles chamavam de "Midgard", o reino do meio. Em Midgard também havia "Åsgard",
a morada dos deuses. Fora de Midgard havia "Utgard", o reino de fora,
habitado pelos perigosos trolls, que não se cansavam de tentar destruir o
mundo com toda sorte de golpes baixos. Estes monstros malignos também são
chamados de "forças do caos". Na religião nórdica e também na maioria das
culturas, as pessoas acreditavam que havia um equilíbrio entre as forças do
bem e do mal.
Uma das possibilidades que os trolls tinham de destruir
Midgard era roubar Freyja, a deusa da fertilidade. Se conseguissem isso,
nada mais cresceria nos campos e as mulheres não teriam mais filhos. Por
isso, os bons deuses tinham que manter os trolls afastados. E justamente por
isso Tor era tão importante, pois com seu martelo, que lhe conferia poderes
quase infinitos, ele mantinha os trolls afastados.
Esta era a explicação mitológica para o funcionamento da
natureza. Quando catástrofes aconteciam, as pessoas também tinham que
participar da luta contra o mal. E isto elas faziam através de toda sorte de
rituais ou cerimônias religiosas.
O principal ritual religioso era o sacrifício. Oferecer
alguma coisa em sacrifício a um deus aumentava seu poder para que ele
continuasse a luta contra o mal. Isto podia ser feito sacrificando-se um
animal. Presume-se que a Tor eram sacrificados sobretudo bodes. Para Odin
sacrificavam-se às vezes também pessoas.
Quando a seca assolava uma região, as pessoas daquela
época atribuíam isso ao fato de que os trolls haviam roubado o martelo de
Tor, como ocorre no poema Trymskveda. O mito também tenta explicar as
mudanças das estações do ano: no inverno, a natureza está morta, porque o
martelo de Tor foi roubado pelos trolls. Mas na primavera Tor consegue
reavê-lo. A assim, os mitos tentavam explicar às pessoas algo que elas não
compreendiam.
As pessoas não se contentavam apenas com as explicações,
elas queriam de alguma forma participar desses acontecimetnos. Então,
faziam-no das mais diversas formas de rituais religiosos, que guardavam uma
relação com os mitos. Há muitos exemplos de outras partes do mundo que dizem
que as pessoas encenavam um "mito das estações do ano", a fim de acelerar os
processos naturais.
Deuses Nórdicos
THor,

o senhor dos trovões, filho mais velho de Odin, era
o mais forte dos deuses e homens, possuía algo muito precioso, que era seu
martelo. Do nome Tor deriva Thursday, o quinto dia da semana.
Frey,

era um dos deuses mais celebrados, responsável pela
chuva, pelo brilho do sol e por todos os frutos da terra. A deusa Freyja era
sua irmã, a mais propícia das deusas, amava a música, a primavera, as
flores, os elfos. Apreciava muito as canções amorosas e todos os amantes
poderiam invocá-la com proveito. Era a deusa da fertilidade.
Bragi

era o deus da poesia, e seus cantos recordavam os
feitos dos guerreiros. Sua esposa, Iduna, guardava a caixa de maçãs que os
deuses, quando sentiam aproximar-se a velhice, provavam, para recuperar
imediatamente a mocidade
Heindall

era o vigia dos deuses e, portanto, ficava na
fronteira do céu para impedir que os gigantes passassem pela ponte Bifrost
(o arco-íris). Heindall dormia menos que um pássaro e enxergava, tanto de
dia quanto de noite, num raio de 100 milhas (cerca de 160 km). Tinha tão
bons ouvidos que podia ouvir o ruído da relva crescendo nos campos e da lã
crescendo em um carneiro.
Caracteres rúnicos

Não se pode viajar extensamente pela Dinamarca, Suécia ou
Noruega sem encontrar grandes pedras de formato diferente, que têm gravadas
os caracteres rúnicos, diferente de todos os outros conhecidos. As letras
consistem de "varinhas", que eram usadas, nos tempos primitivos, pelos povos
nórdicos para prever os acontecimentos futuros. Os caracteres rúnicos são de
vários tipos e têm uso, principalmente, com finalidades mágicas. Os malignos
eram empregados para causar aos inimigos várias espécies de mal, e os
benignos, para evitar o infortúnio. Alguns tinham finalidades medicinais,
outros eram empregados para conquistar um amor. A língua é um dialeto de
godo chamado norreno, ainda usado na Islândia. As inscrições podem,
portanto, ser lidas, mas até agora, foram encontradas muitas poucas capazes
de trazer qualquer esclarecimento sobre fatos históricos. Em sua maior parte
são epitáfios gravados em números.
Valhala

Valhala é o grande palácio de Odin, onde ele se diverte em
festins com os heróis escolhidos, aqueles que morreram valentemente em
combate, pois são excluídos todos aqueles que morreram pacificamente. É
servida a carne do javali Schrinnir, que chega fartamente para todos, pois,
embora o javali seja cozido todas as manhãs, fica inteiro novamente todas as
noites. Para bebida, os heróis dispõem de abundante hidromel, fornecido pela
cabra Heidrum. Quando não se encontram nos festins, os heróis se divertem
lutando. Todos os dias, dirigem-se ao pátio ou ao campo e lutam até se
fazerem em pedaços uns aos outros. Mas, na hora das refeições eles se
restabelecem dos ferimentos e voltam ao festim no Valhala.
Os povos Nórdicos compreendem os países Hoje
conhecidos como Suécia, Dinamarca, Noruega e Islândia.
A Mitologia nórdica divide-se em Edas, sendo a mais
antiga escrita em poesia e a mais moderna em prosa.
No início do mundo, segundo as Edas, não havia nem céu
nem terra, mas um abismo sem fundo onde flutuava uma fonte dentro de um
mundo de vapor. Dessa fonte saíam doze rios, que após terem corrido
longas distâncias, congelaram-se muito longe das suas origens,
preenchendo o grande abismo com gelo.
Ao sul do mundo de vapor ficava um mundo de luz, que
emanava calor para derreter o gelo. Dos vapores formados do gelo
surgiram dois seres: Ymir, o Gelo Gigante e a sua geração, e a vaca
Audumla, cujo leite amamentou o gigante. A vaca por sua vez, se
alimentava lambendo o gelo de onde retirava água e sal. No gelo se
escondia um deus, e lambendo, a vaca acabou por descongelá-lo,
revelando-o. Esse deus, unido com sua esposa da raça dos gigantes deu
origem aos deuses Odin, Vili e Ve, que mataram o gigante Ymir, formando
com as partes de seu corpo o mundo como o conhecemos, e com sua testa
formaram midgard (a morada do homem).
Depois de terem esquartejado o gigante Ymir para
formar o mundo, os deuses passearam junto ao mar e perceberam que a
criação não estava completa, pois faltava o homem para habitá-la. Foi
então que os deuses formaram o homem e a mulher, das raízes de algumas
plantas. Cada deus presenteou o ser formado com uma virtude: Odin
deu-lhes uma alma, Vili a razão e Ve os sentidos.
O universo era então dividido entre Asgard (a morada
dos deuses), Midgard (morada dos homens), Jothunhein (morada dos
gigantes) e Nifflehein (Região das trevas e do frio), e entre esses
mundos existia Ygdrasil, uma árvore que nascia do corpo de Ymir e
sustentava essa realidade.
Odin representa o deus máximo na mitologia nórdica.
Ele habita em Asgard, no palácio chamado de Valhala, junto com os seus
irmãos. Quando sentado em seu trono, Odin tem aos seus ombros os corvos
Hugin e Munin, que durante o dia voam pelo mundo, e quando voltam a
noite contam tudo o que viram a Odin. A seus pés encontram-se os lobos
Geri e Freki, a quem Odin fornece toda a carne que é colocada diante
dele, já que ele próprio não precisa alimentar-se.
A mitologia nórdica possui várias histórias ainda,
muitas delas aventuras de Thor, que é filho de Odin. A partir deste
pequeno resumo é fácil perceber que o ponto de vista geral dos nórdicos
sobre o mundo é de um lugar gelado, clima comum da região dos países
nórdicos. Os deuses apresentam semelhanças físicas com os homens, e
inclusive podem morrer, mas só pelas mãos de outro deus. A brutalidade
presente em muitos dos contos é também um aspecto do povo nórdico desse
tempo, os bárbaros Vikings. Os animais presentes na história como o lobo
Fenrir ou a vaca Audumla, representam papéis proporcionais aos dos
animais comuns, a vaca provê leite ao gigante, e o lobo amedronta os
deuses e mortais.
PRINCIPAIS DEUSES DA
MITOLOGIA NÓRDICA
AEGIR

Gigante famoso, Deus Vanir "Senhor do Mar", ele pode
ser bom ou mau. Ran e ele possuem nove filhas ( Ondinas ). Ouro,
prosperidade, tesouros afundados no fundo do mar, controla mentes e
ondas.
AESIR

Principal raça dos deuses de Asgard. Os Aesir são
liderados pelo deus Odin. Eles travam uma guerra com a raça de deuses da
fertilidade chamados Vanir, que são depois integrados aos Aesir.
ALAISIAGAE

Deuses da guerra.
ALFES
Outra família de deuses, independentes dos Ases e dos
Vanes. Esta família não possui nenhum dos chamados "grandes deuses" e
desempenhou na mitologia germânica um papel muito secundário.
ALFHEIM

Região de Asgard onde moram os Elfos Luminosos.
AMSVARTNIR
Grande lago em Asgard em cujo centro fica a Ilha
Lyngvi, onde os deuses aprisionam o lobo Fenrir.
ANDNARI

Anão guardião de um fabuloso tesouro. Esse anãozinho
tinha o poder de se transformar em peixe e de viver na água. Andnari foi
capturado por Loki e deu-lhe um anel maravilhoso.
ANGRBODA

Giganta amante de Loki, com o qual gerou as três
monstruosidades Jormungand (a serpente de Midgard), o lobo Fenrir e Hel
(a Morte).
ANÕES
Os anões, segundo a tradição popular, nasceram dos
vermes que roíam o cadáver do gigante Ymir; conforme outra versão,
surgiu dos ossos e do sangue de outro gigante da mesma família. Os anões
tinham chefe e atribuições diversas; eram particularmente peritos nos
trabalhos de forja. Os anões eram seres da mesma classe dos elfos, dos
quais formaram uma categoria particular; em geral viviam sobre a terra;
não eram belos, mas de inteligência superior, muitos deles conheciam o
futuro; usavam grandes barbas. Entre os humanos, eram os mineiros os que
tinham mais contacto com os anões, pois, trabalhando sob a terra,
estavam no território desses pequeninos seres, que eram, igualmente, os
senhores dos metais; quando um mineiro encontrava um anãozinho nas
galerias subterrâneas, era sinal de quem um bom e belo "filão" estava
próximo, pois eles só trabalhavam onde a terra escondia preciosos
tesouros; um desses tesouros é célebre na poesia épica alemã: O Rei dos
Nibelungos, do qual o anão Alberich era o guarda; Siegfrid, o herói dos
Nibelungos, apropriara-se desse tesouro fabuloso depois de ter vencido o
anão Alberich e ter dele exigido juramento de fidelidade. Os anões eram
hábeis artífices; faziam não só armas dos deuses, mais também as jóias e
brincos das deusas; Thor deve-lhes o seu famoso martelo, Freyr o seu
navio mágico e o seu javali de ouro, Sif os seus cabelos de ouro, Freyja
o seu colar de ouro, e Odin a lança Gungnir que nada podia deter; Odin
também possuía o anel Draupnir, que, como o anel de Andnari, tinha o
poder de multiplicar as riquezas daquele que o tivesse em seu poder. A
crença nos anões foi sem duvida a mais popular de todas; no século XVlll,
na Islândia, os camponeses mostravam rochedos e colinas afirmando, com a
mais absoluta convicção, que lá moravam verdadeiros formigueiros de
pequeninos anõezinhos do mais agradável aspecto. Existem quatro anões
guardiães dos quadrantes são eles Nordhri (Norte), Austri (Leste),
Sudhri (Sul), e Vestri (Oeste).
ASGARD

O primeiro dos três mundos do universo nórdico. É o
reino dos deuses. Em Asgard está situada Valhalla, o palácio dos
guerreiros mortos em batalha. Também em uma região de Asgard está
Vanaheim, a terra dos Vanir e Alfheim, a terra dos Elfos Luminosos. Em
Asgard estão também os palácios de cada um dos deuses, como também
Gladsheim, o grande santuário na Planície de Ida.
ASK
O primeiro homem, criado por Odin a partir de um
freixo.
ASYNJOR

A deusa, versão feminina de Aesir, assistentes de
Frigg em Vingolf. Uma delas era a curandeira chamada Eir. Os outros eram
Fjorgyn, Frima,Fimila, Hnossa a bela.
AUDUMLA

A vaca alimentadora, Mãe terra, nascida como Ymir, de
gelo derretido. A vaca, para os germanos, era o ancestral da vida,
símbolo da fecundidade. Das tetas da vaca Audumla corriam quatro rios de
leite, alimentava-se do sal que o gelo continha, e que ela fundia ao
lamber. Enquanto Ymir bebia o leite e ganhava novas forças, aconteceu
que a vaca fez surgir, das cálidas gotas que salpicavam os rochedos
cobertos de neve, outro ser vivo e de forma humana, Buri. Primeiro seus
cabelos tomaram forma depois a cabeça e por fim o corpo todo. Buri, que
gerou Bor, que gerou Odin, Vili e Ve.
BALDER / BALDR / BLADUR
Filho de Odin e da deusa Frigg, Baldr a da raça dos
Ases. Seu nome aparece raramente nos mitos e nas aventuras divinas; mas
o episodio do qual é o centro se refere ao próprio drama do mundo. Na
Escandinavia era venerado sobre o nome de Baldr; os germanos do Oeste,
sobretudo, o honravam. Snorri Sturllasson assim o retrata : " Um segundo
filho de Odin é Balder e deste só há o que dizer bem; é tão brilhante
que emite luz, e há uma dos campos, tão branca, que foi comparada com o
cílios de Baldr: ela é a mais branca de todas as flores do campo. É o
mais sábio dos Ases, o mais eloquente e o mais benigno. Mas uma condição
está ligada a sua natureza: nenhum de seus julgamentos poderá ser
realizado. Habita uma mansão no céu chamada "Breidablink". "
Baldr é, também, juiz; encarnação da pureza e da
beleza, seus julgamentos jamais se realizam, talvez para mostrar que a
perfeição e a suprema beleza não são deste mundo.
BERGELMIR

