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Resumo de História Geral |
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A história
começa quando os homens encontram os elementos de sua existência nas
realizações de seus antepassados. Do ponto de vista europeu, divide-se
em cinco grandes períodos: Pré-história, Antiguidade, Idade Média,
Idade Moderna e Idade Contemporânea.
Pré-história – Período que vai do surgimento do homem na Terra, há cerca de 3,5 milhões de anos, até o aparecimento da escrita, por volta de 4.000 a.C. Tem como marcos a evolução no emprego da pedra como arma e ferramenta, a criação da linguagem oral, o surgimento da arte , a utilização e domínio da produção do fogo, a domesticação e criação dos animais, a prática da agricultura e a criação da metalurgia.Antiguidade – Começa com a utilização da escrita e termina com a queda do Império Romano do Ocidente, em 476. Principais marcos: o desenvolvimento da agricultura e da pecuária, a adoção do escravismo, a construção de cidades-Estado e de sistemas políticos monárquicos, o surgimento da democracia na pólis grega e das religiões monoteístas, o crescimento das artes e o aparecimento das ciências.Idade
Média – Abrange o período que vai do século V da era cristã até a
queda de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, em 1453.
Principais marcos: a expansão dos reinos bárbaros na Europa, a
transformação do escravismo em feudalismo, o surgimento dos impérios
feudais, a expansão do cristianismo e do islamismo, o renascimento do comércio
e das cidades medievais e o apogeu da civilização maia, na América.
Idade
Moderna – Período entre a queda do Império Romano do Oriente e a
Revolução Francesa, em 1789. Principais marcos: o fortalecimento dos
Estados nacionais monárquicos, a expansão marítima e colonial, o
fortalecimento e expansão do capitalismo – que se torna a forma de
produção predominante –, o renascimento cultural e científico, a
fermentação revolucionária do iluminismo e a independência
norte-americana.
Idade
Contemporânea – Cobre o período do final do século XVIII, a partir da
Revolução Francesa, até a atualidade. Principais marcos: o período
napoleônico (1799 a 1815), a restauração monárquica e as revoluções
liberais (1800 a 1848), a revolução industrial e expansão do
capitalismo (de 1790 em diante), a disseminação das nacionalidades e das
doutrinas sociais (a partir de 1789), o surgimento do imperialismo, a 1a
Guerra Mundial (1914-1918), as revoluções socialistas, a expansão da
democracia, o surgimento do fascismo e do nazismo (1917-1938), a 2a Guerra
Mundial (1939-1945), a Guerra Fria (1948-1990) e a desagregação da União
Soviética (1991).
CONTAGEM DO TEMPO HISTÓRICOA
contagem das épocas ou eras da História varia segundo o parâmetro de
cada civilização. Desde a Antiguidade, os povos adotam diferentes
sistemas para a contagem do tempo anual (calendário) e, posteriormente,
para o início de sua própria história (era). Hoje o calendário cristão
é predominante, mas ainda subsistem os calendários hebreu, chinês e muçulmano.
Primeiro
calendário – Surge no Egito Antigo em cerca de 3.000 a.C. Considera as
fases da Lua e divide o ano em 12 meses de 29 ou 30 dias.
Calendário
juliano – É criado por ordem de Júlio César. Resulta da reforma do
calendário romano, que tem 304 dias e 10 meses, baseado no egípcio.
Estabelece o ano solar de 365,25 dias e o ano civil de 365 dias, com um
bissexto de 366 dias a cada quatro anos. São retirados dois dias de
fevereiro e acrescidos aos meses de julho e agosto, porque têm nome de
imperadores.
Calendário
gregoriano – É um ajuste no calendário juliano, que acumulava uma
diferença de dez dias. É ordenado em 1582 pelo papa Gregório XIII e
determina a eliminação de três anos bissextos a cada 400 anos para
evitar defasagens.
