Um tiro na história
Perito diz Ter visto um buraco de
bala na testa do motorista que conduzia JK no acidente que o matou
Depois de 35 anos trabalhando como perito criminal na polícia Civil de
minas Gerais, o historiador Alberto Carlos Minas está se aposentando e decidiu
fazer uma revelação: “Eu vi um buraco de bala no crânio do motorista Geraldo
Ribeiro”. Era Geraldo ribeiro quem dirigia o Opala do ex-presidente Juscelino
Kubitschek no dia 22 de agosto de 1976, quando bateu num ônibus na Via Dutra e
ambos morreram. Kubitschek, o Jk, um dos mais populares políticos brasileiros,
amargava a suspensão de seus direitos políticos e articulava a redemocratização
do país – vivia-se a ditadura militar ( 1964- 1985).
Alberto Carlos minas
participou da reabertura do inquérito que em 1996 voltou a investigar a morte
de JK – e, consequentemente, de Geraldo Ribeiro -, mas o caso foi novamente
arquivado. Segundo Minas, quando o
corpo de Geraldo Ribeiro foi exumado, há pouco menos de três anos, o crânio
estava inteiro e tinha um buraco. “De bala”, garante. “Depois que vi isso não
me deixaram entrar na sala novamente”, diz. O laudo final da exumação não
constata nenhum anormalidade, pois o crânio teria sido “esfacelado durante o
manuseio “, conforme registro.
Descobrir se o motorista do ex-presidente levou ou não um tiro
tem importância para a história do país. Caso a resposta a essa dúvida seja
p[positiva, JK morreu vítima de atentado: atiraram no motorista para que ele
perdesse a direção. Desgovernadamente, seu carro vagou pela pista da Rio- São
Paulo e o acidente pareceu Ter sido uma fatalidade. Se foi atentado, quem era o
mandante? Porquê?
“Crânios com séculos de existência não se desmancham durante o
manuseio. Porque o de Geraldo Ribeiro se esfacelou-se/ “, Pergunta o perito
mineiro. O laudo final da reabertura do inquérito da morte de JK demonstrou que
havia uma cabeça de prego dentro do crânio de ribeiro. Quando uma bala
atravessa ossos do corpo, achata-se como a cabeça. “A cabeça de um prego tem
cerca de 7 milímetros, o tamanho de uma bala. Quem exumou o corpo do motorista
alega que não podia ser uma bala porque na época não havia bala de aço.
Depois da exumação ele
resolveu que não iria polemizar sobre o assunto. Só falaria o que pudesse
provar, mas agora acredita que não tem nada a perder. “Estou cumprindo a minha
parte com a sociedade e com resgate da história “, diz.
“Eu vi”
Afastado do caso, ele não tem as
fotos da exumação
JK Foi assassinado?
Alberto Carlos minas diz que há um encadeamento de equívocos periciais
no caso. A colisão entre o carro do presidente e o ônibus não deve Ter
ocorrido. As fotos das vitimas sumiram. Em 1996 o processo foi reaberto, mais
jamais poderia Ter prescrito. A família do motorista nunca viu o corpo dele. Eu
era perito do caso e não pude acompanharam de perto a exumação dos corpos.
Quando levaram a ossada de Geraldo ribeiro, vi um buraco de bala no crânio
dele.
Como era esse buraco?
Do tamanho da tampa de uma caneta, de cerca de 7 milímetros. O crânio
estava íntegro e intacto. Eu o vi inteiro na minha frente, ele não estava
esfacelado como depois apareceu. Podem dizer que eu estava enganado quanto ao
buraco, mas, se eu estiver errado, como eles explicam um objeto metálico dentro
do crânio de Geraldo? Por que o crânio estava fragmentado depois do exames?
Disseram que o objeto metálico era prego – podia ser uma bala.
Então o processo não podia Ter
sido arquivado?
Sumiram. Não é possível que a perícia feita na ocasião do acidente com
um ex-presidente tenha tantos erros e fique sem esclarecimentos. Para mim eles
sofreram um atentado.