Um gigante, pai de todos os gigantes. Ele e a sua
esposa foram os únicos sobreviventes da inundação do sangue de Ymir.
BERSERKS
Guerreiros que ficavam como que enlouquecidos durante
as batalhas e atacavam sem nenhum medo de morrer. Acreditava-se que eram
protegidos por Odin. Em inglês existe a expressão "to go berserk," que
quer dizer "ficar violento, enlouquecido, incontrolável."
BESTLA

Buri, nascido do leite da vaca Audumla, teve um filho,
Bor, e este desposou Bestla, filha do gigante, o qual descendia Ymir, da
união de Bor e Bestla nasceram três deuses, Odin, Vili e Vé.
BIFROST

A Ponte do Arco-Íris. Ponte de luz que liga o primeiro
mundo, Asgard (o mundo dos deuses), ao mundo-do-meio, Midgard. Bifrost é
guardada pelo deus Heimdall. Com a chegada do Ragnarok, Bifrost irá
ruir.
BILSKIRNIR
O palácio do deus Thor em Asgard.
BOR

Pai de Odin. Bor era filho de Buri, que nasceu da vaca
primordial Audumla.
BORVERK
Um gigante, disfarce usado por Odin para adquirir o
hidromel da poesia.
BREIDABLIK
Palácio de Baldr e Nanna em Asgard.
BRISINGS, COLAR DE

Colar maravilhoso feito por quatro anões com os quais
a deusa Freyja dormiu para consegui-lo.
BROKK
Um anão, excelente forjador e joalheiro. Com seu irmão
Eitri ele fez o Javali de ouro Gullinburtrsti, o anel de Odin e o
martelo de Thor (Mjöllnir). Ele foi descrito como sendo pequeno e foi
enegrecido de ferrarias.
BRUDABLIK

O palácio do deus Balder em Asgard.
BRÜNNHILDE

A líder das nove Valquírias. Por ter desobedecido uma
ordem directa de Odin, Brünnhilde perde a imortalidade. Odin fá-la
adormecer sobre uma pedra no alto de uma montanha e cerca todo o local
com fogo. Ela deverá ficar dormindo ali até que um guerreiro destemido
atravesse o fogo, desperte-a com um beijo e despose-a. Esse guerreiro é
Siegfried.
BRYNHILD

Personagem do poema épico germânico Nibelungen.
BURI

Ser nascido do leite da vaca Audumla; foi pai de Bor
que, por sua vez, gerou o deus Odin.
BYGOL
"Abelha de ouro " ou mel & TRJEGUL ( Tree-Gold )
"Árvore de ouro " ou âmbar: Nome dos gatos que puxam a carruagem de
Freyja.
CACHOEIRA DE FRANANG
Cachoeira em Midgard onde Loki é capturado quando
metamorfoseado em salmão.
CERVEJA
Os antigos germanos gostavam muito de cerveja e
hidromel; ainda que não fosse bebida sagrada, entrava em várias
solenidades do culto. Bebia-se cerveja em todas as reuniões solenes, e o
fato de beberem juntos constituía um laço mágico não somente entre os
presentes, mas entre os deuses e os homens; para preparar a cerveja
havia usos dos quais ninguém podia se subtrair, sob pena de sacrilégio.
Para todas as reuniões importantes era tradição preparar imensas
quantidades de cerveja, comummente obtidas lançado num grande vaso o que
cada um trazia; era de regra continuar a festa e as libações até que o
vaso estivesse vazio; só então a festa ou reunião findava. São Columbano,
o envagelizador dos germanos, teve ocasião de ver uma desses monstruosos
vasos de cerveja preparada para oferecer ao deus Wotan (Odin).
CREMILDA
Personagem da epopeia Nibelungos.
CREPÚSCULO DOS DEUSES
(Em alemão, Götterdämmerung) É a quarta ópera da
tetralogia de Richard Wagner "Der Ring des Nibelungen," que narra a
morte de Siegfried e de Brünnhilde. Crepúsculo dos Deuses é a tradução
da palavra Ragnarok.
DAIN

Soberano dos Elfos.
DEMÓNIOS
Segundo a concepção Germânica, os demónios não eram
deuses decaídos nem transformação tardia dos espíritos dos falecidos.
Eram personificações das forças e das formas da natureza e dos fenómenos,
fossem quais fossem, não sabiam explicar. É esta uma ideia fundamental,
comum a todos os povos germânicos; variam apenas os nomes e as
características particulares, de tribo para tribo, de região para
região, mas os demónios continuam a ser os mesmos. Muitos destes seres
fantásticos sobrevivem ainda hoje na imaginação popular. O Erlkoening,
que Goethe, tirou de uma velha balada dinamarquesa, o "Rei dos Elfos",
ainda hodiernamente será capaz de fazer tremer muitas pessoas
esclarecidas, tão comummente se gravou no subconsciente do povo essas
estranhas tradições demoníacas. A lista desses demónios seria longa; há
o espírito das montanhas, o Rübezahl, há o Watzmann, há os gigantescos
Dovrefjeld das rudes montanhas da Noruega; há serpente de Midgard, o
lobo Fenrir, o Wilde Jäger, "O caçador Selvagem" e muitos outros.
DER RING DES NIBELUNGEN
(O Anel dos Nibelungos) Tetralogia operística de
Richard Wagner, composta por quatro óperas que, apesar de poderem ser
vistas separadamente, estão ligadas, formando uma história contínua.
Para escrever o libreto, Wagner baseou-se em várias fontes, o "Nibelungenlied",
o "Edda" e a "Volsunga Saga". A primeira ópera intitula-se "Das
Rheingold" (O Ouro do Reno) e abre com uma cena no fundo do rio Reno,
onde um monte feito de ouro é guardado pelas três Donzelas do Reno (Woglinde,
Wellgunde e Flosshilde). O ouro é capaz de dar a quem o possuir imenso
poder, desde que essa pessoa renegue o amor. O anão Alberich faz
exactamente isto, apodera-se do ouro e faz com ele um anel mágico.
Enquanto isto, os dois gigantes, Fasolt e Fafner, que acabaram de
construir Valhalla para os deuses, agora pedem o pagamento: a deusa
Freyja. No lugar de Freyja, os deuses propõe aos gigantes dar-lhes o
ouro do reno e o anel mágico que confere poder. Wotan (Odin) e Loki
confiscam o ouro e o anel de Alberich, mas não sem antes Alberich
amaldiçoar o anel. O ouro é dado aos gigantes, mas Wotan está hesitante
em separar-se do anel amaldiçoado. Erda, a deusa da Terra faz uma
predição do fim dos deuses no Ragnarok. Wotan cede, dá o anel para os
gigantes e a maldição causa logo efeito, pois Fafter mata Fasolt e
transforma a si mesmo num dragão que passa a guardar o ouro. Os deuses,
então, sobem pela Ponte do Arco-Íris em direcção a Asgard.
A segunda ópera se chama "Die Walküre" (A Valquíria).
Planejando recuperar o ouro do reno, Wotan cria na Terra uma raça de
semideuses da qual deverá sair o herói capaz de tal feito. Desta raça
sobressaem-se os irmãos Siegmund e Sieglinde, que crescem separados, sem
saber da existência um do outro. Quando eles finalmente se encontram,
Sieglinde já é casada com com Hunding. Os dois irmãos apaixonam-se e
fogem, deixando furiosa a esposa de Wotan, Fricka (Frigg), que é a deusa
do matrimónio e sente-se pessoalmente ultrajada. Fricka exige que Wotan
mate Siegmund. A contragosto, Wotan aquiesce e manda que Brünnhilde
traga Siegmund para Valhalla. Sabendo do desgosto de Wotan, Brünnhilde
resolve proteger Siegmund, o que deixa Wotan furioso e este faz com que
Hunding mate o herói, enquanto Brünnhilde foge levando Sieglinde já
prestes a dar a luz a Siegfried. Como punição por sua desobediência,
Brünnhilde perde sua imortalidade e Wotan fá-la dormir no alto de uma
montanha cercada por um fogo mágico que só poderá ser vencido por um
herói destemido. Esse herói será Siegfried.
A terceira ópera intitula-se "Siegfried." Depois da
morte de sua mãe, Siegfried é criado pelo anão Mime. Siegfried odeia
Mime, mesmo sem saber que Mime o está criando apenas para que ele,
quando crescer, mate o dragão Fafner de modo que ele, Mime, possa
apoderar-se do anel mágico. Siegfried forja os pedaços de Nottung, a
espada mágica de seu pai e recupera-a. Com ela, ele mata o dragão Fafner.
Um pingo do sangue do dragão cai na mão de Siegfried e este leva-a à
boca. Imediatamente, Siegfried passa a compreender a linguagem dos
pássaros. Estes contam-lhe sobre a existência do anel no interior da
caverna e sobre as intenções malévolas de Mime. Siegfried apodera-se do
anel e mata Mime. Os pássaros falam-lhe, então, sobre a mulher encantada
que dorme no alto da montanha cercada de fogo. O herói, então, parte
para lá, atravessa o fogo e desperta Brünnhilde para com ela casar-se. A
ópera termina com um maravilhoso dueto de amor entre Brünnhilde e
Siegfried. Entretanto, o herói tem no dedo o anel amaldiçoado.
A última ópera chama-se "Götterdämmerung" (O
Crepúsculo dos Deuses). Siegfried deixa o anel com Brünnhilde e desce o
reno em busca de aventura. Ele chega ao castelo de Gunther que lá vive
com sua irmã Gutrune e seu meio-irmão Hagen, que é filho do anão
Alberich - e que, naturalmente, cobiça o anel feito por seu pai. Hagen
dá a Siegfried uma poção mágica que faz com que este esqueça-se de
Brünnhilde e apaixone-se por Gutrune. Em troca da mão de Gutrune, Hagen
propõe que Siegfried consiga para Gunther a mão de Brünnhilde. Com um
elmo mágico, Siegfried assume a aparência de Gunther que, atravessando o
fogo, reclama a mão da Valquíria. Mais tarde, no castelo de Gunther,
Brünnhilde acusa Siegfried de infidelidade e ambos juram sobre a lança
de Hagen estar dizendo a verdade. Numa caçada, Siegfried é morto por
Hagen, pelas costas, e é levado de volta para o castelo ao som de uma
maravilhosa Marcha Fúnebre. Siegfried é colocado sobre uma pira para ser
cremado. A Valquíria tira o anel do dedo do herói e o põe em seu próprio
dedo. Quando as chamas começam a devorar o corpo de Siegfried,
Brünnhilde lança-se nas chamas e morre com ele. O rio sobe até eles e as
Donzelas do Reno tiram o anel do dedo de Brünnhilde. Hagen pula na água
tentando recuperar o anel e morre afogado. A ópera termina com uma visão
do céu em chamas e Valhalla sendo consumida pelo fogo. É o fim do reino
dos deuses. É a chegada do Ragnarok.
Toda pessoa que gosta de mitologia deve ver esta obra
de Wagner. É uma história belíssima de deuses e heróis, sublinhada por
uma música absolutamente divina.
DELLING

Elfos Vermelhos do amanhecer ou leste, amante de Nott
ou Nat.
DISIR

Seres Sobrenaturais. V. Hamingja.
DOVREFJELD
Espírito das montanhas da Noruega.
DRAUPNIR

Anel mágico (segundo alguns, é uma bracelete) feito
pelos anões para o deus Odin. Draupnir tem por característica produzir,
a cada nona noite, oito anéis de igual peso. É um símbolo de riqueza e
fartura.
DRÜCKGEISTER
V. Espíritos de Opressão.
DROMI

Nome da segunda corrente confeccionada pelos deuses
para tentar prender o lobo Fenrir.
DVALIN

Soberano dos anões.
EDDAS

Designa-se pelo nome de Eddas (que significa "bisavó")
duas colecções de tradições que abrangem a mitologia escandinava e que
narram as sagas dos deuses nórdicos.. O primeiro Edda, escrito em verso,
traz o nome de Soemond Sigfusson (Soemond, "O Sábio"), sacerdote do
século Xl, que quis conservar as ruínas das velhas crenças nacionais e
pagãs. Nada prova que os 35 poemas que cantam os deuses e ou heróis
foram compostos nos séculos VIII - IX e reunidos no século XI pelo
diligente Soemond. O segundo Edda em prosa é atribuído a Snorri
Sturleson, que comentou o Edda poético, preenchendo lacunas e
apresentando uma exposição mais completa dos dogmas religiosos da
Escandinávia, pôr volta de 1.200. Esta nova compilação abrange uma parte
poética (espécie de Gradus ad Parnassum ) para uso dos jovens escaldas,
e lendas mitológicas e heróicas que completam as da obra mais antiga. é
no meio dessas obras que se encontram os elementos que formaram os
Nibelungen e as canções de gesta dos povos nórdicos.
Os Eddas foram encontrados no século XVII na Islândia;
o manuscrito mais completo, actualmente, é o de Worms, encontrado em
1628.
EINHERJAR