Calendário
hebreu – O ano 1 da era judaica corresponde a 3.761 a.C. Em setembro de
1995 começa o ano 5756 dos judeus. Seu calendário é lunissolar
(considera o Sol e a Lua), com ano médio de 365,246 dias e meses de 29 ou
30 dias.
Calendário
chinês – É lunissolar e comporta dois ciclos: um de 12 anos (de 354 ou
355 dias, ou 12 meses lunares) e um de sete anos (com anos de 383 ou 384
dias, ou 13 meses). Os anos do primeiro ciclo têm nomes de animais: rato,
boi, tigre, lebre, dragão, serpente, cavalo, cabra, macaco, galo,
cachorro e porco.
Calendário
muçulmano – Estabelece como ano 1 a data da fuga (hégira) de Maomé de
Meca para Medina e corresponde ao ano 622 da era cristã. O calendário é
lunar, tendo um ano médio de 354,37 dias e meses de 29 e 30 dias.
Calendário
cristão – É proposto em 525 pelo historiador grego Dionísio, o Menor,
para pôr fim à desordem dos diversos sistemas de contagem cronológica
então empregados. Calculando a data da Páscoa cristã, Dionísio toma o
nascimento de Jesus Cristo como ano 1 do século I, tendo por base o
calendário juliano. Os períodos e acontecimentos anteriores a isso
passam a ser datados com a sigla a.C. (antes de Cristo) e contados de trás
para diante.
Era
cristã – O calendário cristão é adotado no ocidente a partir do século
VI. No século X a era cristã é oficializada pela Igreja Romana e
introduzida na Igreja bizantina. No final do século XIX, quando a
contagem cronológica da História pelo sistema de Dionísio já está
difundida e uniformizada pelo mundo, descobre-se um erro de cálculo.
Cristo nasce, segundo a moderna historiografia, no ano 4 a.C.
A pré-históriaSeparamos
a história da pré-história pois o estudo e as e a forma como obtemos
conhecimento sobre este período são diferentes. Neste período o homem não
havia criado a escrita, por isso não temos registros escritos, apenas
achados arqueológicos que podem nos fornecer pistas sobre o estilo de
vida da época. A
pré-história pode ser dividida em três períodos: o paleolítico, o
neolítico e a idade dos metais. O primeiro período se inicia com o
surgimento da espécie humana. O homem vivia em cavernas e era nômade, ou
seja, mudava constantemente de local sempre que o alimento onde vivia
acabava. Caçava, pescava e coletava frutos com a ajuda de instrumentos
pontiagudos feitos de pedra. No
neolítico o aquecimento do planeta permitiu a saída das cavernas. O
homem passou a construir casas chamadas palafitas, feitas sobre estacas
que as mantinham elevadas para se proteger de animais selvagens.
Desenvolveu a domesticação de animais e a agricultura, que permitiu a
sedentarização (fixação), pois agora ele poderia produzir seu próprio
alimento no lugar onde morava. As ferramentas foram desenvolvidas, agora
as ferramentas feitas de pedra recebiam polimento para serem melhor
manuseadas. Com
a idade dos metais o homem aprende a moldar os metais aquecidos no fogo.
Primeiramente o cobre, por ser mais maleável, em seguida a liga de cobre
e estanho (bronze), e finalmente o ferro. Com o uso dos metais, as armas são
aprimoradas, dando condições para a formação dos grandes impérios da
antiguidade. Nesse momento surge a escrita, por volta de 4000 a.C., o que
determina o fim da pré-história e o começo da história. O
que é preciso saber sobre a pré-história: período antes da criação
da escrita, informações por achados arqueológicos, no paleolítico os
homens moravam em cavernas e eram nômades, no neolítico passaram a morar
em palafitas e a desenvolver a agricultura (revolução agrícola), na
idade dos metais passa-se a moldar metais. A antiguidade orientalFazem
parte da antiguidade oriental as civilizações que se desenvolveram no
oriente e no oriente médio. A maior parte delas apresenta grandes
semelhanças, mas cada civilização apresentou seu diferencial. As
civilizações orientais eram governadas por reis absolutos, muitos com
poder justificado de forma divina, como no caso dos faraós no Egito. A
economia era movida pela agricultura, praticada no modo de produção asiático,
pelo qual a população camponesa servia coletivamente ao Estado (servidão
coletiva). A
sociedade sempre se dividia nas seguintes camadas: os
"privilegiados" (família do rei, ricos, letrados e sacerdotes)
ficavam no topo da sociedade. Logo abaixo vinham os camponeses e outras
pessoas livres, e abaixo vinham os escravos. O
que é preciso saber sobre a antiguidade oriental: semelhanças entre as
civilizações orientais: governo absoluto, modo de produção asitático,
servidão coletiva, sociedade dividida entre os privilegiados, camponeses
e escravos. O EgitoA
civilização egípcia se desenvolveu graças ao rio Nilo, que com suas
inundações anuais, possibilitou a agricultura em suas margens, mesmo
estando no meio do deserto. Os egípcios se destacaram na construção das
pirâmides, ordenadas pelos faraós e na mumificação dos corpos. Muitas
múmias estão em perfeito estado de conservação até os dias de hoje.
Destacaram-se também na criação do papiro, um tipo de papel usado pelos
egípcios, além da criação do sistema de escrita hieroglífico,
traduzido por Champollion através da Pedra Roseta, que continha o mesmo
texto escrito em grego e hieroglífico. O
que é preciso saber sobre o Egito: importância do rio Nilo, pirâmides,
mumificação, papiro, hieroglifos. A MesopotâmiaVários
povos e impérios se fixaram na Mesopotâmia, que se desenvolveu graças
aos rios Tigre e Eufrates. É na Mesopotâmia que surgiu o Código de
Hamurábi, o primeiro código de leis escritas do qual se tem notícia.
Nele se previa a pena do talião, baseado na máxima: "olho por olho,
dente por dente", ou seja, quem matasse uma pessoa também era morto,
quem cortasse o dedo de outra pessoa teria o mesmo dedo cortado. Foi
lá também que surgiu o sistema de escrita cuneiforme, feito através de
sinais talhados em tábuas de madeira. Com a união dos acervos escritos
da região, surgiu a Biblioteca de Nínive, que serve de base para os
estudos sobre essa região. Lá também foram construídos os famosos
Jardins Suspensos da Babilônia. Os
mesopotâmicos se destacam também por terem desenvolvido a astronomia e
serem os primeiros a dividirem o círculo em 360 partes (graus) e o dia em
12 horas e 120 minutos. O
que é preciso saber sobre a Mesopotâmia: importância dos rios Tigre e
Eufrates, Código de Hamurábi, pena do talião, escrita cuneiforme,
importância da Biblioteca de Nínive, Jardins Suspensos da Babilônia,
astronomia. Os HebreusOs
hebreus chegaram à Palestina guiados pelos patriarcas. Fugiram dali por
causa da fome e se reinstalaram no Egito onde foram escravizados. Saíram
do Egito e reconquistaram a região da Palestina liderados por Moisés e
Josué. Atingiram o maior desenvolvimento quando instalaram a monarquia,
que como reino unido teve apenas três reis: Saul, Davi e Salomão.