São os heróis mortos em batalhas que são recolhidos
pelas Valquírias e levados para Valhalla, onde eles passam os dias
fazendo justas entre si e as noites banqueteando-se no grande salão,
presididos pelo próprio Odin. Os Einherjar serão accionados no Ragnarok
para lutar ao lado de Odin contra as forças do mal.
ELFISCHE GEITER
"Espíritos Élficos", seres sobre-humanos que habitavam
a natureza e os elementos; em geral são passivos e benévolos para com os
homens; podem, porém, trazer grandes desgraças aos mortais, quando são
repelidos - V. Elfos.
ELFOS
Chamavam-se Elfos, no uso antigo das línguas
germânicas, seres associados à vida da natureza e que o povo julgava
residir nas águas, nos bosques, nas montanhas e, mesmo, no seio das
flores; suas relações com os homens são diversamente descritas. A poesia
inglesa da Idade Média os mostra como criaturas aéreas e luminosas,
cheias de doçura e bondade; já os alemães da Germânica deles tinham
receio, bem como o povo do extremo Norte (Dinamarca), pois acreditavam
que eles podiam se irritar, às vezes sem motivo ou causa aparente. Os
Elfos viviam em sociedade, como os homens; possuíam reis, que eram
sumamente respeitados; amavam jogos e as danças, comummente passavam a
noite em bailes infatigáveis que só cessavam com o canto do galo, pois
temiam a luz e o olhar do homem. Aquele que, numa noite enluarada, nas
terras solitárias e descampadas, se deixasse fascinar por uma filha dos
Elfos, estava perdido para sempre; em geral, porém, suas danças não
tinham testemunhas; de manhã percebia-se apenas, na erva húmida o traço
ligeiro dos seus pezinhos - V. Elfische Geister.
ELLI
(A Velhice) Durante uma visita a Jotunheim, Thor é
instado a lutar com ela (sem saber de quem se trata) e quase consegue
vencê-la. A saga demonstra o extraordinário poder de Thor.
EMBLA
A primeira mulher, esposa de Askr, a mãe do género
humano, a Eva germânica, criada por Odin, Honir e Lodur.
ESPÍRITOS DE OPRESSÃO
Os Drückgeister eram, em geral hostis aos homens e
eram representados pelos espíritos dos mortos. Os germanos chamavam-nos
com os mais diversos nomes: Mare, Alp, Trude... Propriedade comum entre
eles era atormentar e sufocar o homem, no que, parece, encontram grande
prazer, às vezes apareciam em forma humana, não raro sob a figura de
animais, as almas das criancinhas mostravam-se em forma de ave ou
borboleta; as almas das donzelas ocultavam-se de preferência sob a forma
dum majestoso cisne. O lobisomem e os Berserker eram espíritos de
opressão particularmente temidos.
EITRI

Anão, irmão de Brokk, que trabalha com metal. Veja
Brokk.
ETZEL

Personagem que aparece na epopeia germânica
Nibelungos.
FARBAUTI

Gigante, pai de Loki.
FAFNIR

Filho de um mágico/fazendeiro, transformou-se num
dragão por causa da sua ambição pelo tesouro de ouro. Fafnir foi morto
por Sigurd.
FARBAUTI

Gigante de fogo. Pai de loki.
FENRIR

Cria de Loki com a giganta Angrboda. É um lobo
monstruoso que é acorrentado pelos deuses até o advento do Ragnarok,
quando ele se soltará e causará grande devastação antes de devorar o
próprio Odin.
FJALAR

Um anão irmão de Galar; eles mataram Kvasir e fizeram
com seu sangue o hidromel da poesia.
FONTE DE HVERGELNIR
Fonte que situa-se na base da terceira raiz de
Yggdrasil, a que mergulha em Niflheim. Esta fonte dá origem a onze rios.
FONTE DE MIMIR
Fonte que situa-se na base da segunda raiz de
Yggdrasill, a que mergulha em Jotunheim. As águas desta fonte dão
sabedoria a quem delas bebe. Odin deu um dos seus próprios olhos para
ter o privilégio.
FREKI
Nome de um dos dois lobos de Odin - o outro chama-se
Geri. Consta que os lobos estão sempre com Odin e que quando este está à
mesa, ele lhes dá toda carne com que é servido, já que ele só se
alimenta de hidromel.
FREYJA

Irmã de Freyr, é a mais famosa das deusas e protectora
do amor e da feitiçaria. Compartilhou com Odin a morte em batalha,
recebendo o primeiro golpe.
FREYR

Filho de Njord, é o patrono da fertilidade, o soberano
do reino dos duendes responsáveis pelo crescimento da vegetação.
FRIGG

Esposa de Odin. Deusa da Fertilidade, versão da mãe
Terra. É associada a Nerthus (Idade do bronze). É conhecida por sua
sabedoria e por nunca revelar nada a ninguém, nem mesmo ao seu esposo. É
representada por uma sacerdotisa nua de cabelos longos, usando um torc
(colar de ouro) e pulseiras nos braços e pernas.
FULLA
Irmã de Frigg. Cuida da caixa mágica de Frigg. Pode
ter sido uma das Asynjor.
GARM

Grande cão que é acorrentado pelos deuses numa caverna
na entrada de Niflheim. Ele se libertará com o Ragnarok e atacará o deus
Tyr. Na luta, ambos morrerão.
GERD
Giganta de gelo cuja beleza encantou o deus Freyr que
acabou por desposá-la.
GERI
Nome de um dos dois lobos de Odin - o outro chama-se
Freki. Consta que os lobos estão sempre com Odin e que quando este está
à mesa, ele lhes dá toda carne com que é servido, já que ele só se
alimenta de hidromel.
GIGANTES
Foram criados antes dos deuses. Como na mitologia
grega, representam o caos que os deuses eliminam e implantam a ordem.
GIMLI
Salão de telhado dourado em Asgard para os homens
justos após a morte.
GINNUNGAGAP
Na cosmogênese nórdica, é o abismo que havia entre o
gelo do norte e o fogo do sul. Neste abismo, cheio do gelo derretido
pelo fogo, surgiu a vida.
GJALL
A grande trompa pertencente ao deus Heimdall e que ele
fará soar para convocar os deuses para a batalha final entre o bem e o
mal com o advento do Ragnarok.
GJALLARBRU
A "Ponte ressonante". A ponte que Hermod atravessou a
caminho do reino de Hell na sua busca por Balder.
GLADSHEIM

(Lugar de Alegria) É o santuário dos deuses na
Planície de Ida, em Asgard.
GLEIPNIR

Corrente feita pelos anões para prender o lobo Fenrir.
Ela parece uma fita de seda; porém, depois de amarrado com ela, quanto
mais Fenrir luta para livrar-se, mais forte ela fica e mais ele se
enreda.
GNA

Serva de Frigg e uma Asynjor. Uma mensageira; seu
cavalo chama-se Hofvarpnir.
GRID
Giganta que advertiu Thor sobre o encontro de Geirrod
e Loki. E deu a Thor um cinto mágico e um par de luvas de ferro.
GRIMNIR

Disfarce usado por Odin ao visitar a corte de um rei.
Usando um desgastado casaco azul e um grande chapéu. Os cães do rei não
o atacaram.
GULLFAXI

"Crina Dourada"; cavalo do gigante Hrungnir, poderia
galopar através do ar. Thor conseguiu-o quando matou o gigante, mas deu
o cavalo a seu filho Magni.
GULLINBURSTI

"Pelo Dourado"; um Javali feito pelos anões e dado a
Freyr para puxar sua carruagem em uma velocidade fantástica.
GULLINKAMBI

Nome do galo que desperta os Einherjar em Valhalla.
Ele cantará também como alarme para os deuses com a chegada do Ragnarok.
GULLTOP

Cavalo de crina dourada de Heimdall; pode voar com
velocidade grande.
GUNGNIR

Nome da lança mágica de Odin. Gungnir foi feita pelos
anões e tem a seguinte peculiaridade: jamais erra o alvo.
GUNNLOD / GUNNLAUTH / GUNNLOED

Giganta filha de Suttung; guarda o hidromel da poesia
em uma caverna no submundo.
GYMIR

Gigante pai de Gerd, esposa de Freyr.
HAMINGJUR
Eternos guardiães dos seres humanos, parecem dar o
aviso e/ou conselhos através de sonhos. Similares aos anjos guardiães.
HARBARD
Disfarce de barqueiro usado por Odin.
HATI

Lobo que persegue a lua e que vai conseguir devorá-la
no Ragnarok.
HEIDRUN

A cabra que pasta à sombra da imensa árvore Yggdrasil;
seu leite alimenta os guerreiros de Odin.
HEIMDAL

É o deus brilhante, guardião da ponte do arco-íris que
conduz à Asgard e possuidor do Gjallanhorn que ele sopra na batalha de
Ragnarök (crepúsculo dos deuses). Sua audição é tão sensível que ele
pode ouvir a relva brotando e a lã crescendo no dorso de uma ovelha.
HEL

Cria monstruosa de Loki com a giganta Angrboda. Hel é
metade branca e metade negra. Odin precipitou-a no mundo dos mortos para
ser a sua guardiã.
HEL
Cidadela que fica em Niflheim, o reino dos mortos. Os
mortos em geral vão para Niflheim, mas os maus vão directo para Hel.
HELGRID
"Portão da morte"; barreira entre os mundos dos vivos
e dos mortos.
HILDISVINI

"Porca de batalha"; porca que pertence a Freyja; viaja
em grande velocidade.
HIMINBJORG

(Penhascos do Céu): Nome do palácio do deus Heimdall
em Asgard. Himinbjorg fica perto de Bifrost, a Ponte do Arco-Íris.
HLIDSKJALF

Nome do trono de Odin em seu palácio Valaskjalf, em
Asgard. Sentado em seu trono, Odin consegue ver o que acontece em todos
os nove mundos.
HREIDMAR
Mágico/Fazendeiro pai de Fafnir.
HRUNGNIR

Gigante que competiu com Odin. Quando Thor o matou,
uma parte da pedra de amolar do gigante alojou-se na cabeça de Thor.
HUGINN (Pensamento, Entendimento)
Um dos dois corvos de Odin - o outro se chama Muninn
(Memória). Os corvos voam pelos nove mundos e, ao voltar, dizem no
ouvido de Odin tudo o que viram e ouviram.
HYDNDLA

Giganta que guarda a lista genealógica e a cerveja da
memoria.
HYMIR

Gigante que possuía um imenso caldeirão com 5 milhas
de profundidade o qual foi confiscado por Thor para nele ser preparada a
cerveja dos deuses.
HYRROKIN

Giganta que lançou o barco funeral de Balder. Monta um
lobo e usa uma serpente como rédea.
IDA, PLANÍCIE DE
Grande planície central de Asgard, onde fica situado o
santuário dos deuses chamado Gladsheim.
IDUN

Deusa da saúde e mulher de Bragi, deus da poesia. Ela
é responsável pela saúde dos deuses, que precisavam comer uma maçã por
dia, vinda de seu cofre de madeira de freixo, para manterem sua
juventude e força.
IRON WOOD
Uma floresta escura e velha em Midgard; habitado pela
mãe de Hati e de Skoll.
IVALDI
Também chamado de Vidfinner e Svigdar. Sua família era
uma das duas famílias de Elfos ferreiros de metais que trabalhavam em
Asgard.
JARNSAXA

Giganta amante de Thor e mãe de seus filhos Magni e
Modi. Possivelmente poderia ser uma Asynjor.
JORD / JORTH

"Terra"; giganta mãe de Thor.
JORMUNGAND

Cria monstruosa de Loki com a giganta Angrboda. É uma
serpente gigantesca que, logo que nasceu, foi precipitada por Odin no
oceano que circunda Midgard. A serpente cresceu tanto que contorna toda
a Terra até morder a própria cauda.
JOTUNHEIM
Reino dos gigantes, que fica em Midgard. Sua cidadela
é Utgard. Várias sagas dos deuses têm Jotunheim como palco.
KOBOLDS

Pequenos seres humanos que vivem dentro ou próximos de
celeiros ou estábulos. Se tratados amavelmente, são amigáveis.
KVASIR

Um ser humano sábio criado pelos deuses. O Hidromel da
poesia foi feito do seu sangue.
LAEDING
Nome da primeira corrente com que os deuses tentam,
sem sucesso, prender o lobo Fenrir.
AUFEY
Giganta de fogo mãe de Loki, seu nome significa "Ilha
arborizada".
LIF

Homem que surgirá de dentro da grande árvore
Yggdrasill após o Ragnarok e que, com a mulher Lifthrasir, também
surgida da árvore, repovoará a Terra.
LIFTHRASIR
Ver Lif.
LOGI
Gigante que aparece junto do mágico Utgardloki. Bateu
Loki num concurso de voracidade. Representava a chama, cujo o apetite
cresce à medida que é alimentado.
LOKI

Deus do fogo, irmão de sangue de Odin, trapaceiro do
panteão, é o bom e o mau em uma só pessoa. Tem descendência dos povos
gigantes. Seu dia: sábado.
LYNGVI
É uma ilha situada no centro do Lago Amsvartnir, onde
o lobo Fenrir, é acorrentado pelos deuses até o advento do Ragnarok.
MAGNI

Filho de Thor e da giganta Jarnsaxa. Ele e seu irmão
Modi herdarão Mjollnir, o martelo de Thor, após o Ragnarok.
MIDGARD
A Terra do Meio. É o segundo nível do universo,
segundo os povos nórdicos. Os três níveis são: Asgard, o reino dos
deuses; Midgard, o reino dos homens; e Niflheim, o reino dos mortos.
MIMIR

Gigante, guardião da Fonte da Sabedoria e amigo de
Odin.
MJOLLNIR

Nome do martelo do deus Thor. Mjollnir foi feito pelos
anões Brokk e Eitri. O martelo tem a característica maravilhosa de,
quando lançado contra um inimigo, retornar, como um bomerangue, à mão de
Thor. É a única arma usada por Thor. Mjollnir é um símbolo de
destruição, como maça usada na guerra, mas é também um símbolo de
fertilidade.
MODGUD

A virgem que guarda a ponte sobre o caminho de Hel.
MODI

Filho de Thor e da giganta Jarnsaxa. Grande guerreiro.
Ele e o seu irmão Magni herdarão Mjollnir, o martelo de Thor, após o
Ragnarok.
MUNINN (Memória)
Um dos dois corvos de Odin - o outro é Huginn
(Pensamento, Entendimento). Os corvos voam pelos nove mundos e, ao
voltar, dizem no ouvido de Odin tudo o que viram e ouviram.
MUSPELHEIM

Reino de fogo situado ao sul. Do seu encontro com o
gelo de Niflheim, situado ao norte, é que resultou na criação da vida no
começo dos tempos.
NARFI

Filho de Loki e Signy.
NIDAVELLIR

Terra dos anões. Situada em Midgard.
NIDHOGG
Dragão que roí a raiz de Yggdrasill que mergulha em
Niflheim. Quando o dragão começa a prejudicar a árvore, a águia, que
fica no topo desta, desce voando e ataca o dragão. Enquanto Nidhogg
lambe as feridas para curá-las, Yggdrasill tem tempo de se recuperar-se
- e aí começa um novo ciclo.
NIFLHEIM

O terceiro nível do universo concebido pelos povos
nórdicos. Os três níveis são: Asgard, o reino dos deuses; Midgard, o
reino dos homens; e Niflheim, o mundo dos mortos também, o país do gelo
e das trevas. Aí, em companhia dos mortos, só podem viver os gigantes e
os anões. A rainha dessa sombria região é a deusa Hel. A entrada era
guardada pelo terrível cão chamado Garm. Niflheim é o lugar para onde
vão todos os que não são mortos em batalha.
NJORD

É o Deus do mar e o protector dos marinheiros e dos
pescadores. Representação paterna do Vanir, ele é o concessor das
riquezas e um corajoso guerreiro. Casado com a Deusa Skadi.
NOTT/NAT
"Noite ". Filha do Mimir e da irmã de Urd; mãe de Jord
e de avó de Thor. Seu amante é Delling, Elfo vermelho do alvorecer, e
seu filho é Dag (dia). Traz o alivio e inspiração aos seres humanos.
NORNES

Deusas do destino: Urd, Verdandi e Skuld. São as três
irmãs que tecem o destino dos homens em seus teares. Guardam a
Yggdrasill, a árvore do mundo, que sustenta a Terra. Todas as manhãs
fazem chover hidromel sobre suas raízes, para que as folhas permaneçam
verdes. São representadas pela virgem, a mãe e a anciã. Urd é muito
velha e vive olhando para trás, por sobre os ombros. Verdandi é uma
jovem e olha sempre para o presente e finalmente Skuld, vive encapuçada
e possui um pergaminho fechado sobre seu regaço, que contém os segredos
do futuro.
ODIN

Pai de todos, protector dos poetas, dos guerreiros,
dos estadistas e o Deus da morte, da Guerra e da Magia. Carrega a lança
Gungnir que nunca erra o alvo e que no cabo, tem runas gravadas, que
ditam a preservação da lei. Cavalga o garanhão de oito patas Sleiphir e
reúne guerreiros para lutarem com ele. Conquistou as runas , alfabeto
nórdico, para a humanidade através de um acto de sacrifício pessoal e
trocou o seu olho direito por sabedoria. Seu dia: quarta-feira.
POÇO DE URD
Poço que fica situado junto à raiz de Yggdrasill que
mergulha em Asgard. Ele é guardado pelas Nornas e junto a ele os deuses
se reunem todos os dias em conselho.
RAGNAROK (O Crepúsculo dos Deuses)
É o final dos tempos, quando haverá a grande luta
final entre o Bem e o Mal, na grande planície de Vigrid. O primeiro
grande sinal da aproximação do Ragnarok é a morte de Balder. Na época
fatal, a terra tremerá, Loki e Fenrir libertar-se-ão das correntes que
os prendem e, com seus aliados, começarão a grande devastação. Heimdall
soará sua grande trompa Gjall, convocando os deuses para a grande
batalha. Odin reunirá os deuses e os Einherjar, os heróis mortos em
batalha e que esperam em Valhalla por esse dia para lutar ao lado dos
deuses. Ragnarok será o fim do mundo dos deuses e dos homens. Depois,
haverá um renascimento.
RATATOSK

Nome do esquilo que corre para cima e para baixo ao
longo da raiz de Yggdrasill que mergulha em Niflheim. Ele leva insultos
do dragão Nidhogg para a águia que fica no alto da árvore.
RINGHORN

É o grande navio do deus Balder. Dentro dele é
colocada a pira que consome o corpo do deus depois que este é morto
pelas maquinações de Loki.
ESSRUMIR

Nome do palácio da deusa Freyja em Asgard.
SIEGFRIED
Na saga dos Nibelungos, é o filho de Siegmund e de
Sieglinde. Grande herói que restaura Nottung, a espada de seu pai, mata
o dragão Fafner e conquista a Valquíria Brünnhilde. Siegfried é morto,
pelas costas, por Hagen.
SIEGMUND

Na saga dos Nibelungos, é um Wälsung, descende de
Odin. Grande guerreiro que brandia a espada mágica Nottung. Antes de
morrer, Sigmund enfrenta Odin (sem saber que era ele) e quebra Nottung
contra a lança do deus. Sigmund pede que os pedaços da espada sejam
guardados para que seu filho um dia restaure-a. O nome do filho é
Siegfried.
SINDRI
Palácio que surgirá com o renascimento após o
Ragnarok.
SKIDBLADNIR

Gigantesco navio pertencente ao deus Freyr que tinha a
peculiar característica de poder ser dobrado e guardado no bolso.
SKOLL

Lobo que persegue o sol e que, no Ragnarok, consegue
finalmente alcançá-lo e devorá-lo.
SLEIPNIR

Cavalo de oito pernas, cria de Loki. Loki deu-o de
presente a Odin que, desde então, cavalga pelos céus montado nesse veloz
ginete.
SURT

Gigante de fogo que guarda Muspelheim. Em Ragnarok,
Surt lançará fogo nos nove mundos.
SVARTALFHEIM

Reino dos Elfos Escuros. Fica situado em Midgard.
TANNGNOST E TANNGRISNI
Os dois bodes que puxam a carruagem de Thor.
THOR
Deus do trovão, filho de Odin. Sua arma, o martelo de
pedra Mijollnir. Thor é invocado nas mágicas rúnicas como força
vingadora. Casou-se com a Deusa Sif, do trigo. Seu dia: quinta-feira.
TYR

É o Deus do combate, o general do panteão, ao passo
que Thor é mais o guerreiro e Odin, o estadista. Seu dia: Terça-feira.
UTGARD

Cidadela principal de Jotunheim. É governada pelo
gigante Utgard-Loki.
UTGARD-LOKI

Gigante rei de Utgard. É um mestre da magia e da
ilusão. Ele consegue enganar Thor quando este visita Jotunheim.
VALASKJALF

Nome do palácio de Odin em Asgard.
VALHALLA: Grande palácio em Asgard onde os Einherjar
(os guerreiros mortos em batalha e para lá levados pelas Valquírias)
esperam a chegada do Ragnarok. Enquanto eles esperam, os Einherjar
passam os dias em justas entre si e as noites banqueteando-se no grande
salão, supervisionados pelo próprio Odin. Valhalla é descrito como o
palácio mais maravilhosa de toda Asgard.
VALKYRIAS

Mulheres que apareciam para os guerreiros que iam
morrer e ficavam invisíveis para os demais.
VANAHEIM

O reino da raça de deuses Vanir em Asgard.
VANIR

Raça de deuses da fertilidade que, depois de vencidos
em uma grande batalha com os Aesir, foram incorporados a esses.
IGRID
Grande planície em Asgard onde acontecerá a grande
batalha final entre o Bem e o Mal.
YMIR