Dividiram-se em dois reinos, acabaram enfraquecendo e foram conquistados
pelos Assírios que habitavam a Mesopotâmia, sendo feitos escravos
novamente. Quando os persas conquistaram a Mesopotâmia, foram libertos,
mas foram em seguida conquistados pelos romanos, que os dispersaram por
todo o mundo, até que o estado de Israel fosse criado por medida das Nações
Unidas. O
povo hebreu tem toda sua história registrada na Bíblia, principalmente
no Antigo Testamento, que conta a história da formação do povo. O
diferencial dos hebreus é a sua religião, a única monoteísta (um único
Deus) daquela época com a crença no Deus Jeovah que levou à construção
de um grandioso templo na cidade de Jerusalém. O
que é preciso saber sobre os hebreus: história contada na Bíblia, no
Antigo Testamento, monoteísmo, crença no Deus Jeovah, foram escravizados
no Egito, na Mesopotâmia e foram dispersos pelos romanos até a fundação
do atual Estado de Israel. Os FeníciosOs
fenícios nunca fundaram um império unido, estando sempre divididos em
cidades independentes. Foram grandes navegadores e fundaram diversas colônias
ao redor do Mar Mediterrâneo, sendo a mais importante delas a colônia de
Cartago, que irá envolver-se com uma disputa com o Império Romano. A
maior herança deixada pelos fenícios foi o seu alfabeto de 22 letras
muito próximo do nosso atual, copiado por muitas civilizações e criado
para uma comunicação eficiente entre suas diversas colônias. O
que é preciso saber sobre os fenícios: cidades independentes,
navegadores, fundadores de colônias, alfabeto de 22 letras. Os PersasOs
persas se fixaram numa reigão no leste da Mesopotâmia. Adotaram um
eficiente sistema de comunicação e administração. O império era
divido em satrápias (algo como os estados), sendo cada satrápia
governada por um sátrapa e fiscalizada por fiscais que eram denominados
"olhos e ouvidos do rei". As estradas foram calçadas com
pedras, permitindo a implantação de um ágil sistema de correio. A
economia se tornou eficiente com a cunhagem (produção) de moedas,
chamadas de Darico. Este sistema de administração extremamente
eficicente foi a maior herança deixada pelos persas, inclusive muitos
destes sistemas permanecem até hoje, como por exemplo a divisão em
estados. Grandes governantes dos persas foram Dario I, que instituiu a
divisão em satrápias e criou a moeda Darico, e Ciro I que libertou os
hebreus quando foram escravizados na Mesopotâmia. A
religião persa denominada Mazdeísmo também merece atenção. Era
dualista, haviam duas divindades, uma do bem e outra do mal e o objetivo
era o bem vencer o mal. Esta religião foi pregada por Zoroastro. O
que é preciso saber sobre os persas: eficiente sistema de administração,
as satrápias, os "olhos e ouvidos do rei", sistema de correio,
moeda Darico, religião dualista. Indianos e chinesesOs
indianos se fixaram nas margens do rio Indo e do rio Ganges. A sociedade
indiana é extremamente imóvel, não é permitida a mobilidade social
entre as classes sociais em decorrência da religião bramanista. Filhos
de pais de classes diferentes são considerados párias e são excluídos
da sociedade. Destacam-se por terem criado os algarismos e desenvolvido a
matemática. Os
chineses se fixaram nas margens dos rios Yang-tsé e Hoang-ho. Destacam-se
por terem desenvolvido a pólvora, a porcelana, a imprensa e a bússola.
Destacam-se também na plantação de amoreiras para o cultivo de bichos
da seda, cujos casulos são usados para extrair os fios de seda. A
Antiguidade Clássica GréciaPeríodo Pré-HoméricoA
região da Grécia era originalmente habitada pelos pelasgos, mas
lentamente foi recebendo outros povos, os eólios e os jônios que
chegaram pacificamente e se agruparam aos habitantes originais. Mas quando
os dórios, povo de espírito guerreiro e com técnicas de produção de
armas de ferro mais avançada, decidiram invadir a Grécia, destruíram
diversas cidades provocando uma emigração de gregos para outras áreas
costeiras do Mar Mediterrâneo. Esta foi a primeira diáspora grega, e
marca o início do Período Homérico. O
que é preciso saber sobre o período pré-homérico: chegada de povos à
Grécia, eólios e jônios de forma pacífica, dórios de forma violenta,
provocando a primeira diáspora. Período HoméricoOs
grupos que preferiram fugir dos dórios indo para a região montanhosa da
Grécia fundou os genos. Estes genos eram sociedades de propriedade
coletiva, ou seja, todos tinham sempre direito a tudo. Desta forma, os
genos prosperaram, mas acabaram encontrando problemas, pois a população
dos genos começou a crescer e era impossível dar trabalho e comida para
todos. Por isso muitos acabaram saindo dos genos para morarem em outros
lugares ou foram simplesmente expulsos. Os
genos acabaram se dividindo, e os que saíam deles se fixavam em outras
regiões, o que provocou a segunda diáspora grega. Os genos procuraram
então se fortalecer unindo-se em fratrias. As fratrias se uniram em
tribos, e as várias tribos se uniram em pólis. Muito
do que sabemos sobre este período vem das obras Ilíada e Odisséia.