Gigante de gelo que surgiu no começo dos tempos. Ele
surgiu do encontro do gelo do norte com o fogo do sul, no abismo chamado
Ginnungagap. Ymir foi o primeiro ser vivo, juntamente com a vaca Audumla.
Mais tarde, os irmãos Odin, Vili e Ve matam Ymir e, do seu corpo, eles
criam os nove mundos.
O mito da criação germânica...
Quando ainda não existia nem a Terra nem o mar e nem o
ar, quando só existia a escuridão, já estava lá o "Pai"... Ao começar a
criação, mesmo no centro do espaço abria-se Ginnunga ou Ginnungagap -
terrível abismo sem fundo e sem luz, circundado por uma massa de vapor.
Ao norte estava a Terra de Niflhein - o mundo de água e escuridão que se
abria ao redor da eterna fonte de Hvergelmir...
Dessa fonte nasciam os 12 rios do Elivagar, as doze
correntes que corriam até a borda do seu mundo, antes de encontrar-se
com o muro de frio que gelava as suas águas, fazendo-o também cair no
abismo central com um estrondo ensurdecedor, as águas escoavam abismo
adentro, para muito longe de sua origem, onde em alguns pontos a água
congelou, formando assim camadas sobrepostas de gelo que foram pouco a
pouco preenchendo o abismo...
Ao sul deste caos estava a doce terra de Muspells ou
Muspelsheim - país do fogo, o cálido lar do fogo elementar, cuja
custódia estava encomendada ao gigante Surt ou Surtur - gigante do fogo
que lá vivia. Este gigante era quem lançava nuvens de centelhas ao
brandir a sua espada chamejante, enchendo do seu fogo o céu, mas este
fogo quase não conseguia fundir o gelo do abismo e o frio venceria de
novo, fazendo com que se elevasse uma coluna de vapor que também não
podia fugir do abismo, dado que, ao encontrar-se com o mundo do gelo,
condensavam-se as grandes colunas de umidade, enchendo de nuvens o
espaço central...
Deste lugar surgiu o Gigante Ymir, a personificação do
oceano gelado, e nasceu com fome voraz, que só pode saciar com outra
criatura nascida ao mesmo tempo que ele... A mistura continuou e dos
pedaços de gelo nasceu a gigante Vaca Audumla (símbolo da fecundidade),
de cujas tetas brotavam quatro rios de leite...
Audumla, procurando avidamente o seu alimento, lambeu
um bloco de gelo e fundiu-o com a sua língua, fez aparecer o bom deus
Buri enterrado muito tempo antes nos gelos perpétuos (em outra versão
nasceu do leite que caiu das tetas da vaca)...
Mas enquanto Ymir adormecido placidamente, pariu sem
reparar, com o suor de sua axila, Thrudgelmir, o gigante das seis
cabeças, e este fez depois nascer o seu companheiro Bergelmir, e dos
dois saiu a estirpe de todos os gigantes malvados do gelo...
A guerra do bem e do mal...
E os gigantes do mar viram o deus Buri, que acabava de
engendrar o seu filho e aliado Bor. Compreenderam então que era o único
momento no qual seria possível tentar vencer o bem. Os gigantes
começaram imediatamente a guerra. Mas as forças estavam demasiadamente
igualadas e o combate já durava eras, quando Bor desposou a Bestla, a
gigante filha do gigante Bolthorn, e dessa união tiveram três filhos,
três aliados imediatos para sua causa: Odin, Vili e Vé (representando o
espírito, a vontade e o sagrado, respectivamente).
Com esta formidável ajuda, o novo exército do bem fez
retroceder os malvados espíritos do gelo, até matar Ymir. Da grande
quantidade de seu sangue, todos os gigantes, menos dois, se afogaram.
Todos de sua raça morreram, exceto Bergelmir e a sua esposa, que puderam
por-se a salvo a tempo, fugindo numa barca para o limite do mundo...
Do corpo de Ymir os irmãos (Odin, Vili e Vé) criaram o
céu e a terra. Com seu crânio (outras versões: sua pele; ou de seus
olhos de cor marrom) construíram a Midgard (a Terra, também chamado de o
País do Meio ou Jardim Central). Seus músculos (carne) usaram para
encher o Ginnungagap; seu sangue para criar os lagos e os oceanos; de
seus ossos inquebráveis eles fizeram as montanhas; com o seu pelo, a
vegetação; árvores eram feitas de seu cabelo e os dentes gigantes se
tornaram rochas e pedras, também os desfiladeiros, sobre as quais
colocaram as sobrancelhas do gigante, para fortificar a fronteira com o
mar, construído com o sangue e o suor de Ymir.
Mas, a muita distância deles, Bergelmir e a sua mulher
alcançaram uma inóspita terra que afetava pouco essas criaturas do frio,
estabelecendo-se em um lugar ao qual chamaram Jotun ou Jotunheim (País
do Leste ou País do Gelo), a casa dos gigantes, onde começaram a dar
vida a outra raça de gigantes do gelo, para continuar a renovada luta
das forças opostas...
E nasceu a terra...
Só faltava fechar este novo mundo e, julgou-se
conveniente fazer isso, colocando sobre Midgard a abóbada craniana do
derrotado gigante... A assim se fez, encarregando aos anões Nordri,
Sudri, Austri e Wesdri a sua fixação em cada um dos quatro pontos
cardeais que levavam os seus nomes...
Com o crânio posto no seu lugar fez-se nascer o céu,
mas ao colocá-lo os miolos espalharam-se pelo ar e com os seus restos
criaram-se as nuvens. Só faltava a iluminação desse espaço e os deuses
acudiram a Muspells, fazendo com o fogo da espada de Surd, fabricando
com as suas centelhas as luzes do firmamento...
Com as duas maiores os deuses realizaram o Sol e a
Lua, colocando-as sobre duas carruagens que girariam sem parar sobre
Midgard, revelando-se incessantemente no céu, carroças guiadas pelos
dois filhos do gigante Mundilfari, a sua filha Sol e seu filho Mani.
Ambas as carruagens, para manter viva a luta constante
entre o bem e o mal, seriam eterna e inutilmente perseguidas pelos dois
lobos Skoll e Hatri - encarnações vivas da repulsa e do ódio, que
tratavam de alcançá-los, sem o conseguirem salvo em alguma rara ocasião
(quando da terra se podia ver um eclipse do Sol ou da Lua), para
conseguir o seu malvado objetivo de devorar o Sol e a Lua e fazer com
que a escuridão perpétua caísse de novo sobre o Universo...
Para fazer o dia e a noite encarregou-se ao belo Dag
filho da deusa da noite Naglfari que levasse a carroça do dia, puxada
por Skin (brioso cavalo branco que produzia com os seus cascos a
brilhante luz do dia), enquanto Note, a filha do gigante Norvi,
encarregava-se de conduzir a carroça preta da noite, puxada pelo seu
negro cavalo Hrim (o que lançava à Terra o orvalho e a geada produzido
pelo seu trotar).
Mais tarde, foram-se acrescentando ao cortejo celeste
as seis horas e as duas grandes estações: o inverno e o verão. Já estava
a Terra pronta para ser ocupada pelos primeiros seres criados pelos
deuses...
Os dois primeiros seres...
Mas era necessário muito mais do que os elfos, bons e
maus para dar sentido ao Universo, e os deuses pensaram que o acabado
Midgard exigia a presença da mulher e do homem... Vendo perante si um
Olmeiro (Embla) e um Salgueiro (Askr) juntos, a beira mar, Odin
compreendeu imediatamente que dessas duas árvores teria que criar o
homem e a mulher, a estirpe dos humanos
Deu-lhes Odin a alma; Hoenir, o movimento e os
sentidos; Lodur, o sangue e a vida. O primeiro homem, Askr, e a primeira
mulher Embla, estavam vivos e eram livres, tinham recebido o dom do
pensamento e da linguagem, o poder de amar a capacidade da esperança e a
força do trabalho, para governarem o seu mundo...
Deram origem a uma nova raça, sobre a qual eles, os
deuses, estariam exercendo permanente a sua tutela. Mas Odin, deus da
sabedoria e da vitória, era o protetor dos guerreiros aos quais
proporcionava um especial afeto, cuidando deles da altura do seu trono,
o Hlidskialf, enquanto vigiava o resto do Universo, no nível dos deuses,
no dos humanos e no dos elfos.
Perto de lá estava Valhalla, a sala dos mortos
escolhidos, o paraíso dos homens escolhidos entre os caídos em combate
heróico. Era um palácio magnífico, ao qual se acedia por qualquer das
quinhentas e quarenta portas, imensas portas (por cada uma podia passar
uma formação de oitocentos homens em fundo), que davam para uma grande
sala coberta de espadas tão brilhantes que iluminavam a estância,
refletindo-se a sua luz no artesanato feito de escudos de ouro e nos
peitilhos e malhas que decoravam os bancos, a sala de jantar e o lugar
de reunião para os Einheriar trazidos entre os mortos pelas Valquírias
montados nas suas cavalgaduras, após cavalgarem através do Bifrost...
O ocaso dos deuses...
E o dia da vingança do lobo Fenris (chamado também no
velho nórdico de "Wolf-Joint") chegou por fim. O último dia, o da
batalha entre as forças do bem e as do mal. Loki (o diabo), que tinha
vivido entre os doze deuses, levava a maldade no seu seio, e quando foi
expulso de Asgard, também a levou para os humanos, fazendo com que o
mundo se convertesse no lugar de todos os crimes; em breve as divindades
viram que tinha chegado o tempo do seu ocaso...
O Sol e a Lua deixaram de brilhar nos céus, ao serem
alcançados e devorados pelos lobos engendrados por Fenris; a neve e o
vento invadiram tudo durante três anos, e depois outros três anos de
pesar caíram sobre o aterrado Universo. O dragão devorou a raiz do
salgueiro Yggdrasil (Árvore do Mundo) e Heimdall (deus do arco-íris) deu
toque de alarme...
Os deuses saltaram dos seus palácios e saíram nos seus
cavalos para combaterem os gigantes do gelo e a sua banda de renegados e
monstros horrendos. Ia dar-se início à luta final sobre a planície de
Vigrid, segundo o que o destino tinha marcado desde o princípio dos
tempos...
A batalha derradeira entre o exército do bem, formado
pelos deuses do Aesir, os guerreiros escolhidos do Einheriar e os deuses
do vento, os Vanas e as forças poderosas e heterogêneas do mal, em cujas
sinistras filas estavam desde a deusa da morte, Hel, até Loki e o seu
filho, o lobo Fenris, passando pelos sempre temidos gigantes do gelo e
de todos os monstros aliados.
Um instante depois, entre o estrondo da tempestade e a
fúria de todos os elementos desatados, todos os inimigos estavam
combatendo a morte, numa luta sem quartel, na qual dificilmente podia
haver um vencedor.
Cada um dos combatentes selecionou o inimigo do seu
tamanho, e assim Odin enfrentou o lobo Fenris; Thor lançou-se contra a
serpente do Midgard; Heimdall escolheu o traidor deus Loki como seu
rival; Tyr balançou-se contra o cão Garn; sem dar-se um segundo de
descanso, todos os adversários lutaram desesperadamente enquanto puderam
manter-se em pé...
Mas também todos eles, sem exceção, foram sucumbindo
perante os seus mútuos inimigos... Estava claro que nenhum deles podia
vencer naquela loucura coletiva; enquanto os deuses e os malvados se
matavam, o céu e a terra ardiam com as centelhas que arrojou o furioso
Surt e, muito em breve, todo o Universo se consumia irremissivelmente
nesse fogo aterrador que também o purificava para o sempre...
O ruído da luta parou. Só restavam as cinzas. Mas
voltou a brilhar outra luz no céu: a filha póstuma da deusa sol, agora
mais tênue e benfeitora. Ao calor do Sol amanhecia outra vez; e da
profundidade do bosque de Mimir, surgiram uma mulher e um homem,
Lifthrasir e Lif (os dois únicos humanos sobreviventes do fogo), que
tinham sido reservados da morte para repovoarem o novo mundo que tinha
que suceder ao corrompido mundo primordial...
Os deuses da natureza, Vale e Vidar, também se
debruçaram à paisagem que despertava a nova vida e, encontraram-se com
aqueles que nasceram para suceder aos doze deuses: os irmãos Modi e
Magni, os filhos do deus Thor e da gigante Iarnsaxa, que traziam consigo
o martelo do pai e as suas virtudes.
Apareceu depois Hoenir, seguiram-no pouco mais tarde
os irmãos gêmeos Baldur e Hodur, filhos de Odin e Frigga. Os sete deuses
descobriram felizmente que, além no alto do céu, o Gimli, a morada
celestial mais elevada, se tinha salvo da destruição total. Então e, a
partir desse recuperado canto do paraíso original, começaria o seu novo
reinado de amor e cuidado sobre a nova humanidade e sobre a também
renovada Terra...
PARTE DA ÁRVORE GENEALÓGICA
Com os rios do Norte, na Terra de Niflhein, e as
nuvens do Sul, na Terra de Muspells, cria-se no Centro, na Terra de
Ginnunga, o país do gelo, Ginnungagap. Dele, nasce a VACA AUDUMLA e o
GIGANTE YMIR.
Da vaca nasce BURI (o qual gera BOR) e do gigante
nascem THRUDGELMIR, BERGELMIR e, deles, todos os gigantes do gelo,
também o gigante BOLTHORN (o qual gerou BESTLA).
VACA AUDUMLA
BURI
BOR
GIGANTE YMIR
THRUDGELMIR BERGELMIR
gigantes do gelo BOLTHORN
BESTLA
BOR e BESTLA tiveram três filhos homens: ODIN, VILI e
VÉ (representando o espírito, a vontade e o sagrado, respectivamente).
BOR e BESTLA
ODIN VILI VÉ
FRIGGA e ODIN
BALDUR
o bondoso HOLDUR
o cego HERMOD
o ágil
FRIGGA e ODIN também tiveram três filhos homens:
BALDUR, HOLDUR e HERMOD.
FRIGGA foi filha de FIORYN?, irmã de FULLA e de
HERDA...
ODIN teve muitos filhos... THOR nasceu da união que
teve com sua cunhada HERDA. Com a gigante GRIDR gerou VIDAR.
Possivelmente, o guerreiro TYR também foi seu filho. Ainda teve um filho
terrível chamado LOKI - o qual matou seu irmão BALDUR e teve como filho
o LOBO FENRIS.
O MITO GERMÂNICO
ALFHEIM
Elfos da luz e Elfos da noite, Freyr.
ASGARD
O céu dos deuses nórdicos ou o mesmo que o Olimpo da mitologia grega,
significa "residência dos chefes". Sua ligação com a Terra, a quem
chamam de MIDGARD, se faz através do arco-íris BIFROST, o arco-íris
mostrava a entrada de Asgard que era guardada por HEIMDALL (deus do
arco-íris), contra os gigantes e monstros.
BALDUR — BALDER
Filho de Odin e Frigga, Baldur era muito bonito e dizia-se que a sua
aura resplandecia com uma luz sagrada, pois era a personificação do Sol.
Deus do Sol, da juventude, da beleza, da bondade e da sabedoria. Vivia
em Asgard. De acordo com os mitos, o deus era atormentado por pesadelos
que lhe prediziam morte prematura.
Dele havia um rival que lhe invejava a juventude e a
beleza, esse rival era Loki, o deus do fogo; este disfarça-se de velho e
conquista a confiança de Frigga, descobrindo assim, que ela conseguiu
fazer todos os seres do País do Meio jurarem que não fariam mal a seu
filho, com exceção do humilde visco (uma planta, parasita). Loki faz um
jogo de dardos com um broto de visco e persuade então o deus cego Holdur
a arremessá-los contra o jovem deus. Baldur cai morto imediatamente.
Baldur ressuscita muito tempo depois no acontecimento
cataclísmico da mitologia escandinava, conhecido como Ragnarok. Baldur
era loiro (seus cabelos lembravam ouro) e tinha grandes olhos azuis.
Dia: Domingo. Planeta: Sol. Mitologia: Apolo, Adónis, Jesus Cristo.
BILKIRNIR — BILSKIRNIR
O maior palácio de Asgard, com 540 salas onde morava Thor.
BOR — BUR
Filho de Buri, casou com Bestla (gigante filha de Botthorn) e com ela
teve 3 filhos: Odin, Vili e Vé.
EGILL SKALLA — GRIMSSON
O mais famoso mago rúnico da era viking. Além de possuir dotes mágicos,
foi um guerreiro de tremenda força física. Seus feitos lendários foram
reunidos na Egils Saga.
EIRA
Tem a habilidade da medicina para todas as mulheres.
FREY — FREYR — FRÖ — FRE
Deus nórdico da fertilidade. Ele é representado por um gnomo sentado de
pernas cruzadas com um capuz pontudo e um grande órgão genital masculino
ereto. A palavra Frey significa "Senhor". Deus fálico da paz, da
felicidade, da colheita e da abundância. Não se faziam sacrifícios em
sua honra.
Conhecido também como Vanir, adorado como divindade da
fertilidade, da sabedoria, do amor e da paz pelos povos escandinavos
anteriores à Idade do Ferro. Sua festa principal era celebrada na época
da colheita (no final de agosto). Frey dá a humanidade paz, casamentos e
prazer sensual.
FREYA — FRÖJA — FREJA (esposa de Odin)
A palavra Freya significa "Senhora". Deusa da sensualidade e padroeira
da adivinhação, era uma espécie de Afrodite (grega), ou Vênus (romana).
Possuía um colar mágico que lhe dava poder de sedução, que obteve dos
quatro gnomos, em troca de favores sexuais. Freya irmã gêmea de Freyr,
filhos de Njord e Nerthus. Os irmãos representam o amor carnal.
O animal simbólico de Freya era o javali e o de Freyr
era o cavalo. Diz a mitologia que Freya permitiu que Ottar, um de seus
amantes, tomasse a forma de seu javali de ouro e conduziu-o até a terra
dos mortos, para que o amado pudesse conhecer a sua ancestral, uma das
sábias gigantas do outro mundo.
Freya também assume o seu lado negro, tomando a forma
de uma égua, quando ela é invocada nos cultos da magia negra. Freya era
irmã e esposa de Freyr, deusa da fertilidade, da sexualidade e do parto,
é também a deusa dos mortos e do mundo dos espíritos.
FRIGGA — FRIGG (esposa de Odin)
Rainha dos deuses e rainha de Asgard, a deusa-mãe era casada com Odin e
à ele deu três filhos: Baldur (o bondoso e belo), Holdur (o cego) e
Hermod (o ágil). Sempre sensata e prudente, além de exemplar divindade
tutelar do casamento e a maternidade, também era a deusa da fertilidade,
pois estava ligada ao casamento ritual realizado na primavera para
encorajar o crescimento das lavouras.
Filha de Fiorgyn, irmã de Fulla (símbolo da
fecundidade e aquela que guardava as jóias de Frigga) e irmã de Herda
(também conhecida como Iord ou Jordi, a deusa Mãe-Terra), Frigga ou
Frigg quer dizer: "A bem amada" ou "Esposa" representa o amor maternal e
humanitário.
Outra história de Frigga, porém menos usada, seria que
ela era filha de Odin e Jord e nesse caso irmã de Thor. Frigga tinha
cabelos longos, sempre usava um torc (colar de ouro) e usava também
pulseiras nos braços e pernas. Dia: Segunda-feira. Planeta: Lua.
Mitologia: Hera (grega), Juno (romana).
GNA

A divina e veloz mensageira.
HLIN

A deusa que assegurava o consolo à dor dos mortais.
HOLDA

Deusas das bruxas, senhora da noite, da Lua e da feitiçaria, é
representada sempre acompanhada de seu séquito de bruxas e pássaros
noturnos.
LOFN

A padroeira do amor.
LOKI

Deus da mitologia germânica, "o demônio", filho obscuro de Odin,
espirituoso e enganador, representa a sagacidade, a malícia construtiva
e a astúcia, é completamente imprevisível. Deus do fogo e das trevas.
Matou Baldur com uma flecha mágica feita de visco, uma planta que
crescia agarrando-se ao carvalho. Seu filho, o lobo Fenris.
NIFLHEIM

País do Norte ou País dos Mortos, mundo das águas, trevas e frio (Hein
significa lar, pátria, terra).
NJORD

O deus Vanir do mar, era casado com Nerthus, era pai de Freyr e Freya.
Controlava as ondas e os ventos, patrono dos pescadores. Outra versão da
história era que Njord casou-se com Skadi.
NORNAS — NORNS