Estas obras são de autoria atribuída à Homero, a primeira narra a história
da Guerra de Tróia (Tróia era chamada de Ilion) e a segunda a vida de
Odisseu. O
que é preciso saber sobre o período homérico: invasão dos dórios,
fuga (primeira diáspora), fundação dos genos, aumento da população
dos genos, desintegração do sistema gentílico (segunda diáspora),
fundação das pólis. Período ArcaicoCom
a fundação das pólis, surge uma novo período na Grécia. Formaram-se
cerca de 110 pólis, mas estuda-se apenas Atenas e Esparta por serem as
melhores representantes das características das demais pólis. -
Esparta A
pólis grega de Esparta se localizou no Peloponeso, e é de origem dórica.
Como os Dórios tinham uma grande tradição guerreira, os espartanos
adotaram uma rígida sociedade que enfatizava muito o treinamento militar.
Desde cedo as crianças eram preparadas e treinadas para a guerra, e caso
apresentassem deficiência que prejudicassem seu desempenho em campo de
batalha, era responsabilidade da mãe matar o filho. Politicamente
era dominada pela aristocracia (espartanos), que através da diarquia
(governo de dois reis), da Gerúsia (senado) e dos éforos impediam o
acesso do povo à política. A aristocracia era de origem dórica, a
sociedade inferior constituída pelos hilotas era composta por aqueus, que
eram maioria frente aos espartanos. O
que é preciso saber sobre Esparta: localiza-se no Peloponeso, origem dórica,
ênfase no treinamento de guerra, governado pelos espartanos
(aristocracia) que se usava da Gerúsia, diarquia e dos éforos para
dominarem os hilotas, que eram maioria. -
Atenas A
pólis grega de Atenas se localizou na Ática, e é de origem jônica. A
maior parte das outras pólis gregas seguem o modelo de Atenas. Ao contrário
de Esparta, Atenas visava muito a educação cultural de seus habitantes. A
primeira forma de governo de Atenas foi a realeza, quando um rei (basileu)
assumiu o governo a pólis. Em seguida, um conselho assumiu o poder
nomeando 9 Arcontes, iniciando o período do arcontado. A sociedade
ateniense não se sentiu satsfeita com o arcontado, fazendo com que Drácon
e Sólon promovessem mudanças, instituindo o fim da escravidão por dívidas
e a divisão da sociedade em grupos respecitvamente. Mas
ditadores acabam assumindo o governo durante o período da tirania. Clístenes
inicia o movimento que derrubou a tirania, iniciando o último período da
história de Atenas que foi a democracia. Procurando evitar que novos
ditadores assumissem poder, instituiram o ostracismo, que exilava pessoas
que ameassassem a democracia por dez anos. O
que é preciso saber sobre Atenas: localiza-se na Ática, origem jônica,
ênfase na educação cultural, períodos:
realeza/arcontado/tirania/democracia, legisladores Drácon e Sólon (fim
da escravidão por dívidas e divisão da sociedade), Clístenes e o fim
da tirania, ostracismo = exílio por dez anos. Período ClássicoAtingindo
igualdade de condições no final do período Arcaico, as pólis Atenas e
Esparta procuram agora influenciar outras pólis. Neste período, os
persas liderados por Dario I chegam até a região da Grécia,
naturalmente dispostos a invadi-la. Os atenienses procuram ajudar as pólis
nas fronteiras, mas não consegue, ganhando a inimizade dos persas. Este
episódio detona a guerra entre gregos e persas. Atenas e Esparta uniram
as pólis sob suas respectivas influências formando a Confederação de
Delos, liderada por Atenas e a Confederação do Peloponeso, liderada por
Esparta. A Confederação de Delos conseguiu afastar o perigo de uma invasão
persa. Durante o período que se segue, Atenas passa pelo Século de Péricles,
o período de apogeu da cidade. Vários pensadores passam a se mudar para
Atenas. Mas
logo Atenas e Esparta passam a lutar pela supremacia na Grécia,
provocando a Guerra do Peloponeso. Isto provoca o desgaste e o
enfraquecimento da Grécia diante dos invasores, abrindo caminho para que
Felipe II dos macedônios a invadisse e acaba pondo fim à independência
grega. O
que é preciso saber sobre o período Clássico: tentativa de invasão
persa, formação das confederações, Século de Péricles, Guerra do
Peloponeso (enfraquecimento) e invasão de Felipe II. Período HelenísticoO
filho de Felipe II, Alexandre, foi educado pelo filósofo grego Aristóteles,
o que criou nele uma mentalidade tipicamente grega. Alexandre expandiu
ainda mais o império de seu pai chegando até às margens do rio Indo.