Eram 3 deusas ligadas à adivinhação que teciam tela de algodão.
ODIN

(representa o espírito)
Também conhecido por Woden, Wotan ou Watan. O soberano dos deuses
germânicos, deus dos deuses, senhor da magia, da adivinhação e da
linguagem escrita. Odin ressuscitava os mortos, adivinhava o futuro e
mudava de aparência à vontade. Era conhecido também pelo nome de GRIN
que significa: encoberto ou mascarado. Está associado a Hermes. Era
casado com Frigga. O mestre das runas tinha a cabeça coberta por um
capuz de pele branca, bolsa com amuletos que levava preso ao cinto e um
manto com pedras na bainha.
Odim era, em primeiro lugar o deus da sabedoria, mas
esta também não era uma virtude inata, como tudo na mitologia nórdica,
pois o conhecimento custava esforço até aos deuses. Para conseguí-lo,
Odin foi em humilde peregrinação até o poço de Mimir, para pedir-lhe a
ciência que havia nas suas águas, mas o ciumento Mimir não cedeu o seu
direito gratuitamente, senão que pediu em troca um olho do deus. Odin
arrancou o olho sem duvidar e entregou-o a Mimir, que lançou-o para o
fundo do poço. Uma vez bebida a água do poço, Odin soube imediatamente
tudo o que se podia saber, até o fim que esperava o Universo e os
deuses, após a luta final que teria que ter lugar no campo de Vigrid.
Saber tudo transformou a radiante deus num ser
taciturno, dado que a carga da ciência, a responsabilidade do
conhecimento, supunha também a maturidade, a consciência da
temporalidade de todo o Universo, divino e humano. Mas esta tinha sido
simplesmente a primeira etapa e o deus continuou o seu percurso, agora
vestido de vagabundo procurando o sábio Vafthrudnir, para confirmar a
validade do seu conhecimento, contrastando-o com o imenso caudal de
sabedoria do gigante.
Seguindo conselho da sua prudente esposa Frigga, Odin
apresentou-se perante o sábio como Gangrad, para dar início ao mútuo e
mortal interrogatório, dado que o preço que tinha que pagar quem
deixasse uma pergunta sem responder era o da própria vida. Primeiro foi
o turno de perguntas do gigante, e Odin respondeu a todas e cada uma das
questões apresentadas pelo sábio.
Depois correspondeu a Odin perguntar ao gigante todas
as suas dúvidas, desde a origem do Universo até quais foram as palavras
que o Pai supremo tinha dito ao seu filho Baldur junto da pira
funerária. Com essa pergunta, o gigante compreendeu que se encontrava
diante do próprio Odin, soube que tinha perdido o torneio e que o
esperava a morte; mas não parece que assim aconteceu, pois nunca ninguém
disse que Odin arrancou a cabeça do vencido gigante, dado que não queria
conseguir a vitória sobre esse oponente, senão comprovar se a sua
inteligência era suficiente.
Planeta: Mercúrio.
SIGMUND ou SIGURD

(seu dia é comemorado em 23/04)
Herói escandinavo, foi o único que conseguiu retirar a espada de Odin,
cravada numa árvore, e com ela obteve inúmeras vitórias em várias
batalhas. Caçador de dragões é representado, na tradição cristã, por São
Jorge.
SKULD

A virgem.
SNOTRA

A representação da virtude.
SYN

Guarda do palácio de Fensalir.
TERRA DE ERIK
Povoado localizado a noroeste de Brocelândia, é habitado por
descendentes de vikings que mantém as mesmas tradições de séculos atrás.
THOR
Thor era conhecido também como Donnar, Donar ou Donner. Este deus era
amplamente cultuado pelos vikings e tido como "Senhor do Trovão",
"Senhor do Céu e das Chuvas Benéficas", "Senhor dos Trovões, Trovoadas,
Relâmpagos, Raios e Tempestades"; venerado como "Príncipe dos Deuses";
pois, presidia e governava o céu, o trovão, o ar, o vento, as chuvas, as
tempestades, o tempo bom, as colheitas, as frutas da Terra; também
combatia a doença e a fome, e está associado aos feitos de resistência
sobre-humana. Tinha por função proteger homens e deuses da influência
negativa dos gigantes, sendo defensor de Asgard contra seus inimigos.
Thor é filho de Odin com Herda e, devido a isso, seu
nome era muitas vezes associado à fecundidade e às questões agrícolas.
Um homem enorme e belíssimo guerreiro de longos cabelos e barba ruiva,
detentor de apetite voraz, sede incontrolável, voz estrondosa e
penetrantes olhos que chispavam como fagulhas, empunhava um cetro
assemelhando-se a Júpiter.
Usava um cinturão de ferro e o seu famoso martelo, que
era sua principal arma, o martelo Miolnir ou Mjolnir, signo que faziam
os crentes para pedir proteção divina, era um artefato mágico que sempre
retornava às mãos do poderoso guerreiro como um bumerangue, servia para
dar validade e sagrar um casamento e os demais atos judiciais.
Também para marcar com estacas as propriedades;
usava-se a ferramenta sacramental para bendizer o lar; para rematar a
pira funerária e sua inscrição em lápides funerárias assegurava o não
retorno dos mortos.
Ele habitava o maior palácio de Asgard, o palácio
Bilkirnir, que tinha 540 salas para alojar todas as pessoas humildes
após a sua morte, assegurando-lhes a felicidade eterna, em igualdade
para todos, para compensá-los de tudo o que na Terra tinham padecido.
Teve também uma vida doméstica importante, pois casou
duas vezes, a primeira com a giganta Jarnsaxa, que lhe deu dois filhos,
Magni (força) e Modi (coragem), os que foram herdeiros do martelo mágico
e foram os seres destinados a povoar o novo mundo que se abriria após o
fatal acaso dos deuses. E o segundo casamento, que foi, muito mais
importante no mito do deus Thor, foi Sif, a bela dama dos cabelos tão
louros como o ouro, que lhe deu duas filhas Lorride e Thurd.
Quando da Terra se ouvia o bramido da tempestade, os
humanos sabiam que, por cima de suas cabeças, no céu, estava passando o
carro de Thor, puxado pelas suas duas cabras, e estava indo lutar contra
os gigantes gelados, o maior perigo para os nórdicos, sempre ameaçados
pelo frio; este grande adversário e exterminador de gigantes, por quem
nutria um ódio incontrolável, era também conhecido como "Senhor dos
Bodes", título oriundo da crença de que as trovoadas seriam nada mais
que um passeio do príncipe em seu carro.
Thor quebra as barreiras, para ele não existem
obstáculos intransponíveis, vence as dificuldades, é tido como o mais
forte e corajoso, amplia os horizontes, era muitas vezes invocado em
cerimônias de casamento com a intenção de suprimir qualquer dificuldade
que pudesse vir a interferir na harmonia familiar dos recém-casados,
além de atribuir fecundidade às esposas, ele representa a força
destruidora dos elementos utilizada para fins positivos.
Na Irlanda, um dos antigos nomes dados aos vikings era
"O Povo de Thor", devido à sua coragem e força nos campos de batalha.
Dia: Quinta-feira (Thursday). Cor: vermelho-fogo. Mineral:
ágata-de-fogo. Mitologia: Zeus, Júpiter, Hércules ou Héracles.
TYR — TYW — TIWAZ

Deus original germânico da guerra e o patrono da justiça, o precursor de
Odin. Na época dos vikings, Tyr preparou o caminho de Odin; no qual
tornou-se o rei da guerra. Na mitologia antiga, Tyr tornou-se o
principal dos deuses. Ele também era conhecido como Tiwaz, Tiw e Ziu. No
velho inglês: Tiw.
Diz-se que o manco Tyr foi denominado posteriormente o
filho de Odin e Frigga, ou talvez de Odin e de uma gigante,
personificação do mar enfurecido; ou ainda possivelmente do gigante
Hymir. Tyr foi, indiscutivelmente, a divindade da guerra e um dos doze
grandes deuses do Asgard.
Ele é o mais corajoso dos deuses, que inspira coragem
e heroísmo nas batalhas. Tyr é representado como um homem de uma mão só,
porque sua mão direita foi arrancada pelo gigante lobo Fenris.
Seu atributo é uma espada, o símbolo da justiça, assim
como da arma. A sua invencível espada, o próprio símbolo da sua
divindade foi forjada pelos anões filhos de Ivald, também armeiros de
Odin.
A sua espada também pertence a lenda e há uma muito
especial que Guerber colheu nos finais do século passado, onde se
contava que a espada venerada pelos Cheruski, uma vez roubada do templo
em que era adorada, passou para as mãos de Vitelio, prefeito romano que
encorajado pela sua posse, se auto nomeou imperador, mas não soube lutar
com ela e morreu pelas mãos de um de seus legionários germanos que a
empunhou para cortar-lhe o pescoço pela sua covardia.
Átila, depois, encontrou-a enterrada na margem do
Danúbio e, com ela, quase se apropriou da Europa, para terminar por ser
morto com o seu fio, pelas mãos da princesa Ildico, que vingava assim as
mortes dos seus, produzidas pelo Huno.
Para terminar com a lenda, digamos que se acabava
contando que, finalmente, tinha sido propriedade do vitorioso duque de
Alba e que este, após a batalha de Muhlberg e por não querer seguir as
superstições do paganismo, a fez chegarão arcanjo S. Miguel, para que
ele, do seu posto no céu, a brandisse eternamente na defesa do
cristianismo.
Voltando ao deus Tyr, digamos que também se adscreviam
ao seu comando as Valquírias, e que era ele quem indicava às virgens
guerreiras quais eram os guerreiros mortos que deviam ser escolhidos e
levados para o Valhalla, para desfrutar de todos os seus gozos e esperar
lá, ávida e felizmente, o grande momento, a hora da última e definitiva
batalha em que tinha de acabar-se o primeiro Universo e dar lugar ao
segundo.
O terrível lobo Fenris, foi um dos monstruosos filhos
do deus Loki e a gigante Angur. Odin tentou domesticá-lo enquanto era um
filhote e levou-o para o Asgard. Tyr foi o encarregado de alimentar a
fera, dado que era o único que se atrevia a aproximar-se dela.
Assim o fez vendo como o animal crescia em tamanho e
ferocidade e não melhorava de maneira nenhuma a sua conduta. Então os
doze amarraram o lobo em correntes, para evitar que pudesse converter-se
num perigo apara todos; mas as correntes não serviam de nada, pois
Fenris partia-as com toda a facilidade; de maneira que os deuses pediram
aos elfos que fizessem algo indestrutível.
Os elfos misturaram alguns ingredientes e teceram uma
corda inquebrável Gleipnir que, quanto mais se puxava por ela, mais se
apertava. Foram todos, deuses e lobos para a ilha de Lyngvi, para propor
a Fenris que provasse a sua resistência, coisa nada fácil, dado que ele
receava de uma liga tão sutil.
Como os doze insistiam, Fenris aceitou com a condição
de que um deles pusesse o seu braço dentro das fauces, para pagar por
todos se algo saísse mal. De maneira que Tyr foi de novo o escolhido e
deixou o seu braço à prova dentro da boca de Fenris, enquanto se lhe
atava o Gleipnir ao pescoço e as garras.
O lobo esticou e esticou a atadura, mas esta só se
apertava cada vez mais; entretanto os deuses riam, bem nem todos, pois
Tyr, perdeu a mão direita para sempre. O lobo uivava furioso e os deuses
meteram-lhe uma espada na boca, para calá-lo; do sangue que brotou do
seu paladar nasceu o rio Von e lá, ficou Fenris, a espera do dia final,
até que chegasse o momento em que se partisse a sua ligadura e fosse o
momento da sua vingança.
No dia de Ragnarok, Tyr iria matar Garm, o guardião do
inferno, mas morreu pelo ataque do animal. Signo: Áries. Planeta: Marte.
Mitologia: Ares.
ULL

Na antiga mitologia escandinava, Ull (glória) é o deus
da justiça e do julgamento, assim como o deus patrono da agricultura.
Ele é excelente com arcos e flechas, também com esquis, e vive em Ydalir.
Ele é reconhecido como filho de Sif e Thor. Quando o gigante Skadi
divorciou-se de Njord, ela casou-se com Ull. No antigo nórdico: Ullr.
URD

A mãe do destino.
UTGARD

Na mitologia nórdica é o lugar dos gigantes, situada
em Jotunheim. Utgard-Loki fez seu castelo aqui.
VALHALLA — VALACHA

Reino mítico onde o grande Odin recebia os guerreiros
mortos em batalha. Alí os valorosos heróis desfrutavam de cerveja e
hidromel fornecido por HEIDRUNN, a cabra sagrada.
VALQUÍRIAS

As Valquírias são mulheres jovens e belas que vivem
montadas em cavalos e armaduras com arco e fechas. Odin necessitava de
bravos soldados para a batalha de Ragnarok, e as Valquírias foram aos
campos de batalha para encontrar as mais bravas guerreiras e acharam
seus heróis, desde Elnherjar até Valhalla, o território de Odin.
As Valquírias são também as mensageiras de Odin,
enquanto cavalgam em suas jornadas, causam uma estranha luz chamada de
"Aurora Boreal" ou "Luzes do Norte". Velho nome: Valkyrja.
Outra versão: Deusas guerreiras, filhas de Freya,
vinham montadas em cavalos brancos buscar os espíritos dos guerreiros
vikings mortos em campos de batalha, para levá-los ao Valhala (céu).
VANAHEIM

É a casa de Vanir. Localizada em Asgard, no mais alto
nível do Universo.
VANIR

Na mitologia nórdica, Vanir é originalmente um grupo
de deuses e deusas da natureza e fertilidade, os inimigos dos deuses
guerreiros de Aesir. Eles eram considerados aqueles que traziam a saúde,
juventude, fertilidade, sorte e vida, os mestres da magia. Vanir vive em
Vanaheim.
Aesir e Vanir estiveram em guerra por um longo período
quando decidiram fazer as pazes. Para garantir esta paz eles trocaram
reféns: Vanir enviou seus mais renomados deuses, o saudável Njord e seus
filhos Freya e Freyr. Em troca Aesir enviou Honir, um grande homem de
fina aparência. Ele foi acompanhado por Mimir, o mais importante homem
de Aesir e em retorno Vanir enviou seu homem mais importante Kvasir.
Porém Honir não era tão esperto quanto Aesir achava e
Mimir foi alertado sobre isso. Vanir teve suspeitas das respostas que
Honir deu quando Mimir não estava por perto.
Eles descobriram que haviam sido desonestos e,
cortaram a cabeça de Mimir e devolveram-na para Aesir. Porém este fato
não levou a nova guerra. E todos os deuses de Vanir foram integrados com
Aesir. Nada foi descoberto a cerca de Vanir antes da assimilação. O nome
"Vanir" deve ser derivado da velha palavra nórdica vinr, que significa
"amigo".
VAR — VOR — VARA

Na mitologia nórdica, Var é a deusa dos contratos e
dos casamentos, uma das principais deusas. Vor era a deusa que nunca
poderia ser carregada, pois era enorme. Ela ouve os votos e os pactos
feitos entre os homens e mulheres (esses pactos são chamados de varar).
Ela se vinga daqueles que quebram esses votos. Vara garante o
cumprimento dos juramentos e do castigo ao perjuro. Outra versão: Aquele
que sabia tudo o que acontecia no Universo.
VÉ (representa o sagrado)
Vé é um dos velhos deuses escandinavos e junto com
Odin e Vili, o filho do primordial par de gigantes Bor e Bestla. Os três
irmãos criaram o céu e a terra do corpo de Ymir e construíram os vinte
reinados. Eles também criaram Ask e Embla, o primeiro casal de humanos.
VERDANDI

A ninfa.
VIDAR

Na mitologia nórdica, Vidar é o filho de Odin e da
gigante Gridr. Ele é o deus do silêncio e da revanche, o segundo deus
mais forte dos deuses. Na destruição do mundo, Odin seria morto pelo
lobo Fenris, e Vidar ajudaria seu pai matando o lobo com as suas mãos.
Ele pressionaria com seus pés a boca do lobo e depois o partiria ao
meio. Ele é um dos deuses que regeria o novo mundo quando da sua
criação. Sua casa em Asgard é Vidi.
VILI (representa a vontade)

Na mitologia escandinava, um dos deuses primordiais,
irmão de Odin e Ve. Os três eram responsáveis pela criação do cosmos,
assim como dos primeiros humanos.
VJOFN

Tuteladora da paz e a concórdia.
WAYLAND — WELAND

Weyland era um herói anglo-saxão que desempenhou o
importante papel de ferreiro dos deuses. Patrono dos artesãos e da
sabedoria oculta nas entranhas da terra. O ferreiro pertencia a uma
linhagem de gigantes, usava saiote escocês e era coxo de uma perna.
Filho do rei da Finlândia, era um dos três irmãos que
se tornaram amantes das Donzelas dos Cisnes. Seu ofício era de forjar
jóias e armas. Os ferreiros eram considerados mágicos naturais porque
sabiam domar cavalos selvagens e trabalhar com o fogo e o ferro.
Nas dunas de Berkshire, perto da famosa figura da
colina de White Horse em Wayland’s Smithy, Uffington?, há um cemitério
pré-histórico. Diz o folclore que quem deixar um cavalo alí, à meia
noite, durante a lua cheia e voltar ao amanhecer, vai verificar que
Waland ajustou-lhe ferraduras novas...
Wayland é associado ao dragão ou serpente que nas
mitologias saxônica e escandinava guarda os túmulos e os tesouros que
eles contém.
WEALTHEOW

Rainha de Hrothgar, foi a líder ideal, pois era ao
mesmo tempo versada nas artes mágicas, possuía o dom do aconselhamento e
sabia organizar seus guerreiros em batalha. Sua vida heróica foi contada
na Beowulf Saga.
YMIR — AURGELMIR

Também chamado Hrim, o gigante do gelo. Na mitologia
nórdica, Ymir é um gigante primordial e o progenitor da raça dos
gigantes do gelo. Ele foi criado através do gelo de Niflheim, quando o
gelo entrou em contato com o ar quente de Muspell. Este gigante do gelo
nasceu como de uma nuvem...
YGGDRASIL

Na mitologia nórdica, Yggdrasil (o terrível cavalo),
também chamado da Árvore do Mundo é a árvore gigante que interligava
todos os mundos. Abaixo da árvore nascem os paraísos de Asgard,
Jotunheim e Niflheim. Três bens vivem em sua base: o bem da sabedoria
Mímisbrunnr, guardado por Mimir; o bem do destino Urdarbrunnr, guardado
pelas Nornas; e Hvergelmir (Roaring Kettle – o ranger das águas dos
rios), recursos estes de vários rios.
Quatro veadinhos rodeiam os galhos da árvore e comem
as folhas, eles representam os quatro ventos. Existem outros habitantes
na árvore, tal como o esquilo, um crítico notório e Vidofnir (a cobra da
árvore), o pássaro dourado que fica no topo da árvore. As raízes são
guardadas por Nidhogg e outras serpentes. No dia de Ragnarok, o gigante
do fogo Surt colocará a árvore em fogo. Outros nomes: Pergunta de
Yggdrasil, Madeira de Hoddmimir’s, Laerad e Cavalo de Odin. No velho
nórdico: Mimameidr.
A mitologia nórdica, mitologia viking ou mitologia
escandinava se refere a uma religião pré-cristã, crenças e lendas dos
povos escandinavos, incluindo aqueles que se estebeleceram na Islândia,
onde a maioria das fontes escritas para a mitologia nórdica foram
construídas. Esta é a versão mais bem conhecida da mitologia comum
germânica antiga, que inclui também relações próximas com a mitologia
anglo-saxônica. Por sua vez, a mitologia germânica evoluiu a partir da
antiga mitologia indo-européia.
A mitologia nórdica é uma coleção de crenças e
histórias compartilhadas por tribos do norte da Germânia (atual
Alemanha), sendo que sua estrutura não designa uma religião no sentido
comum da palavra, pois não havia nenhuma reivindicação de escrituras que
fossem inspirados por algum ser divino. A mitologia foi transmitida
oralmente principalmente durante a Era viking, e o atual conhecimento
sobre ela é baseado especialmente nos Eddas e outros textos medievais
escritos pouco depois da Cristianização.
No folclore escandinavo estas crenças permaneceram por
mais tempo, e em áreas rurais algumas tradições são mantidas até hoje,
recentemente revividas ou reinventadas e conhecidas como Ásatrú ou
Odinismo. A mitologia remanesce também como uma inspiração na literatura
assim como no teatro e no cinema.
A família é o centro da comunidade, podendo ser
estreitamente relacionada com a fertilidade-fecundidade quanto com a
agressividade de um povo hostil e habituado as guerras, em uma sociedade
totalmente rural que visa a prosperidade e a paz para si. Deste modo, a
religião é muito mais baseada no culto do que no dogmatismo ou na
metafísica, uma religiosidade baseada em atos, gestos e ritos
significativos, muitas vezes girando em torno do sacrifício humano a
certos deuses, como Odin e Tîwaz (identificado por alguns estudiosos
como predecessor de Odin).
Pode-se dizer que a religião Viking não existia sem um
ritual e abordava exclusivamente o culto aos ancestrais. É uma religião
que ignorava o suicídio, o desespero, a revolta e mais do que tudo, a
dúvida e o absurdo. Uma religião da vida: de vida, simplesmente (Boyer,
2004a: 341)
Mitologia Nórdica
A maior parte desta mitologia foi passada adiante
oralmente, sendo que grande parte dela foi perdida. Entretanto, parte de
sua história foi registrada por estudiosos cristãos, particularmente no
Eddas e no Heimskringla, desenvolvido por Snorri Sturluson, que
rejeitava a idéia de que as divindades da era pré-cristã eram formadas
somente por diabos. Há também o Gesta Danorum, desenvolvido pelo
dinarmaquês Saxo Grammaticus onde, entretanto, os deuses nórdicos estão
descaracterizados fortemente.
A Prose or Younger Edda foi escrita no início do
Século XIII. À primeira vista, ele parece um manual para aspirantes a
poetas, que lista e descreve os contos tradicionais que deram forma à
base de expressões poéticas padronizadas, tais como os kennings. O autor
da Prose or Younger Edda é reconhecido como sendo Snorri Sturluson, o
renomado chefe, poeta e diplomata da Islândia.
O Elder Edda (também conhecido como o Edda Poético)
foi escrito aproximadamente 50 anos mais tarde. Contém 29 poemas longos,
sendo que 11 tratam sobre as divindades germânicas e o resto se referem
aos heróis legendários como Sigurd, da Saga de Volsunga (o Siegfried da
versão alemã do poema Nibelungenlied). Embora os estudiosos acreditem
que esta coleção de poemas tenha sido desenvolvida mais tarde do que o
Youger Edda, é creditado o nome de Elder Edda para esta obra por causa
da antiguidade atribuída aos textos.
Além destas fontes, há diversas lendas que sobrevivem
no folclore escandinavo, e há centenas de nomes de lugares na
Escandinávia cuja origem se encontra nos deuses da mitologia nórdica.
Algumas inscrições rúnidas, tais como Rök Runestone e o amuleto de
Kvinneby, fazem referências a mitologia. Há também diversas imagens
entalhadas na pedra que descrevem cenas da mitologia nórdica, tais como
a viagem de pesca de Thor, cenas da saga de Völsunga, Odin e Sleipnir,
Odin sendo devorado por Fenrir, e Hyrrokkin viajando ao funeral de
Balder. Há também imagens menores, tais como os figuras que descrevem os
deuses Odin (com só um olho), Thor (com seu martelo) e Freyr.
Cosmologia
Na mitologia nórdica, se acreditava que a terra era
formada por um enorme disco liso. Asgard, onde os deuses viviam, se
situava no centro do disco e poderia ser alcançado somente atravessando
um enorme arco-íris (a ponte de Bifrost). Os gigantes viviam em um
domicílio equivalente chamado Jotunheim (Casa dos Gigantes). Uma enorme
ábade no subsolo escuro e frio formava o Niflheim, que era governada
pela deusa Hel. Este era a moradia eventual da maioria dos mortos.
Situado em algum lugar no sul ficava o reino impetuoso de Musphelhein,
repouso dos gigantes do fogo. Outros reinos adicionais da mitologia
nórdica incluem o Alfheim, repouso dos elfos luminosos (Ljósálfar),
Svartalfheim, repouso dos elfos escuros, e Nidavellir, as minas dos
anões. Entre Asgard e Niflheim estava Midgard, o mundo dos homens

O universo segundo a mitologia nórdica
Os Mundos da Mitologia Nórdica
Não há uma clara definição sobre quais seriam os
mundos da mitologia nórdica, pois muitos se sobrepoem e vários nomes são
utilizados, designando, normalmente, o mesmo lugar. Diferentemente de
outras culturas mitológicas, na nórdica não há uma clara definição sobre
os lugares que, as vezes, são separados por mares ou oceanos, não
constituíndo mundos separados na acepção da palavra. Deste modo, podemos
verificar a existência de nove mundos, conhecidos como os Nove Mundos da
Mitologia Nórdica, que podem ser considerados os principais:

Ásgarðr (Asgard)

Miðgarðr (Midgard)

Jötunheimr (Jotunheim)

Vanaheimr (Vanaheim)

Álflheimr (Alfheim)

Muspellheimr (Musphelhein)

Svartalfaheimr (Svartalfheim)

Nidavellir

Niflheim (Niflheim)

No entanto, há outros a serem considerados, como Hel, que vários autores
consideram um palácio localizado em Niflheim.
Seres supernaturais
Há três "clãs" de divindidades: os Æsir, os Vanir e os
Iotnar (referenciados como os gigantes neste artigo). A distinção entre
o Æsir e o Vanir é relativa, pois na mitologia os dois finalmente
fizeram a paz após uma guerra prolongada, ganha pelos Æsir. Entre os
embates houve diversas trocas de reféns, casamentos entre os clãs e
períodos onde os dois clãs reinavam conjuntamente. Alguns deuses
pertencem à ambos os clãs. Alguns estudiosos especulam que esta divisão
simboliza a maneira como os deuses das tribos invasoras indo-européias
suplantaram as divindades naturais antigas dos povos aborígenes, embora
seja importante notar que esta afirmação é apenas uma conjectura. Outras
autoridades (compare Mircea Eliade e J.P. Mallory) consideram a divisão
entre Æsir/Vanir simplesmente a expressão dos nórdicos acerca da divisão
comum Indo-Européia acerca das divindades, paralela aos deuses Olimpicos
e os Titãs da mitologia grega, e algumas partes do Mahabharata.
O Æsir e o Vanir são geralmente inimigos dos Iotnar (Iotunn
ou Jotuns no singular; Eotenas ou Entas, em inglês arcaico). São
comparáveis ao Titãs e aos Gigantes da mitologia grega e traduzidos
geralmente como "gigantes", embora trolls e demônios sejam sugeridos
como alternativas apropriadas. Entretanto, os Æsir são descendentes dos
Iotnar e tanto os Æsir como os Vanir realizaram diversos casamentos
entre eles. Alguns dos gigantes são mencionados pelo nome no Eddas, e
parecem ser representações de forças naturais. Há dois tipos gerais de
gigante: gigantes da neve e gigantes do fogo. Havia também elfos e anões
e, apesar de seu papel na mitologia ser bastante obscuro, normalmente
são apresentados tomando o partido dos deuses.
Além destes, há muitos outros seres supernaturais:
Fenris (ou Fenrir) o lobo gigantesco, e Jormungard, a serpente do mar
(ou minhoca) que circula o mundo inteiro. Estes dois monstros são
descritos como primogênitos de Loki, o deus da mentira, e de um gigante.
Hugin e Munin (pensamento e memória), são criaturas mais benevolentes,
representadas por dois corvos que mantêm Odin, o deus principal,
informado do que está acontecendo na terra; Ratatosk, o esquilo que atua
como mensageiro entre os deuses e Yggdrasil, a árvore da vida, figura
central na concepção deste mundo.
Assim como muitas outras religiões politeistas, este
mitologia não apresenta o característico dualismo entre o bem e o mal da
tradição do oriente médio. Assim, Loki não é primeiramente um adversário
dos deuses, embora se comporte frequentemente nas histórias como o
adversário primoroso contra o protagonista Thor, e os gigantes não são
fundamentavelmente malignos, apesar de normalmente rudes e
incivilizados. O dualismo que existe não é o mal contra o bem, mas a
ordem contra o caos. Os deuses representam a ordem e a estrutura visto
que os gigantes e os monstros representam o caos e a desordem.
Völuspá: a origem e o final do mundo