Fundou diversas cidades, que chamou de Alexandria, inclusive a Alexandria
do Egito. Alexandre morreu cedo acometido por uma febre, e pouco restou de
seu império, que foi dividido entre seus generais por não possuir
herdeiros com idade para assumi-lo. Mas
a cultura helenística, resultado da fusão da cultura grega com a
oriental sobreviveu e foi herdada mais tarde pelos romanos, quando
conquistaram a Grécia e a Macedônia. O
que é preciso saber sobre o período Helenístico: Alexandre, filho de
Felipe II, educado por Aristóteles, expandiu o império, criou a cultura
helenística, fundou Alexandria. Roma Fundação e RealezaRoma
provavelmente se originou de um centro de defesa latino contra ataques
etruscos, mas conserva-se também a origem lendária, contada na obra
Eneida, do poeta Virgílio. Conta a história que os irmãos Rômulo e
Remo, os fundadores de Roma, teriam sido salvos e criados por uma loba, e
que depois de crescidos, Rômulo teria se tornado o primeiro rei de Roma.
Pouco se sabe sobre o período em que Roma foi governada por reis, sabe-se
que a sociedade era dividida em três camadas: patrícios (aristocracia,
possuidora de terras), plebeus (homens livres) e escravos (prisioneiros de
guerra) e que embora o rei detivesse todos os poderes para governar, era
limitado pelo senado. O
que é preciso saber sobre a fundação e a Realeza: origem de um centro
de defesa, origem lendária contada na Eneida de Virgílio, classes patrícios
(aristocracia) / plebeus (livres) / escravos (prisioneiros de guerra),
poder do rei limitado pelo senado. República romanaO
último rei de Roma, Tarqüínio, o Soberbo, foi derrubado pelo senado com
a ajuda dos patrícios. Roma passou a ser governada por cônsules, sempre
em dois, que presidiam o senado e as assembléias centuriais. A assembléia
centurial era a mais importante, reunindo plebeus e patrícios em postura
militar, enfileirados de cem em cem (por isso centurial). Os
plebeus não tinham representação política, e após uma
"greve" (retirada para o Monte Sagrado) exigindo representação,
ganham o direito de nomearem os tribunos da plebe. Outras revoltas plebéias
acontecem, levando aos direitos de casamento entre classes sociais e a
elaboração da Lei das 12 Tábuas, que foi a primeira união de leis
romanas na forma escrita. É
durante a República que começa a política de conquistas dos romanos
baseada na máxima Mare est nostrum (O mar é nosso) que pretendia
transformar o Mar Mediterrâneo em uma lagoa romana. Primeiro
conquistou-se toda a península itálica, em seguida conquistam Cartago
durante as Guerras Púnicas. Por fim, conquista-se a Grécia, o Egito, a
Macedônia e a Península Ibérica. As
guerras provocaram um grande afluxo de riquezas para Roma, levando a uma
acentuação na diferença entre as classes sociais. O aumento no número
de escravos obtidos nas guerras para trabalhar nas grandes propriedades
tornava a concorrência com o pequeno produtor injusta, o que provocava
sua falência e o êxodo rural. Nesse período surge a tentativa dos irmãos
Graco de conseguir uma reforma agrária, mas nada é conseguido. Tibério
Graco foi assassinado em um tumulto no senado e seu irmão Caio Graco foi
perseguido e pediu para que seu escravo o matasse. A
desordem cresce, surgem então elementos fortes na sociedade romana que
passaram a governar em três. Surge entao o Primeiro Triunvirato que
contou com Júlio César, Pompeu e Crasso. Pompeu e Crasso foram mortos,
sobrando apenas Júlio César, que tinha a oposição do senado. Criou o mês
de julho e recebeu o título de césar (o nome dele era Caio Júlio). Foi
morto a punhaladas em pleno senado, não chegando a ser ditador. Surge
o Segundo Triunvirato com Marco Antônio, Otávio e Lépido. Marco Antônio
e Lépido acabaram perdendo poder frente a Otávio, que recebeu o título
de augusto (o divino), sendo aclamado como imperador (o supremo). O
que é preciso saber sobre a República romana: lutas dos plebeus por
maiores direitos, Lei das 12 Tábuas, política do Mare est nostrum,
conquistas romanas, aumento no número de escravos, êxodo rural, reforma
agrária dos irmãos Graco, primeiro e segundo Triunviratos, ascensão de
Otávio Augusto. Império romanoOtávio
Augusto assumiu como imperador de Roma, iniciando o período de apogeu do
império, chamado Século de Ouro. Cessaram-se as conquistas (pax romana),
o que provocou a falta de escravos. Para distrair o povo enquanto os
problemas aconteciam adotou a política do "pão e circo". Se o
povo estivesse se divertindo e estivesse bem alimentado não reclamariam.
Distribuiu trigo ao povo e promovia grandes espetáculos com gladiadores.
Foi no seu reinado que nasceu Jesus em Belém de Judá. Após
Otávio Augusto, assumem imperadores que não conseguem controlar a crise
em Roma ou assumem simpesmente loucos. Sob o governo de Tibério Jesus é
crucificado, Nero ateia fogo em Roma e Calígula nomeia seu cavalo como
oficial do exército, embora tenham havido imperadores que conseguiram
manter bons reinados como Trajano e Marco Aurélio. Mas
a situação se torna incontrolável. A inflação, o déficit, a falta de
mão de obra e o cristianismo em crescimento abalam as estruturas do império.
São tomadas atitudes como o congelamento de preços, a Lei do Colonato
que obrigava a fixação de pessoas no campo, o que deu início ao
trabalho servil que predominou durante toda a Idade Média. O imperador
Teodósio acaba dividindo o império em duas partes, a Ocidental teria
capital em Roma, e a Oriental teria capital em Bizâncio, que mais tarde
passa a se chamar Constantinopla. O cristianismo é oficializado e as
perseguições aos seguidores de Jesus acabam. Com isso consegue-se apenas
corroer mais profundamente as estruturas do império, já que a sociedade
romana se baseava na escravidão e o cristianismo pregava a igualdade. Por
final, o império não resistiu aos invasores bárbaros e o Império
Ocidental caiu em 476 quando os hérulos liderados por Odoacro derrubam o
último imperador, Rômulo Augusto. O Império Oriental ainda vai se
desenvolver durante o império de Constantino, mas em 1453 (quase mil anos
mais tarde!) é tomado pelos turcos otomanos. O que é preciso saber sobre o Império romano: governo de Otávio Augusto, apogeu do império, Século de Ouro, "pão e circo", decadência do império, divisão do império, oficialização do cristianismo, fixação dos trabalhadores à terra (colonato), queda do Império Romano Ocidental em 476, queda do Império Romano Oriental em 1453.
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