A origem e o final eventual do mundo são descritas em
Völuspá ("A profecia dos Völva" ou "A profecia de Sybil"), um dos poemas
mais impressionantes no Edda poético. Estes versos assombrados contêm
uma das mais vívidas criações em toda a história religiosa e representa
a destruição do mundo, cuja originalidade está na sua atenção aos
detalhes.
No Völuspá, Odin, deus principal do panteão dos
nórdicos, conjura do espírito de um Völva morto (Shaman ou Sybil) e
requer que este espírito revele o passado e o futuro. O espírito se
mostra relutante: "O que você pede de mim? Porque você me tenta?"; mas
como ela se encontra morta, não mostra nenhum medo de Odin, e
continuamente o pergunta, de forma grosseira: "Bem, você quer saber
mais?" Mas Odin insiste: se deve cumprir sua função como o rei dos
deuses, deve possuir todo o conhecimento. Uma vez que o sybil revela os
segredos de passado e de futuro, cai para trás em forma de limbo: "Eu
dissiparei agora".
O Passado
No início havia somente o mundo das névoas, Niflheim e
o mundo de fogo, Musphelhein, e entre eles havia o Ginungagap, "um
grande vazio" no qual nada vivia. Em Ginnungagap, o fogo e a névoa se
encontraram formando um enorme bloco de gelo. Como o fogo de Muspelheim
era muito forte e eterno, o gelo foi derretendo até surgir a forma de um
gigante primordial, Ymir, que dormiu durante muitas eras, o seu suor deu
origem aos primeiros gigantes.E do gelo também surgiu uma vaca gigante,
Audumbla, cujo o leite jorrava de suas tetas primordiais em forma de 4
grandes rios que alimentavam Ymir. A vaca lambeu o gelo e criou o
primeiro deus, Buro, que foi pai de Borr, que por sua vez foi pai do
primeiro Æsir, Odin, e seus irmãos, Vili e Ve. Então, os filhos de Borr,
Odin, Vili e Ve, destroçaram o corpo de Imir e, a partir deste, criaram
o mundo. De seus ossos e dentes surgiram as rochas e as montanhas e de
seu cérebro surgiram as nuvens.
Os deuses regularam a passagem dos dias e noites,
assim como das estações. Os primeiros seres humanos eram Ask (carvalho)
e Embla (olmo), que foram esculpidos em madeira e trazidos à vida pelos
deuses Odin, Honir/Vili e Lodur/Ve. Sol era a deusa do sol, filha de
Mundilfari e esposa de Glen. Todo dia, ela montava através do céu em sua
carruagem puxada por dois cavalos nomeados Alsvid e Arvak. Esta passagem
é conhecida como Alfrodul, que significa "glória dos elfos", que se
tornou um kenning comum para o sol. Sol era perseguida durante o dia por
Skoll, um lobo que queria devorá-la. Os eclipses solares significavam
que Skoll quase a capturava. Na mitologia, era fato que Skoll
eventualmente conseguia capturar Sol e a devorava; entretanto, a mesma
era substituída por sua filha. O irmão de Sol, a lua, Mani, era
perseguido por Hati, um outro lobo. Na mitologia nórdica, a terra era
protegida do calor do sol por Svalin, que permanecia entre a terra e a
estrela. Nas crenças nórdicas, o sol não fornecia luz, que emanava da
juba de Alsvid e Arvak.
A Sybil descreve a enorme árvore que sustenta os nove
mundos, Yggdrasil e as três Nornas (símbolos femininos da fé inexorável,
conhecidas como Urðr (Urdar), Verðandi (Verdante) e Skuld, que indicam o
passado, a atualidade e futuro), as quais tecem as linhas do destino.
Descreve também a guerra inicial entre o Æsir e o Vanir e o assassinato
de Balder. Então, o espírito gira sua atenção ao futuro.
O Futuro
A visão antiga dos nórdicos sobre o futuro é
notavelmente sombria e pálida. No final, as forças do caos serão
superiores em número e força aos guardiões divinos e humanos do bem e da
ordem. Loki e suas crianças monstruosas explodirão suas uniões; os
mortos deixarão Niflheim para atacar a vida. Heimdall, guardião das
divindades, convoncará os deuses com o soar de sua trombeta de chifre.
Se seguirá uma batalha final entre o bem e o mal (Ragnarök), que os
deuses perderão, como é seu destino. Os deuses, cientes de sua sina,
recolherão os guerreiros mais finos, o Einherjar, para lutar em seu lado
quando este dia vier. No entanto, no final, seus poderes serão pequenos
para impedir que o mundo caia no caos onde ele se emergiu, e os deuses e
seu mundo serão destruídos. Odin será engolido por Fenrir, o lobo. Mesmo
assim, ainda haverá alguns sobreviventes, humanos e divinos, que
povoarão um mundo novo, para começar um novo ciclo. Ou assim Sybil nos
diz; os estudiosos ainda se dividem na interpretação das últimas
estrofes e deixam em dúvida se esta não foi uma adição atrasada ao mito
por causa da influência cristã. Se a referência for anterior a
cristianização, o mito do final dos tempos do Völuspá pode refletir uma
tradição Indo-Européia que se deriva dos mitos do Zoroastrismo persa. O
Zoroastrismo inspirou também os mitos de final de mundo do judaísmo e do
cristianismo.
Os Reis e os Heróis
O Ramsund descreve trechos da Saga de VölsungaA
mitologia nórdica não trata somente dos deuses e das criaturas
supernaturais, mas também sobre heróis e reis. Muitos deles,
provavelmente, existiram realmente e as gerações de estudiosos
escandinavos tentam extrair a história do mito a partir das sagas. Às
vezes, o mesmo herói ressurge em diversas formas dependendo de que parte
do mundo germânico os épicos sobreviveram. Como exemplos temos o Völund/Weyland
e Siegfried/Sigurd, e provavelmente em Beowulf/Bödvar Bjarki. Outros
heróis notáveis são Hagbard, Starkad, Ragnar Lodbrok, O Anel de Sigurd,
Ivar Vidfamne e Harald Hildetand. Notáveis também são as shieldmaidens,
que eram as mulheres "comuns" que tinham escolhido o caminho do
guerreiro.
Os Centros da Fé
As tribos germânicas raramente ou quase nunca tiveram
templos em um sentido moderno. O Blót, a forma de adoração praticada
pelos germânicos antigos e os povos escandinavos se assemelham aos dos
celtas e dos bálticos, ocorrendo normalmente em bosques considerados
sagrados. Poderiam também ocorrer em casas e/ou em altares simples de
pedras empilhadas conhecidas como horgr. Entretanto, parece ter havido
alguns centros mais importantes, tais como Skiringsal, Lejre e Uppsala.
Adan de Bremen reivindica que houve um templo em Uppsala com três
estátuas de madeira de Thor, de Odin e de Freyr.
Padres
Apesar de um certo tipo do sacerdócio parece ter
existido, nunca houve um caráter profissional e semi-hereditário como o
arquétipo do druida céltico. Isto ocorre porque a tradição xamanisma foi
mantida pelas mulheres, as Völvas. É geralmente aceito que os reinados
germânicos evoluíram a partir dos escritórios dos padres. O papel de
sacerdócio do rei condizia com o papel comum do godi, que figurava como
o chefe de um grupo de famílias e que administrava os sacrifícios.
Sacrifícios Humanos
O único testemunho ocular do sacrifício humano
germânico sobreviveu no conto de Ibn Fadlan sobre um enterro do navio de
Rus, onde uma escrava menina se ofereceu para acompanhar seu senhor ao
mundo seguinte. Testemunhos mais indiretos são dados por Tacitus, Saxo
Grammaticus e Adan de Bremen. O Heimskringla descreve que o rei sueco
Aun sacrificou nove de seus filhos em um esforço para prolongar sua vida
até que seu trabalho o impediram de matar seu último filho, Egil. De
acordo com Adam de Bremem, os reis suecos sacrificavam escravos do sexo
masculino a cada nono ano durante os sacrifícios de Yule no Templo em
Upsalla. Os suecos tinham o direito de eleger e depôr os próprios reis,
e tanto o rei Domalde e o rei Olof Trätälja são conhecidos por terem
sido sacrificados após anos de inanição. Odin foi associado com a morte
por enforcamento, e uma prática possível do sacrifício de Odin por
estrangulamento tem alguma sustentação arqueológica na existência de
corpos preservados perfeitamente pelo ácido das turfas em Jutland. Um
exemplo é Homem de Tollund. Entretanto, não há nenhum testemunho escrito
que interprete explicitamente a causa destes estrangulamentos, que
poderiam, obviamente, ter outras explicações.

Carl Larsson, "Midwinter Sacrifice", 1915: O sacrifício do Rei Domalde
em Gamla Uppsala.
Interações com o Cristianismo

Desenho de 1830 de Ansgar, um missionário cristão convidado à Suécia por
seu rei, Björn at Hauge em 829.
Um problema complexo ao interpretar esta mitologia são
que, frequentemente, os testemunhos mais próximos que existem das épocas
mais remotas foram escritos por cristãos. Como um exemplo de caso, o
Younger Edda e o Heimskringla foram escritos por Snorri Sturluson no
Século XIII, após quase duas centenas de anos depois que a Islândia se
tornou cristã, em torno do ano 1000, em um momento histórico sob um
intenso clima político anti-pagão na Escandinávia.
Virtualmente, toda a literatura sobre as sagas vikings
se originou na Islândia, uma ilha relativamente pequena e remota. Mesmo
contando com o clima de tolerância religiosa que permanecia naquela
época nesta região, Sturluson foi guiado por um ponto de vista
essencialmente cristão. O Heimskringla, cujas cópias são tão difundidas
na Noruega atual quanto a bíblia, fornece algumas introspecções
interessantes nesta direção. Snorri Sturluson introduz Odin como um
lorde guerreiro mortal da Ásia que adquire poderes mágicos, se
estabelece na Suécia, e se torna um semi-deus após sua morte. Ao remover
a divindade de Odin, Sturluson fornece então a história de um pacto do
rei sueco Aun com o Odin para prolongar sua vida, sacrificando seus
filhos. Mais tarde, no Heimskringla, Sturluson apresenta em detalhes
como o Santo Olaf Haroldsson converteu brutalmente os escandinavos ao
cristianismo.
Na Islândia, tentando evitar a guerra civil, o
parlamento votou a favor da cristianização, mas tolerou a prática de
cultos pagãos na privacidade dos lares. A atmosfera mais tolerante
permitiu o desenvolvimento da literatura acerca das sagas, que foi uma
janela vital para auxiliar a compreender a era pagã.
Por outro lado, a Suécia teve uma série de guerras
civis durante o século XI, que terminou com a queima do templo em
Uppsala.

Durante a cristianização da Noruega, o rei Olaf Trygvasson mantinha as
völvas (mulheres xamãs) amarradas em pequenas rochas à mercê da maré.
Uma terrível e longa espera pela morte.
A conversão não aconteceu rapidamente, independente se
a nova fé fosse mais ou menos imposta pela força. O clérigo trabalhou
fortemente no sentindo de ensinar à população que os deuses nórticos
eram apenas demônios, mas seu sucesso era limitado e os deuses nunca se
tornaram realmente malignos na mente popular. Dois achados arqueológicos
extremamente isolados podem ilustrar quanto tempo a cristianização levou
para atingir toda a região. Os estudos arqueológicos das sepulturas na
ilha sueca de Lovön mostraram que a cristianização levou entre 150 a 200
anos.
Do mesmo modo, na cidade comercial de Bergen, duas
inscrições rúnicas do século XIII foram encontradas, onde a primeira diz
pode Thor o receber, pode Odin possui-lo. A segunda inscrição é um
galdra que diz eu entalhei runas de cura, eu entalhei runas de salvação,
uma vez contra os elfos, duas vezes contra os trolls, tres vezes contra
os thurs. A segunda menciona também a perigosa valquiria Skögul.
Apesar de haver poucos testemunhos do século XIV até o
século XVIII, o clérigo, tal como Olaus Magnus (1555) escreveu sobre as
dificuldades de extinguir a opinião antiga sobre os deuses antigos. o
Þrymskviða parece ter sido uma canção raramente resistente ao tempo,
como o romântico Hagbard e o Signy, e as versões de ambas foram gravadas
no século XVII e século XIX. No século XIX e no início do século XX, os
folcloristas suecos documentaram o que o povo comum acreditava, e o que
eles deduziram era que muitas tradições dos deuses da mitologia nórdica
haviam sobrevevido. Entretanto, as tradições estavam muito longe do
sistema coeso desenvolvido por Snorri. A maioria dos deuses tinham sido
esquecidos e somente o caçador Odin e a figura de matador de gigantes de
Thor aparecia em numerosas legendas. Freya era mencionado algumas vezes
e Balder sobrevivia somente nas lendas sobre nomes de lugares.
Outros elementos da mitologia nórdica sobreviveram sem
ser percebido como tal, em especial a respeito dos seres supernaturais
no folclore escandinavo. Além disso, a opinião dos nórdicos sobre o
destino foi muito firme até épocas modernas. Desde que o inferno cristão
se assemelhou ao domicílio dos mortos na mitológia nórdica, um dos nomes
foi aproveitado da fé antiga, Helvite, isto é, punição de Hel. Alguns
elementos das tradições de Yule foram preservados, como a tradição sueca
de matar um porco durante o Natal, que era originalmente parte do
sacrifício a Frey.
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